Meus jogos favoritos de 2019 - Pierry Alexander

Os redatores do GameBlast falam sobre os tí­tulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.


É dezembro, o Game Awards que marca o final do ano para os games acabou há poucos dias e é hora de listarmos os jogos que mais nos marcaram em 2019. Esse ano foi cheio de novidades e ótimos anúncios: novas IPs foram criadas, continuações de clássicos jogos foram lançados e DLCs de games consagrados foram publicados. Não foi um ano em que eu explorei muito o mundo dos games, então foquei principalmente nos jogos mais comerciais, aqueles triple A ou remakes. No entanto, joguei à exaustão platinando a grande maioria deles. Confiram meus favoritos de 2019:


The Division 2

Acredito que de todos desta lista, The Division 2 foi o que passei mais horas jogando. Normalmente, games da Ubisoft me causam esse efeito de querer explorar tudo, indo em cada pequeno ícone dos mapas para completar todas as missões e aproveitar todo o conteúdo disponível até o 100%, e com The Division 2 não foi diferente. O título não conta com a atmosfera mais sombria do primeiro jogo, aquela Nova Iorque escura e nevada do inverno americano, agora uma nova ambientação entra em cena.



A história de Tom Clancy's The Division 2 acontece no verão de Washington, DC, sete meses após os eventos do primeiro jogo. O vírus, chamado de Veneno Verde, que se alastrou pela cidade de NY durante a black friday, agora se espalhou pela capital do país e o caos foi instalado. Washington, D.C. foi recriada da maneira mais autêntica possível, havia momentos que eu parava apenas para contemplar o visual dos edifícios e monumentos históricos da cidade. Além disso, The Division 2 apresenta uma campanha massiva, maior que a do antecessor. As Dark Zones para os jogadores que preferem um bom pvp estão de volta. Elas agora são menores, porém são três e não apenas uma, e há diversos colecionáveis para pegar. Mas o jogo começa mesmo é no endgame: me diverti muito montando builds, juntando meus amigos para completar as missões mais difíceis, tentando pegar itens melhores ou apenas passeando pelas Dark Zones procurando outros jogadores para enfrentar. Se você é fã de um bom co-op shooter em terceira pessoa com elementos de RPG pode vir para The Division que terá uma ótima experiência.

Shenmue 3

Minha história com Shenmue, na verdade, começa lá nos anos 2000. Meu irmão tinha um Dreamcast e logo que o game foi lançado ele comprou. Jogamos muito, ficávamos extasiados com aqueles gráficos impressionantes para a época e aquela jogabilidade que mais parecia um simulador de vida: era possível fazer compras, conversar com qualquer pessoa, pegar leite na geladeira e alimentar um gatinho abandonado, trabalhar para conseguir uma grana e jogar fliperama.

A história de Shenmue começa em 1986, com o protagonista Ryo Hazuki chegando em casa em um dia cinzento e nevoso, onde encontra seu pai em confronto com um homem chamado Lan Di, que está procurando pelo misterioso Espelho do Dragão. Lan Di força o pai de Ryo a entregar o artefato e o mata em seguida. Em uma jornada de vingança e honra, Ryo dedica sua vida a vingar a morte de seu pai e esta busca o leva inicialmente às ruas de Yokosuka no Japão, e posteriormente, no segundo jogo, a caçada do protagonista o leva à metrópole de Hong Kong.

Após muitos anos de espera, Shenmue 3 foi finalmente lançado, continuando do exato ponto em que o segundo terminou. A história começa com Ryo e Shenhua na vila de Bailu. A partir daí, você deve investigar sumiço do pai de Shenhua e procurar pistas sobre o paradeiro dele. O que pode ser muito ruim para novos jogadores e pode ser extremamente gratificante para os antigos jogadores da saga é que Shenmue 3 é extremamente nostálgico. A jogabilidade continua praticamente a mesma, os gráficos são bonitos e carismáticos, porém um pouco datados, os diálogos, apesar de melhores que os anteriores, continuam estranhos, e até mesmo a movimentação um pouco travada de Ryo continua basicamente a mesma com poucos avanços. Esse aspectos podem parecer negativos para gamers acostumados com as mecânicas e os gráficos avançados atuais, mas na verdade aumentam o valor nostálgico e carismático de Shenmue 3, e junte-se a isso personagens marcantes e uma boa história, vale a pena a conferida.

