Blast Test

Impressões: Dodgeball Academia (Multi) é uma promissora e bem-humorada mistura entre RPG e queimada

Novo título de estúdio paulista esbanja carisma e apresenta conceitos interessantes.


No mundo de Dodgeball Academia, tudo é resolvido por meio de partidas de queimada com poderes especiais e muitos movimentos extravagantes. O novo jogo do estúdio paulista Pocket Trap transforma o esporte em batalhas ágeis com toques de RPG, que se passam em um universo colorido e repleto de humor. Tivemos acesso ao primeiro capítulo do jogo, que deu uma boa ideia do que esperar da versão final, que chegará ao PC, PlayStation 4, Xbox One e Switch em agosto.

Em uma jornada para ser o melhor jogador de queimada

A aventura começa quando um garoto chamado Otto é admitido na Dodgeball Academia, a melhor escola de queimada do mundo. O lugar utiliza a energia de um artefato especial: uma bola que gira eternamente e que foi capaz de acabar com uma grande guerra. Não só isso, a esfera também faz emergir os poderes latentes das pessoas, que são utilizados nas partidas. Diante disso, no primeiro capítulo do jogo, o desafio de Otto é conseguir dois parceiros para formar um time e participar de um grande torneio.


O grande chamariz de Dodgeball Academia são as partidas de queimada. Nelas, o objetivo é derrotar o time adversário e, para isso, é necessário zerar a vida dos participantes. As mecânicas são simples: além de lançar as bolas nos oponentes, Otto pode pular para escapar de boladas e também agarrar a esfera. Fora isso, há elementos de RPG, como atributos, equipamentos de efeitos diversos e habilidades aprendidas ao subir de nível.

Durante o primeiro capítulo, recrutamos a garota Mina, que é bem diferente de Otto: seu lançamento de bola é mais rápido, porém menos poderoso; ela pode rolar no chão para esquivar; e seu movimento de defesa é um contra-ataque capaz de rebater as bolas. Imagino que o jogo terá muitos personagens com habilidades distintas, o que permitirá montar diferentes estratégias.


Fora dos confrontos, exploramos o campus da Dodgeball Academia. O andamento é bem linear no primeiro capítulo, o que é justificável por ser uma introdução, bastando seguir para o próximo objetivo apontado no mapa. No entanto, há atividades opcionais, como batalhas, missões paralelas e caixas com itens.

Resolvendo tudo na base da bolada

As partidas de queimada do jogo são bem ágeis e divertidas. O tom é exagerado e elas lembram batalhas de RPG, por causa da presença de atributos e equipamentos. O capítulo introdutório só dá uma ideia do que esperar, mas achei muito promissor. Durante os embates, apareceram oponentes diferentes que me forçaram a mudar minha estratégia, como uma garota cujas boladas aceleravam aos poucos e um rapaz que lançava as bolas para o alto.


Os elementos de RPG ajudam a deixar os combates interessantes, porém eles não determinam completamente nosso sucesso. Para vencer, é mais importante ter perícia ao atacar com agilidade ou então prestar atenção para defender e agarrar as bolas no momento certo. O balanceamento entre essas características me pareceu bom e as minhas derrotas aconteceram mais por não prestar atenção do que por não ter os atributos certos. Mesmo assim, apareceram oponentes poderosos que, possivelmente, só poderiam ser vencidos após fortalecer o time.

No mais, o sistema de batalha é promissor e parece ser bem variado. Nesse primeiro capítulo, aparecem só os conceitos básicos, mas tive a oportunidade de jogar uma demo, durante o último festival do Steam, que tinha mais recursos, como diferentes aliados, boladas elementais e ataques especiais. Imagino que a complexidade desses sistemas deixará Dodgeball Academia ainda mais divertido.



Em um colorido universo com toque brasileiro

Basta olhar para qualquer imagem de Dodgeball Academia para inferir que seu universo é bem-humorado. A atmosfera do jogo lembra um cartoon com seus personagens malucos e situações absurdas. O visual colorido chama a atenção com sua mistura de cenários 3D e personagens 2D desenhados. E há também uma vibe de anime shonen de ação nos embates com ataques e movimentação exagerados.


O elenco de personagens me divertiu bastante com suas personalidades hiperbólicas e expressivas. Otto, por exemplo, irradia energia e sempre quer resolver tudo com partidas de queimada. O texto em português é hilário e repleto de jargões: uma estudante diz que seu par de óculos Donchaux são os “mais phynos do mundo”, um encrenqueiro chama os professores de “tiozões do zap”, um garoto sempre termina suas frases com “visse?”. E não seria um jogo brasileiro completo sem itens de recuperação tradicionais, como pão de queijo e brigadeiro. Às vezes os diálogos têm zoeira até demais, mas é tão divertido que não me importei.



Queimada divertida que promete

Dodgeball Academia oferece uma experiência singular com sua mistura de queimada e RPG. As partidas divertem com sua agilidade e sua variedade, e o mundo colorido é muito convidativo. E, claro, o tempero brasileiro torna o jogo ainda mais carismático, com muito humor e personalidade. O primeiro capítulo, mesmo se tratando de uma introdução, deu uma boa ideia do que esperar da versão completa, que parece ser bem promissora. No mais, Dodgeball Academia tem tudo para ser um ótimo jogo.

Revisão: Ives Boitano
Texto de impressões produzido com cópia digital cedida pela Humble Games

é brasiliense e gosta de explorar games indie e títulos obscuros. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de roguelikes, game music, fotografia e livros. Pode ser encontrado no seu blog pessoal e nas redes sociais por meio do nick FaruSantos.


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