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Análise: War Tech Fighters (Multi) é uma mistura de robôs gigantes, tiroteio espacial e muitos bugs

A ideia de pilotar um mecha pelas rotas estelares é ótima. Porém, as falhas irritam e tornam a experiência bastante frustrante.

Desde muito tempo, embates estelares a bordo de um robô gigante e altamente armado sempre foi uma ótima pedida. War Tech Fighters (Multi) tentou replicar essa receita adicionando elementos bacanas, como alguns modos de jogo diferenciados e uma customização do nosso colosso de metal.

A ideia da desenvolvedora italiana Drakkar Dev era ótima no papel. Entretanto, a execução não é tão boa assim e um game que tinha tudo para ser muito bom, acabou se tornando algo nada atrativo.

Salve o mundo ou reinicie o jogo

Estamos na pele de Nathan Romanis, o melhor piloto de War Tech (nome dos mechas) da colônia espacial de Hebos. A habitação vive em constante guerra com o Império de Zatros, uma potência militar que surgiu de uma poderosa aliança entre as colônias com tecnologias mais avançadas. Agora eles tentam subjugar as colônias menores, como a de Hebos.

Em cima dessa trama, estão justificadas nossas missões, que envolvem destruir bases do Império, combater frotas inimigas com variados tipos de naves e robôs, destruir receptores de sinais, minerar materiais raros, entre outros. Na verdade, o funcionamento é sempre o mesmo: deslocar-se entre os pontos marcados no mapa atirando em tudo que se move.
Com a mira automática, fica fácil detectar as naves inimigas. Ao segurarmos o botão de atirar, nosso  gigante segue o alvo marcado, não importa para onde ele vá. Ainda é possível finalizar com um ataque de espada, que gera umas animações bacanas, mas que logo se tornam repetitivas.

Porém, aí vem os primeiros problemas. Mesmo podendo nos defender com um escudo, quando existe uma aglomeração de inimigos, fica difícil ver de onde vem os tiros e é game over na hora.

Outro problema, um pouco mais sério, é um bug que some com a mira após recomeçarmos uma missão. Isso impede que o jogo continue, pois também fica impossível abater inimigos, uma vez que a barra de vida deles também some. Não adianta trocar de fase ou reiniciar o jogo. Durante nossa análise, foi necessário reiniciar o console para que tudo volte ao normal.

Azul é a cor mais confusa

Além do modo missão, podemos reprisar cada uma delas no simulador, para ir atrás de algum componente especial que possa ter passado despercebido.

Também existem os desafios, que consistem em eliminar alvos, combater outros robôs ou deslocar-se de um ponto a outro em um tempo determinado. Por fim, no sobrevivência enfrentamos diversas ondas de inimigos até não sobrar nenhum. Todos esses modos dão como recompensa unidades para gastarmos no aprimoramento do nosso War Tech.

O caos aqui está por conta do visual. Sabe-se lá por qual motivo, todos esses modos extras tem a coloração puxada para o azul. Não interessa qual a cor original da missão ou se seu mecha é verde com bolinhas rosas, estará tudo azul em qualquer simulação, desafio ou estágio da sobrevivência. Isso complica mais ainda a já confusa visualização de cada elemento nas batalhas.

Não consigo ler nada

Uma das partes bacanas de War Tech Fighters é a customização dos veículos de combate. Além da parte cosmética, que envolve cores e texturas, é possível equipar partes diferente para cabeça, pernas, braços e torso. Cada uma delas influencia em ataque, defesa, velocidade, etc. Também é possível alternar acessórios como escudo e espada.

Ao longo de cada fase, são encontrados projetos especiais que liberam novas partes mais poderosas. Infelizmente, com o número de coisas que acontecem ao mesmo tempo na tela, é bem possível deixar as cápsulas que contém esses projetos passarem batidas.

Por falar em tela cheia, os menus também são meio bagunçados e as letras pequenas dificultam ainda mais o entendimento de tudo. Na própria área de seleção de componentes, é complicado entender quais atributos estão ganhando ou perdendo poder.

De volta para a prancheta

Assim como acontece com muitos indies, War Tech Fighters tem atrativos muito bons, que acabam ofuscados por defeitos enormes. A jogabilidade é boa e toda sua estrutura é bem pensada, mas o produto final ficou muito aquém de um jogo desta geração.

Prós

  • Jogabilidade do robô bastante interessante. Pode-se alternar a visão entre primeira e terceira pessoa a qualquer momento;
  • Trilha sonora ajuda a dar uma empolgada nos combates;
  • Customização de robôs é visualmente variada e conta com diversas opções.

Contras

  • Alguns momentos a tela fica tão cheia que é difícil saber quem te acertou;
  • Menus confusos e com letras muito pequenas;
  • Animações repetitivas
  • Cutscenes que acabam do nada;
  • Tom azulado nos modos extras deixa tudo visualmente feio e confuso;
  • Bug que nos obrigou a reiniciar o console para que tudo voltasse ao normal.
War Tech Fighters — PC/PS4/Switch/XBO — Nota: 4.0
Versão utilizada para análise: PS4
Análise feita com cópia cedida pela Blowfish Studios
Revisão: Francisco Camilo

é pai do próximo Batman, tio de uma princesa e viúva da Sega. Só sabe jogar títulos de luta, se mata frequentemente em FPS e adora uma velharia (que todo mundo agora gosta de chamar de retrô). Ah, ele está esperando até agora pelo Ridge Racer dessa geração também.

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