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Análise: Hyperspace Dogfights (PC) é um game de nave cheio de estilo e desafios

Boa jogabilidade e alta dificuldade em batalhas aéreas emocionantes te esperam neste ótimo título.

Jogos de nave são bastante comuns na indústria dos games. Com títulos disponibilizados desde os primeiros consoles e computadores, novos lançamentos precisam apresentar boas qualidades para se destacar no mercado. Dentre várias opções, Hyperspace Dogfights (PC) é um exemplo de boa produção que se sobressai nesta categoria. Apresentando controles precisos, bom acabamento e combates ferozes, vamos conferir tudo sobre este game nesta análise.

Premissas simples, divertidas e cheias de emoção

O jogo te coloca no controle de uma nave espacial, que deve realizar missões no espaço aéreo de planetas alienígenas. Sempre contando com um pôr-do-sol no fundo, o cenário compreende um espaço que vai do chão do planeta até as suas nuvens. Horizontalmente, o deslocamento é “circular”, ou seja, se você for muito pra direita ou para a esquerda, vai retornar para o mesmo ponto inicial. Esta característica, que parecer restritiva no início, é vital para escapar dos adversários sem perder de vista pontos importantes do mapa.
Pronto para mais uma aventura!
Para controlarmos a espaçonave, temos quatro turbinas diferentes, cada uma apontada para um dos lados do veículo. A orientação pode ser conferida pelo teclado ou pelo mouse, sendo a primeira mais rápida, embora exija mais precisão. Todos esses comentários são importantes porque saber se movimentar em Hyperspace Dogfights é essencial para sobreviver às duras missões. O sistema de Jump, que literalmente permite a nave dê um salto para frente (quase como um teletransporte), também é útil para escapar de ataques mortais.
Preste atenção em tudo a sua volta para sobreviver as batalhas
Os inimigos são impiedosos, contando com lasers, mísseis rastreadores, e bombas mortais. Inicialmente com três vidas, a nave possui um escudo que se recupera com o passar do tempo. Assim, se você for atingido, basta escapar do tiroteio e esperar ele voltar a ativa. O veículo conta com Flares (chamas), que confundem os adversários e funcionam como iscas para os ataques inimigos, permitindo ao jogador escapar ou realizar um contra-ataque surpresa.

Combinando qualidade e dificuldade na medida certa

Inicialmente, Dogfights pode parecer um pouco caótico e até mesmo assustar o jogador. Conforme o tempo passa e as missões não são concluídas, mais e mais inimigos aparecem, tanto no céu quanto no solo. Mesmo com os tiros apresentando linhas que mostram as suas trajetórias, desviar e atacar pode se tornar uma tarefa quase ingrata, exigindo reflexos apurados. O negócio é aceitar as primeiras derrotas para se acostumar com os controles e mecânicas, buscando sempre terminar cada fase o mais rápido possível.
Muitos elementos na tela dificultam a jogatina
Lembre-se que apenas terminar a missão da fase pode ser perigoso, pois os upgrades da nave são obtidos com os pontos que podem ser conseguidos ao se derrotar inimigos. Entretanto, os itens e as fases conquistadas são resetados cada vez que o jogador é derrotado, o que, inclusive, pode gerar um leve sentimento de tempo perdido. Por isso, aqui cabe uma crítica ao título: a falta de um “modo história”. Não necessariamente pela presença de um enredo, mas sim de um sistema de progressão, que seria bastante interessante para evoluir a nave aos poucos e assim alcançar fases cada vez mais difíceis.

Os gráficos são um dos destaques de Hyperspace Dogfights. A paleta de cores é sempre muito bem definida (com exceção do tutorial), com efeitos brilhantes e vivos. As naves, veículos e tiros tem bom acabamento, demonstrando que o jogo foi bem lapidado. Infelizmente, existem algumas fases em que a combinação da cor do céu e dos elementos em jogo acabam gerando um pouco de confusão. A trilha sonora é interessante, mas sem grandes destaques. Os efeitos sonoros das batalhas merecem elogios, criando uma atmosfera emocionante com explosões, raios lasers e sirenes.
O jogo dá dicas importantes como objetivos, trajetória dos tiros e nível de escudo
Além do visual, um dos pontos fortes do game é a sua jogabilidade. Os controles são extremamente precisos e bem definidos. Some esse fato com a física de voo bastante intuitiva e você tem uma nave que responde adequadamente aos comandos e permite manobras rápidas e elaboradas. Diversas vezes me encontrei cercado de inimigos e sendo alvejado por uma saraivada de mísseis e lasers, mas (quase) sempre consegui escapar graças aos bons controles da nave, além dos recursos de Flares e Jump.
Após algum tempo de treinamento, pilotar se torna uma grande diversão

