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Análise: Songbird Symphony (Multi) te coloca para dançar e se encantar com um jogo simples e bem feito

Trazendo um enredo simples e jogabilidade precisa, aventura diverte sem cansar o jogador.

Ao bater o olho pela primeira vez em Songbird Symphony (Multi), tem-se a impressão de um jogo feito para crianças. Seu visual colorido e premissa simples remetem muito a isso. Porém, sua mistura de plataforma com sessões rítmicas é um desafio e tanto até mesmo para jogadores experientes.

O Patinho Feio

Neste jogo nós controlamos Birb, um pequeno passarinho criado pelo seu tio, um pavão chamado Pea. Ao perceber que os outros pavões fazem pouco e o desprezam pela sua aparência, Birb inicia uma jornada para descobrir a qual família pertence de verdade, guiado pelas instruções da Grande Coruja. Esse enredo tem uma inspiração forte no conto clássico ‘O Patinho Feio’, do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

Durante a jornada, temos que resolver diversos enigmas simples, que envolvem atravessar labirintos, empurrar caixas e mover plataformas. Tudo isso é feito com base no ritmo da trilha sonora. Começamos com três notas e até o final do jogo esse número dobra. Cada plataforma mostra as notas e o ritmo em que elas devem ser cantadas para serem acionadas.

Cada área do jogo contém notas musicais coloridas, que são coletadas após resolver algum enigma ou ajudar algum amigo de penas. Outro colecionável são as penas, que devem ser coletadas e depois entregues aos seus donos para que seus dados sejam coletados. Essas informações ficam em um livro que possui a quantidade de notas recebidas, pássaros identificados e uma dica do que fazer para prosseguir no jogo.

Passarinho, que som é esse?

O som é um elemento muito importante em Songbird Symphony (ah vá!). Além das plataformas e desafios, existem os duelos musicais. Elas funcionam como se fossem batalhas contra chefes e após cada uma delas consegue-se uma nota nova, além de conseguir entender melhor a história.

Aqui a progressão de dificuldade é bastante interessante, pois a dificuldade não se define apenas pela quantidade de notas usadas, mas também pelo padrão de execução. Cada batalha pode variar em até sete tipos diferentes de mecânica, podendo usar todas as notas disponíveis ou não. Ao completar uma dessas canções são dadas graduações de C a S, porém o jogo não exige que todas precisem de uma alta classificação para o progresso na aventura.

Ainda falando das canções, elas além de terem este funcionamento chave, possuem uma beleza por si só. A medida que a batalha começa, sempre tem um trecho legendado antes da parte que será tocada. Os pássaros não cantam, mas as letras encaixam perfeitamente na melodia, com direito até a uma daquelas bolinhas de karaokê, que ajudam a acompanhar o ritmo e uma é mais bonita e engraçada que a outra. O jogo conta com músicas alegres, engraçadas, dramáticas e até emotivas. Seria muito bacana se a trilha sonora fosse lançada à parte.

Cantando com o coração

Songbird Symphony (Multi) é uma grata surpresa. Seu funcionamento simples e trilha sonora bem feita fazem uma combinação bastante agradável. Outra fusão certeira foi inserir elementos musicais com a mecânica em plataforma. Pode não ser uma combinação criativa, mas com certeza foi bem executada.

O game tem defeitos, como a confusão gerada em alguns momentos em que faltam instruções sobre o que fazer ou para onde ir. Alguns trechos musicais também podem fazer com que os jogadores nem tão atentos se embaralhem com uma sequência muito grande de notas mas, no geral, é uma aventura que merece ser reconhecida como um pequeno grande jogo.

Prós

  • Trilha sonora excelente;
  • Visual colorido e vibrante;
  • Jogabilidade simples e intuitiva;
  • Desafios fáceis para jogadores novatos;
  • Pinguins fazendo Moonwalker.

Contras

  • Em raras vezes, o personagem trava por um ou dois segundos em alguma parede, mas nada que atrapalhe;
  • Alguns padrões de execução de notas são um pouco confusos, principalmente com cinco notas;
  • O jogo é curto, com poucas conquistas/troféus e duração média de três horas.
Songbird Symphony ― PC/PS4/Switch ― Nota: 8.0
Versão utilizada para análise: PS4

Análise feita com cópia digital cedida pela Pqube

Revisão: Francisco Camilo

é pai do próximo Batman, tio de uma princesa e viúva da Sega. Só sabe jogar títulos de luta, se mata frequentemente em FPS e adora uma velharia (que todo mundo agora gosta de chamar de retrô). Ah, ele está esperando até agora pelo Ridge Racer dessa geração também.

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