Vem aí

Prévia: Mortal Kombat 11 (Multi) vem para se firmar como um dos grandes lançamentos desse ano

Ossos partidos, viagem no tempo, fatalities absurdos e habilidades customizáveis. O novo MK busca reinventar sua jogabilidade e revitalizar sua narrativa.

Após muita espera e suspense, finalmente o próximo título da franquia sanguinária chegará. Novos personagens, deuses enfurecidos, combate reestruturado e brutalidade renovada. Mortal Kombat 11 (Multi) com certeza vai fazer de tudo para mostrar aos fãs que valeu a espera.

Nas areias do tempo

O recurso de viagem temporal sempre é usado para ressuscitar aquele personagem favorito ou trazer algum vilão de volta quando acabam as ideias mais originais. Entretanto, em MK 11 esse tópico não será apenas o pano de fundo, mas sim a causa principal de todo o caos.

Kronika é a Guardiã do Tempo e criadora de toda a existência. Ao final de Mortal Kombat X (Multi), Raiden se enfurece, mata Shinnok e toma para si o seu medalhão.

A fúria do Deus dos Trovões acabou destruindo o equilíbrio do universo e agora Kronika fará o que estiver ao seu alcance para restabelecer a ordem e colocar tudo em seu devido lugar. Ela será a primeira chefe mulher em toda a história da saga, entretanto não seria de se surpreender um plot twist em que Raiden, corrompido pelo poder, fosse o vilão a ser combatido de fato.

Menos enrolação

O sistema de combate de MK X era bastante efetivo, mas os constantes malabarismos aéreos tiravam um pouco do brilho. Alguns combos se tornavam ridiculamente longos apenas pelo tempo que o personagem atingido ficava suspenso no ar entre um golpe e outro. A NetherRealm resolveu diminuir consideravelmente isso, deixando tudo mais objetivo. Inclusive, as mecânicas de combate lembram bastante o último jogo da desenvolvedora, Injustice 2 (Multi).

Para trazer mais dinamismo e imprevisibilidade, não existe mais uma barra de especial vinculada a um ataque próprio. Agora existem duas barras menores, que ficam nas extremidades inferiores da tela. A que fica na vertical corresponde a manobras defensivas, como rolagens aéreas e esquivas. Já a horizontal é o medidor usado para potencializar ataques e golpes especiais.

Com essa mudança no funcionamento das barras, deixamos de ter os ataques X-ray, que além de brutais eram bastante divertidos de se assistir. No lugar deles foram adicionados os Fatal Blow. Diferente do seu antecessor, que precisava de uma barra cheia para ser usado, esse pode ser acionado assim que o lutador chegar em 30% da sua vida. Isso muda drasticamente a estratégia de combate, uma vez que agora essa carta na manga sempre estará disponível, independente de quando e como os jogadores usarem outros recursos ofensivos ou defensivos.

Porém, não achem que não teremos ossos partidos e desmembramentos nesse jogo. O Fatal Blow por si só já tem um visual bem violento e visceral. Além disso, alguns ataques receberam uma característica chamada Crushing Blow. Ao executá-los algumas vezes e dentro de certas condições, eles ganham um efeito de close, com direito a pernas quebradas e crânios rachados. Será possível ver essas animações durante agarrões, socos especiais e até mesmo projéteis. Claro que os tradicionais fatalities também marcarão presença, absurdos e divertidos como sempre.

Guarda Roupa Mortal

Outra herança vinda de Injustice 2 é a customização por partes. Nos jogos anteriores as habilidades, ataques e combos de cada lutador variavam entre três estilos possíveis, escolhidos antes de cada combate. Existiam diversas roupas para serem selecionadas também, mas elas eram puramente cosméticas.

Agora tudo isso ficará a cargo da personalização escolhida. Se pegarmos o Scorpion, por exemplo, ao escolhermos sua máscara, lança e katana, teremos diferentes combinações que irão influenciar diretamente em suas qualidades ofensivas e defensivas, além de compor um visual único. Essas partes serão desbloqueadas durante o avanço nos modos de jogo.

Quem será o próximo?

O elenco de um jogo de luta sempre traz esperanças e especulações entre os fãs. Com MK 11 não seria diferente, dada a quantidade de personagens que os adoradores da franquia gostariam que voltassem.

