Halo (Multi): a lore que sustenta um dos mais importantes FPS de todos os tempos (Parte 2)

Embora se trate de uma franquia de jogos em FPS, o enredo de Halo se torna ainda mais complexo e intrigante


Na primeira parte deste artigo apresentamos não apenas a história de Halo (Multi) em si, como seu impacto na indústria dos games e em como é um dos títulos responsáveis pelo sucesso da linha de consoles XBOX.


À essa altura, entre disparos de armas e guerras entre facções existentes no universo, uma considerável parte dos conflitos é oriunda da fé que as espécies alienígenas que compõem o Covenant têm sobre a suposta divindade advinda dos Forerruners. Somado a isso, está a constante presença da ameaça Flood, o parasita interespacial que ameaça toda a vida nas galáxias.

Espólios de Guerra

Após a bem sucedida missão de resgate, reconhecimento — e, consequentemente, destruição da estação Halo — direcionada por Master Chief, a United Nations Space Command esteve abertamente em conflito com o Convenant.

O conflito conhecido como “Guerra da Aliança Humana”, que durou entre 11 de fevereiro de 2525 e 11 de dezembro de 2552, foi iniciado pelos Alto Profetas da aliança extraterrestre, que acreditavam que os humanos estavam diretamente conectados aos Precursores, o que ia de encontro às suas crenças preestabelecidas. Em outras palavras, a ordem direta era genocídio.
Da esq. p/ a dir.: os Profetas do Arrependimento, da Verdade e da Misericórdia.


Por outro lado, a despeito de diversas derrotas no front humano, diversos fatores externos contribuíram para uma cisão mesmo entre membros do Covenant, que reduziram consideravelmente o impacto dos ataques extraterrestres: uma invasão Flood na High Charity, a capital política e religiosa do Covenant.

Além disso, a descoberta pelos humanos das Sentinels, máquinas de alta tecnologia desenvolvida pelos Precursores, que eram utilizadas para construções e proteção destas, reforçando o poderio de guerra da United Nations Space Command.

Durante os 28 anos de conflitos, milhões de vidas humanas e bilhões de vidas extraterrestres se perderam, especialmente diante dos ataques do parasita Flood. No final da campanha, o Covenant foi o agrupamento que mais sofreu com a guerra, perdendo não apenas sua principal fonte de organização — a High Charity —, como também a união das espécies que compunham a aliança. Uma delas, os Sangheili, firmaram um cessar-fogo com os humanos em fevereiro de 2553. A guerra, em si, foi oficialmente encerrada em 3 de março de 2553.
À direita, uma Sentinel.


Assim como comumente ocorre no mundo real, no universo de Halo não seria diferente: após quase três décadas de conflitos externos, cada espécie teve de lidar com seus próprios conflitos internos em diversas guerras civis. Os humanos teriam de lidar com os Insurrecionistas, grupos organizados constituídos por humanos residentes em colônias, que estavam fartos da burocracia e centralização do poder central pela United Nations Space Command.

A despeito de tais manifestações não serem recentes — as primeiras surgiram ainda nos idos de 2494, perdurando até o início da Guerra da Aliança Humana —, novas disputas surgiram respectivamente em 2525 (em pleno ano de início de guerra) e se mantiveram até 2537, bem como entre 2553 e 2558, no pós-guerra, sendo então subjugados. No lado dos extraterrestres, as espécies Sangheili e Jiralhanae, membros do Covenant, estiveram em conflito até 2559, tendo ambas de lidarem com sua própria guerra civil no mesmo período.
Jul 'Mdama, um Sangheili desencantado pelo Covenant.


O fim da guerra também impôs o término do Covenant, tendo cada uma das espécies alienígenas criado suas próprias facções, embora alguns se organizassem para criar o “Novo Covenant”, uma facção fundamentalista religiosa, sob o comando de Jul 'Mdama, um membro da classe Sangheili.