Days Gone

Tenho que admitir: sou um grande fã de jogos de zumbis, independente da nomenclatura que recebam, infectados, walkers, runners, zombies, clickers… E quando vi o primeiro gameplay trailer de Days Gone fiquei bem ansioso com a possibilidade de poder andar de moto por um vasto mundo aberto e enfrentar grandes hordas de infectados, por mais saturado que esteja essa temática, me deixou com muita vontade de experimentar. Mas vamos lá:

Days Gone é um jogo de sobrevivência, pois os recursos são escassos, tendo que muitas vezes racionar para conseguir progredir com mais facilidade. Para se ter uma ideia, até a gasolina da sua moto acaba, sendo necessário abastecê-la constantemente. A história ocorre um tempo depois de um grande surto de um vírus que transformou a maioria da população em Freakers (os "zumbis" do game), fazendo com que os sobreviventes vivam em pequenos acampamentos. Você controla um motoqueiro chamado Deacon St. John, que junto de seu companheiro de estrada Boozer, tenta sobreviver a esse mundo perigoso realizando trabalhos para os outros.

Posso afirmar certamente que Days Gone é um jogo muito divertido. Seu maior defeito é não ter muitas novidades em relação a outros jogos do gênero, mas isso não diminui a competência do título. O mapa do jogo é vasto, mas MUITO vasto, quando você acha que está chegando ao final um novo mapa enorme se abre com diversas novas missões chegando ao ponto de ficar um pouco cansativo. A mecânica de matar hordas também é muito interessante, bem tática em alguns momentos, tendo que se preparar antes para enfrentar da maneira correta esse tanto de zumbis. Há diversas armas disponíveis, personagens interessantes e a história, apesar de clichê, é bem intrigante em alguns momentos. Recomendo totalmente.

Crash Team Racing Nitro-Fueled

Este é um remake que aposta altamente nos elementos nostálgicos. Joguei muito com meus amigos o original para Playstation 1 em multiplayer local, inclusive fiz novas amizades por causa desse jogo também, então tenho só lembranças boas.

Crash Team Racing Nitro-Fueled é um remake digno e à altura do clássico original. Bastante fiel, todos os elementos que fizeram deste game um sucesso estão lá: a velocidade aumentada, os personagens, as pistas e os itens para jogar nos adversários e poder ultrapassá-los.

Uma coisa que preciso citar é que, diferentemente de Mario Kart que é um pouco mais acessível para o grande público, Crash Team Racing é altamente difícil. É preciso decorar os atalhos, saber manejar o kart e dominar bem o turbo, porque sem ele é praticamente impossível vencer os desafios do game. Mas não se enganem, mesmo sendo mais difícil, o game é bastante prazeroso de jogar, ainda mais se for acompanhado de mais pessoas. Acredito que de todos dessa lista, esse seja o mais atrativo para todo tipo de público, de crianças a adultos, seja com família ou com amigos.

Resident Evil 2 

Como disse acima para Days Gone, sou grande fã de jogos de zumbi, e como não poderia deixar de ser, sou apaixonado pela franquia Resident Evil. Jogo Resident Evil desde o primeiro da saga para o Playstation 1, acompanhei todo o processo evolutivo dos games da série, os jogos fantásticos e aqueles ruins. E um desses que mais adoro sempre foi o Resident Evil 2. Tudo naquele jogo era incrível, a história, os personagens, os gráficos bem melhores que o antecessor, a dinâmica de ter vários cenários para se jogar e campanhas secretas como Hunk e Tofu. É o clássico dos clássicos!









A ideia de um remake de Resident Evil 2, por mais que havia rumores, não me trouxe muita expectativa. Quando vi a primeira notícia oficial de que a nova versão finalmente sairia, eu fiquei muito empolgado. Ver um dos meus jogos favoritos de todos os tempos totalmente recriado do zero me fez entrar no hype imediatamente.

Resident Evil 2 é um remake incrível, está tudo lá, quase que como o original mas totalmente aperfeiçoado. Andar pelos corredores da delegacia com aqueles gráficos lindos foi uma experiência e tanto. RE2 soube balancear perfeitamente as mecânicas de jogos atuais com a atmosfera de um bom survival horror. E alguns elementos, como a perseguição de Mr. X por quase toda a delegacia, dão uma nova dinâmica para este jogo, quase que um prelúdio de o que podemos esperar de Nemesis em Resident Evil 3 Remake. O único ponto negativo eu citaria é a falta de um cenário A e cenário B complementares como era no original. Neste aqui apenas o início altera e o restante é basicamente tudo igual, diminuindo o fator replay. No entanto, isso em quase nada atrapalha este título excelente. Este foi um dos que zerei várias e várias vezes, fazendo questão de platinar.

Revisão: Farley Santos




Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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