Estarão de volta os veteranos Raiden, Sub-Zero, Scorpion, Sonya Blade, Johnny Cage, Kung Lao, Jax, Liu Kang e Kitana. Quem também retorna direto do Mortal Kombat (Multi), de 2011 (chamado por muitos de MK9), são Skarlet, Baraka, Kabal, Jade e o muito pedido Noob Saibot.

O mercenário Kano merece uma citação à parte. Ele foi anunciado aqui no Brasil, durante um evento fechado para convidados. O combatente ainda ganhará uma skin de cangaceiro, exclusiva para nosso país.

Na ala dos estreantes estão três caras novas. Geras é discípulo de Kronika e também faz uso de ataques temporais com areia. Cetrion é uma entidade que controla os elementos da natureza livremente. Já The Collector é um lacaio de Shao Kahn que utiliza seus quatro braços aliados a itens variados.

Entretanto, um dos rumores que mais causou expectativa envolve um convidado. Desde que chegou à sétima geração, Mortal Kombat tem trazido diversos participantes de diferentes esferas da cultura pop do horror. O primeiro de todos foi Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo) e no jogo seguinte vieram Jason Voorhees (Sexta Feira 13), Predador (O Predador), o Xenomorfo (Alien, o Oitavo Passageiro) e Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica). O nome mais cogitado para entrar na arena agora é de Spawn, o Soldado Infernal. Seu criador, Todd McFarlane, já disse que adoraria ter o personagem no jogo.

Por falar em McFarlane, é válido apontar que sua empresa de figuras de ação, a McFarlane Toys, já anunciou que será a responsável por produzir as miniaturas de MK 11. No passado já houve uma negociação parecida com a atual Bandai Namco. A produtora foi a responsável por fazer as miniaturas oficiais de SOULCALIBUR II (Multi). Isso garantiu que Spawn estivesse no elenco do jogo em sua versão para o Xbox. Já sabemos que o passe de temporada contará com seis novos personagens e, visto o histórico de penetras, o Soldado Infernal se encaixaria perfeitamente em uma dessas vagas.

A única confirmação entre os integrantes do Kombat Pack é o feiticeiro Shang Tsung. Com visual bem próximo do primeiro jogo da série, esse personagem carrega um extra no quesito nostalgia. Tanto sua voz (na versão original) quanto seu rosto virão de Cary-Hiroyuki Tagawa, o ator que interpretou o vilão no filme de 1995.

Bem equalizado

Um dos pontos mais polêmicos do jogo anterior para nós brasileiros foi a dublagem. É impossível não relembrar da escolha absurda da cantora Pitty para ser a voz de Cassie Cage. A rejeição foi tão grande que ao serem lançados os personagens do segundo passe de temporada, a interação deles com Cassie foi feita por outra profissional, a dubladora Priscila Franco.

Porém, as ressalvas não acabam aí. Muitos dos personagens acabaram com vozes que não combinaram muito com suas personalidades e isso afetou bastante a imersão no modo história. Várias expressões foram traduzidas de modo literal, como o memorável “I got this”, que virou “Eu tenho isso”, em vez da expressão correta que é “Deixa comigo”. Faltou bom senso do estúdio com a localização e adequação das falas para o nosso cotidiano. Muitos jogadores preferiram trocar o idioma do sistema de seus consoles e ouvir as vozes originais em inglês em vez de optar pela nossa língua.

Para MK 11 podemos esperar algo de qualidade bem superior. A localização do jogo ficou à cargo da UniDub, estúdio comandado por Wendel Bezerra, o eterno Goku. A experiência deles com esse tipo de trabalho é bastante vasta, com títulos como Detroit: Become Human (PS4), League of Legends (PC), Horizon Zero Dawn (PS4) e Injustice 2 (Multi) no currículo. Ainda não foram divulgados se os atores do game anterior retornarão ou se todos personagens terão novas vozes, mas os fãs podem ter certeza que o trabalho será feito com bastante capricho.
Mortal Kombat 11PC/PS4/Switch/XBOProdutora: NetherRealm Studios
Gênero: Luta
Lançamento: 23/04/2019
Expectativa: 5/5 

é pai do próximo Batman, tio de uma princesa e viúva da Sega. Só sabe jogar títulos de luta, se mata frequentemente em FPS e adora uma velharia (que todo mundo agora gosta de chamar de retrô). Ah, ele está esperando até agora pelo Ridge Racer dessa geração também.

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