Muito além de um “jogo de nave”

Ao iniciarmos o game, temos que passar por um tutorial para aprender os comandos e mecânicas básicas. Infelizmente, ao invés de ajudar o jogador, ele acaba confundindo um pouco, pois é meio travado e tem as cores em uma tonalidade desagradável. Entre alguns pontos importantes, fica o destaque que a nave pode andar sob o chão e se esconder entre as nuvens (boas estratégias para escapar de mísseis teleguiados). Depois do tutorial, o jogo progride em um sistema de missões, onde cada nova fase consiste em um desafio diferente.
A cada missão completada, é possível obter itens para melhorar a nave
Os desafios podem ser derrotar um tipo específico de inimigo, permanecer por algum tempo em uma determinada região do mapa ou até mesmo sobreviver a uma onda completa de ataques. Todas essas missões exigem habilidade no controle da nave e perícia na hora de disparar. Mas não porque a munição seja escassa, e sim por porque o escudo só se recupera quando não estamos atirando. Logo, atacar no momento certo é muito importante para progredir no game.

Os chefões são um destaque de Hyperspace Dogfights. Consistindo de aeronaves enormes com grande poder de fogo, elas apresentam desafios consideráveis para o jogador. Entretanto, creio que algumas ondas de inimigos “normais” muitas vezes são mais difíceis de serem superadas, devido as suas dimensões reduzidas e maior velocidade de deslocamento pelo cenário. Ainda assim, lutar contra os veículos gigantescos é uma boa variação dos adversários convencionais.
As grandes batalhas exigem ainda mais habilidade
Após cada fase vencida, o jogo dá chance ao jogador de trocar os pontos obtidos por itens, que somam mais de 200 opções diferentes. Existem várias armas, de metralhadoras a armas laser e lançadores de bombas de energia, além de barras de energia extra e equipamentos especiais, que podem, por exemplo, aumentar a chance de tiros com dano crítico ou tornar a nave mais rápida. Estes fatores dão mais fôlego ao título, incentivando o ataque às naves adversárias além de somente cumprir as missões.

Briga de cachorro grande

Se você curte jogos de nave em 2D ou então está procurando por bons desafios, Hyperspace Dogfights é uma excelente pedida. Contando com gráficos bem acabados e um respeitável nível de dificuldade, balanceado por uma jogabilidade precisa, muitos recursos e itens especiais, o game é divertido e instigante. O começo pode ser um pouco desencorajador, mas quando o jogador consegue pegar o jeito, o título se torna viciante, sempre deixando aquela vontade de alcançar novas fases e descobrir novos equipamentos.
Um jogo para quem gosta de emoção

Prós

  • Gráficos em 2D estilosos e coloridos
  • Controles respondem perfeitamente, desde os propulsores até as armas e recursos especiais
  • Mecânicas de jogo simples e divertidas
  • Diversos itens e armas para coletar e fortalecer a nave

Contras

  • Nível de dificuldade pode assustar alguns jogadores
  • Falta de um sistema de progressão
  • Tutorial confuso e travado
  • Apesar de bonito, o visual do game pode atrapalhar em algumas missões
Hyperspace Dogfights – PC – Nota: 7.5
Revisão: Link Beoulve
Análise feita com cópia cedida pela Sleeper Games
Matheus Senna de Oliveira é um grande fã da décima arte, embora ultimamente não tenha tido muito tempo disponível para ela. Seus games favoritos (que formam uma longa lista) incluem: Kingdom Hearts, Guitar Hero, Zelda, Crash, FIFA, COD, Pokémon, MvC, Yu-Gi-Oh, Resident Evil, Bayonetta, Persona, Burnout e Ratchet & Clank. Caso tu tenhas gostado da matéria que ele escreveu, é possível encontrar mais algumas no blog dele.

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