Blast Test

Impressões: Lost Epic (PC) é um RPG de ação com um sistema de luta fluido e muito potencial

Enfrente os deuses em batalhas cheias de ação.


Lost Epic
é um RPG hack and slash de ação lateral em que estamos em meio a uma batalha entre deuses e a humanidade em um mundo chamado Sanctum. Você é um God Slayer, um guerreiro que enfrentará um grupo de deuses conhecidos como Pantheon of Six. O jogo tem um bonito visual estilo anime, um sistema de combate bastante fluido e potencial para uma vasta gama de opções de habilidades e criação de itens.

Quer derrotar um deus? Pergunte-me como

A proposta de Lost Epic é ser um jogo de ação com combates ágeis e muitas opções de customização. Logo no início, você pode escolher a aparência e voz para seu avatar entre diversas opções masculinas e femininas, todas bonitas e em estilo anime.


A aventura começa com um tutorial bem simples no qual você aprenderá as mecânicas básicas de combate e movimentação. O sistema de luta é simples de compreender e ainda assim oferecendo boa riqueza técnica. Existem dois tipos de golpe, forte e fraco, um botão para o pulo e um para a Divine Skill, um golpe mais forte que possui um tempo de cooldown.
 
Os botões de ataque combinados com o direcional resultam em golpes diferentes com efeitos diversos: alguns têm alcance maior, outros são mais rápidos e expõem menos a sua guarda, há também aqueles que lançam os inimigos no ar, possibilitando combos aéreos. É possível combinar Divine Skills com ataques normais para formar cadeias longas de ataque.


Acertar golpes também causa danos na postura do monstro, representada por um círculo branco que vai sendo preenchido gradualmente. Quando a postura do inimigo é quebrada, pode-se efetuar um ataque de oportunidade indefensável com um efeito visual bastante satisfatório. Atacar oponentes pelas costas (é covarde, eu sei) causa um dano ainda maior à vitalidade e à postura.
 
Graças a esta estratégia posicional, o combate é bastante movimentado, com o jogador executando pulos e cambalhotas para esquivar dos golpes e acertar os inimigos pelas costas, o que torna tudo bastante dinâmico e divertido.


Um aspecto interessante é que não há MP, mas sim uma barra de fôlego que se recarrega sozinha. O fôlego é consumido ao realizar ataques, Divine Skills ou movimentos de esquiva e recupera-se rapidamente ao ficar um tempo sem atacar. Este sistema é interessante, pois evita que o jogo se transforme em um mero “apertar botões de qualquer jeito”. Nos inimigos maiores, é preciso usar a cabeça para executar as melhores sequências de ataques e esquivas sem exaurir seu fôlego. 
 
Os monstros comuns não representam um grande desafio, pois morrem com poucos golpes. A coisa muda de figura quando você está cercado por um grupo grande ou quando enfrenta os monstros maiores, que são bem mais divertidos. É fundamental observar os padrões de ataque e responder de acordo com esquivas, bloqueios e contra-ataques.

Promissor, mas ainda falta muita coisa

Segundo a desenvolvedora, cerca de um terço do jogo está disponível no lançamento no Acesso Antecipado, mas me pareceu que é muito menos. Basicamente só temos o primeiro mapa e o sistema básico de combate presentes no momento. Ao entrar no menu de opções, vemos páginas e páginas de aprimoramento de armas, armaduras, arcos, acessórios, itens visuais e poções, mas nada disso está disponível para o jogador.


Parece que haverá alguma mecânica envolvendo magias, já que há um atributo “MAG”, possivelmente “magic”, bem como um atributo “FAITH” (fé) na ficha do personagem. Mas, fora isso, não há menção ao uso de magias em nenhum outro ponto do jogo.
 
Dentre os materiais coletados dos monstros, alguns diferenciam-se por um símbolo de raio, outros por uma lua e alguns com o símbolo de uma chama, o que suponho que possa ser usado para conferir aprimoramentos elementais às armas e equipamentos, ou então possa ser usado na criação de poções. Porém, até o momento, essas características não têm efeito algum.
 
No material de divulgação mostrado pela desenvolvedora, é possível ver funcionalidades de pescaria e culinária, mas estas mecânicas também não estão presentes. Se a versão final do jogo contiver todo o potencial de customização e criação de itens que os menus sugerem, será algo realmente incrível. No entanto, a impressão que dá no momento é que ainda falta muita coisa, o que é normal para um trabalho em andamento.

Pra quem gosta de farmar

As armas podem ser coletadas dos monstros derrotados e levadas até a alquimista para serem aprimoradas. Um dos pontos fracos, pelo menos no momento, é que o inventário só pode ser acessado em um lugar específico do mapa, na presença da alquimista. Este também é o único lugar onde é possível salvar seu progresso e conferir a árvore de habilidades.

O sistema de evolução é bem diferente do usual em JRPGs. Os níveis não são ganhos automaticamente com experiência, mas sim comprados com anima, a moeda do jogo, a mesma que você gasta para comprar itens e equipamentos. Farmar itens e dinheiro neste jogo é fundamental, não só pelos equipamentos, mas para evoluir a personagem em si. Se você gosta de jogos com grinding pesado, esta é definitivamente sua praia.


A cada nível, você ganha um ponto de habilidade, que poderá ser usado numa árvore de evolução com dezenas de opções. Nesta árvore é possível aprimorar seus atributos ou aprender habilidades para fabricação de novos itens.
 
Esteticamente o jogo segue um estilo anime, com personagens e cenários bem bonitos. Existem algumas fases de escalada, onde o personagem precisa saltar para se agarrar em beiradas, mas nenhuma destas partes é difícil. Cair de grandes alturas não causa dano e não existem abismos ou armadilhas letais, pelo menos não até agora.

Que venha com tudo!

Lost Epic parece bastante promissor. Estou particularmente ansioso para conhecer os novos estágios e áreas, bem como conferir os sistemas que aparentemente serão acrescentados. Seu sistema de combate já se mostrou bastante divertido e se as próximas missões seguirem a estética caprichada, tiverem inimigos desafiadores e se todas as opções de criação e customização forem realmente implementadas, com certeza será um título recomendadíssimo para a biblioteca de amantes de RPGs de ação.
 
Revisão: Farley Santos
Texto de impressões produzido com cópia digital cedida pela oneoreight

é engenheiro eletrônico e tem uma filha fofinha que tenta morder os controles do papai. Curte jogos de luta, corrida e ação.


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