Discussão

Por onde andam os jogos de tênis?

Último sucesso do gênero nos games foi em 2011, mas 2018 tem trazido o tema de volta à tona.

A última vez que os jogos de tênis estiveram presentes com notoriedade nos videogames foi com Top Spin 4 (Multi), da 2K Czech, o quarto título do clássico do esporte foi aclamado pela crítica e pelos jogadores. Contudo, com a chegada na Oitava Geração de Consoles em 2012, o gênero ficou no limbo por sete anos antes de retornar com força em 2018.

Tênis na quadra e na mesa

Antes de ressurgir na atualidade, os jogos de tênis galgaram seu regresso aos jogos eletrônicos um passo de cada vez. Um dos primeiros a relançar o gênero foi o simulador Tennis Elbow 2013 (PC), da Mana Games, lançado em 2015 após ficar dois anos em produção através do incentivo dos fãs no Steam Greenlight.


Antes de Tennis Elbow 2013 ainda houve o lançamento tímido do mobile Virtua Tennis Challenge (Android/iOS), da Sega, em 2012. O jogo faz parte da consagrada série japonesa Virtua Tennis, famosa durante a Sexta e Sétima Geração de Consoles.
 
No ano seguinte, foi lançado o simulador de realidade virtual First Person Tennis - The Real Tennis Simulator (RV), da Mikori Games enquanto o gênero se fazia presente em jogos arcades como Tennis in the Face (Multi), da 10tons, no qual o jogador devia acertar seus inimigos com bolas de tênis ou Smoots World Cup Tennis (PC), da Kaneda Games, em que o jogador enfrenta os mais diversos cenários e inimigos que vão desde uma partida no gelo contra pinguins a um jogo de tênis contra os stormtroppers no espaço.


Falando em jogos arcade, a série Mario Tennis, da Nintendo, manteve o gênero em alta no console japonês desde o lançamento de Mario Tennis (N64/GBC/WiiU/3DS) em suas versões de console virtual em 2010 e 2013. Mario Tennis Open (3DS) veio em 2012, Mario Tennis: Ultra Smash (WiiU) em 2015 e Mario Tennis Aces (Switch) em 2018.

Outra opção para os fãs de tênis no período eram os jogos de tênis de mesa, também conhecido como ping pong. Um fenômeno interessante é a integração da realidade virtual com esses jogos esportivos, os títulos de maior sucesso de 2016 utilizavam tal tecnologia como Paddle Up (RV), da Pavel Jamal; Pong It! VR (RV), da Mergin Studio e Eleven: Table Tennis VR (RV), da For Fun Labs.


Um ás na indústria de games

Através o êxito da adaptação de jogos de tênis para a realidade virtual, em 2017 o esporte se expandiu até o squash, uma variação do tênis em que o jogador rebate a bola contra uma parede. Deste modo, era lançado Magical Squash (RV), da Rising Game, enquanto o gênero continuava em alta em títulos que se alternavam entre o simulador e o arcade como Virtual Sports (RV), da Free Range Games; Disc Jam (PC), da High Horse Entertainment; Blobby Tennis (RV), da SlinDev; e Racket Fury: Table Tennis VR (RV), da 10Ants Hill.

Durante o tempo em que houve uma diminuta produção de jogos de tênis com ênfase em ser um simulador, o Tennis Elbow 2013 continuou como um resistente representante do gênero, inclusive recebendo atualizações até o presente ano, em que ele recebeu 10 grandes atualizações e o anúncio da Mana Games de um novo título da série, o Tennis Elbow 4 para 2019.


Os esforços das séries Tennis Elbow e Mario Tennis em manter o gênero esportivo vivo nos games deu frutos e em fevereiro de 2018 chegou Full Ace Tennis Simulator (PC), da Galactic Gaming Guild, apontando uma retomada dos jogos de tênis na perspectiva de simulador. A obra abriu caminho para títulos de peso como AO International Tennis (Multi), da Big Ant Studios, focado na competição do Australian Open e o aguardado Tennis World Tour (Multi), da Breakpoint, desenvolvedora formada pelos profissionais que trabalharam na série Top Spin. Embora alguns desses jogos não tenham despontado como excelentes em mecânica, gráficos ou jogabilidade, eles fazem a alegria de fãs do gênero que presenciam uma retomada do tênis nos videogames.

E você, caro leitor, conhece algum outro clássico do tênis que deixamos fora da lista?

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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