Jogamos

Análise: B.ARK (PC) é uma curta e divertida aventura espacial acessível a todo mundo

Fases curtas, multiplayer divertido e personagens carismáticos são as principais características desse belo shoot' em up.


B.ARK (PC)
é um jogo do famoso estilo de “navinha” no qual estamos no controle de uma equipe de carismáticos animais em suas naves, com objetivo de salvar o universo do ataque de peixes robôs. Juntando uma jogabilidade simples, um interessante multiplayer e personagens bem carismáticos, temos um jogo que permite a diversão de todas as idades e que deixa um intenso gosto de quero mais.

Escolha seu parceiro e prepare-se para a missão

Após o ataque de um exército de peixes robóticos em um centro de pesquisa, Milla e sua equipe são obrigados a fugir do planeta Terra em seu foguete, levando consigo seus amigos animais: Barker, o cachorro; Felicity, a gata; Marv, o coelho; e Lucio, o urso. Em meio a fuga, Milla e os tripulantes são impedidos de escapar e se veem obrigados a liberar o compartimento com os animais e suas naves na esperança de salvá-los.

Após um tempo no espaço, Barker e seus amigos são resgatados pela nave do Capitão Salty, que lhes explica as consequências do ataque. Chog, líder dos peixes cibernéticos, expandiu sua dominância aos outros planetas do Sistema Solar e apenas Barker e seus amigos são capazes de impedir esse avanço.




Após essa introdução, somos enviados ao tutorial, que nos explica comandos do jogo. Para destruir as naves inimigas, podemos usar um ataque padrão de tiros contínuos, que pode ser carregado para um tiro mais poderoso.  Para a defesa, temos um botão de esquiva para realizar um dash em uma direção de escolha. Além disso, explodir os seus inimigos preenche uma barra que permite liberar uma habilidade especial quando completa.

Para cada inimigo derrotado, pedaços de plutonium são derrubados que, ao serem coletados, preenchem um medidor que melhora o ataque padrão. Essa barra é dividida em três setores e, ao sofrer dano, elas se esvaziam, diminuindo a eficácia dos tiros. Cada um dos protagonistas possui ataques e habilidades especiais únicas.




Essas particularidades são o ponto alto do jogo, principalmente para quem joga o multiplayer. Essa diferença permite que o título não se torne monótono em pouco tempo, uma vez que a jogabilidade padrão é igual para todo mundo. Barker possui como característica atacar com tiros mais concentrados; Felicity tem tiros mais espalhados; Marv possui tiros que perseguem os inimigos; já Lucio, diferente de seus amigos, cria um escudo que os protege de perder vidas.

Um título para todas as idades

B.ARK possui um mérito muito interessante: mesmo com uma alta dificuldade, é acessível. A proposta do jogo é ser um bullet hell, sendo necessário dominar a mecânica de esquiva para ser bem sucedido nas fases. Porém, sua jogabilidade é tão simples que o torna acessível para jogadores de todas as idades. Além disso, o jogo possui três níveis de dificuldade, sendo que o mais fácil deles fornece uma barra de vida maior, ideal para jogadores novatos. 




Porém, justamente para jogadores veteranos, as poucas fases presentes no jogo são curtas. Para aqueles que procuram um desafio de verdade, os níveis mais difíceis irão te proporcionar essa intensidade, mas de maneira bem momentânea. Mesmo com diferentes os estilos de cada protagonista, o título pode ser finalizado em pouquíssimas horas, deixando um intenso gosto de quero mais.

Para amenizar esse problema, o multiplayer é o principal elemento a ser considerado. Mesmo tendo jogado pouco tempo nesse modo, é notável a diferença na dinâmica de jogo, principalmente porque a estrutura das fases pede que tenha mais de um jogador no comando. Algumas seções são divididas em dois caminhos, enquanto muitos inimigos atacam em grupos dispersos pela tela.

Não há muito o que se explorar no sistema solar

B.ARK possui ao todo 7 fases. São seis desafios de história, enquanto o último funciona como um boss rush. A estrutura de todos os estágios é semelhante, consistindo em seções de progressão lateral intercaladas com áreas fechadas, combate com um mid boss e um chefe final. Durante a fase, é possível destruir alguns elementos do cenário para coletar mais vida, especial ou plutonium. 




Além desses itens, cada planeta conta com um colecionável que desbloqueia cutscenes especiais contando as histórias dos protagonistas e do vilão. Essas cutscenes são interessantes para enriquecer a história do jogo, uma vez que toda a explicação inicial é dada de maneira bem simples. Todos os personagens são carismáticos, mesmo com poucas falas e animações, e as cutscenes ajudam na hora de desenvolvê-los.

Cada estágio corresponde a um planeta do nosso sistema solar, começando de Netuno e indo até à Terra, com o chefe final do jogo, enquanto Vênus funciona como a fase de boss rush. Todos os planetas possuem cenários e desafios característicos com sua temática. Os chefes também possuem suas especificidades de movimentação e ataque, semelhante aos encontrados nos jogos do Mega Man. O desafio proposto é justamente entender os padrões de cada um e usar de maneira sábia a esquiva para encontrar uma brecha de ataque.



Uma missão espacial que poderia ser maior

B.ARK é uma interessante experiência nos já conhecidos jogos de navinha. Ao mesmo tempo que propõe um bom desafio com inúmeros inimigos atacando simultaneamente, seus conceitos simples o torna acessível a jogadores de todos os níveis. Porém, peca muito no desenvolvimento das fases, sendo todas muito curtas deixando uma sensação de que tudo poderia ser maior e melhor. O multiplayer aliado às diferentes jogabilidades de cada protagonista traz uma sobrevida ao jogo, no entanto é possível que nem isso te deixe satisfeito.

Prós

  • Jogabilidade acessível;
  • Personagens muito carismáticos;
  • Diferentes estilos de jogo para cada protagonista;
  • O multiplayer fornece uma dinâmica bem diferente em relação ao singleplayer.

Contras

  • As poucas fases disponíveis são bem curtas.
B.ARK – PC – Nota: 7.5
Revisão: Farley Santos
Análise produzida com cópia digital cedida pela Tic Toc Games


Graduando em Engenharia Geológica pela UFOP, viciado em café, RPG e GeoGuessr. Não dispensa uma partida de CS:GO e normalmente está navegando sem rumo pelo Twitter.


Disqus
Facebook
Google