Halo 2

Boa parte do enredo de Halo 2 (Multi) se passa na proximidade do fim do conflito entre os humanos e o Covenant, mais especificamente em 2552, antes mesmo da invasão à High Charity pelo Flood. Na ocasião, Thel 'Vadamee, ex Comandante Supremo da Frota de Justiça particular, está sendo julgado pelo Alto Conselho por sua incapacidade em proteger Halo (a mesma estação destruída em Halo: Combat Evolved). A despeito dos argumentos de Thel ‘Vadamee de que a presença Flood na estação prejudicou sua missão, os Alto Profetas o consideraram culpado e o sinalizaram com a Marca da Vergonha.
Thel ‘Vadamee.


Algum tempo após, o agora Suboficial John-117 (Master Chief), condecorado com quase todas as honrarias possíveis (com exceção da “Prisioneiro de Guerra”) recebe a armadura MJOLNIR Mark VI durante festividades que ocorrem na Estação Orbital de Plataforma de Defesa da Terra do Cairo, que têm a finalidade em prestar honrarias de guerra e levantar o moral das tropas próximo à finalização da guerra.

O evento é interrompido pela inteligência artificial Cortana, que comunica que uma frota de aeronaves, comandadas por Thel ‘Vadamee (numa única oportunidade de redimir seu nome), ataca as instalações humanas em sua busca pelo “Refugiado de Sesa”, um antigo membro do Covenant e membro da espécie Sangheili que, desiludido com a aliança extraterrestre, passou a revelar segredos oriundos dos Alto Sacerdotes como falsos, o que levantou a ira dos antigos aliados e, portanto, a busca por sua execução.

O Refugiado liderou três espécies alienígenas, Sangheili (que já haviam assinado o cessar-fogo com os humanos), Kig-Yar e Unggoy, a fim de combaterem os “Profetas”. Termina morto em combate antes que consiga transmitir a 'Vadamee as informações que obteve sobre as mentiras existentes entre os alto membros do Covenant e da política que promovem.
Militares Sangheili.


Os ataques da aliança extraterrestre são contidos pela United Nations Space Command, no entanto, o Profeta do Arrependimento (um dos responsáveis pelo julgamento de Thel ‘Vadamee), presente durante o ataque contra o território terrestre, foge em uma nave pertencente à Comandante Miranda Keyes, filha do já falecido Capitão Jacob Keyes, no entanto, não percebe que foi seguido por Master Chief e outros soldados.

Sem que os humanos saibam, o Profeta os levou até outra estação espacial Halo, sendo John-117 responsável por sua captura e, diante da ameaça do mesmo em ativar a super arma, recebe ordens diretas da Comandante Keyes para executá-lo, o que faz com sucesso.

Antes que pudesse escapar, O Alto Conselho promove um ataque contra a estação, congelando-a, forçando com que Master Chief salte para um lago que fica ao entorno da estação, sendo tragado pelos tentáculos de Gravemind, a inteligência que controla o parasita Flood. Para piorar a situação, O Profeta foi assimilado por Flood e, em conjunto com Thel ‘Vadamee — que, há essa altura, já questionava os princípios que regiam o Covenant, além de dar-se conta que Halo foi desenvolvido para destruir vidas, não salvá-las —, Master Chief combate a nova criatura.
Gravemind.


Muitos enfrentamentos ocorreram entre ‘Vadamme, John-117, diversos líderes militares e Flood, concluindo, no entanto, na vitória destes contra os extraterrestres e o parasita. Por outro lado, a despeito da estação Halo ser impedida de disparar, anuncia que um protocolo de segurança foi ativado, enviando um sinal para a matriz Halo, permitindo que as demais estações sejam ativadas diretamente da Arca — uma instalação Forerunner que permite o acionamento de qualquer das estações Halo.

As cenas pós-créditos de Halo 2 denotam que o Alto Conselho foi completamente destruído por Flood, contudo, é perceptível que a ameaça interespacial dividiu-se em dois grandes inimigos: o parasita propriamente dito, bem como eventuais interessados em acionar as estações Halo diretamente da Instalação 00 — a Arca.

Na parte três deste artigo veremos qual o destino da humanidade, do Novo Covenant, bem como das demais espécies extraterrestres. E então, o que acharam do enredo até o presente momento? Quais suas experiência com a saga Halo, seja nos jogos, livros ou programas televisivos? Compartilhem conosco!

Revisão: Mariana Mussi S. Infanti

Mineiro, apaixonado por livros, música, filmes, discussões, Magic: The Gathering e, claro, jogos eletrônicos.

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