Blast Test

Relic Hunters Zero (PC) é uma surpreendente mistura de shooter e roguelike

Novo game dos criadores de Chroma Squad (PC) é uma diversão espacial 100% free e open-source.


Aqueles que apreciam a nata dos indies brasileiros, provavelmente, já devem ter ouvido falar de Relic Hunter zero (PC). O game está sendo desenvolvido pelos mesmos criadores de Chroma Squad (PC), Knights and Pen & Paper (PC/Mobile) e Dungeonland (PC). Nesse projeto, Mark Venturelli e Betu Souza fazem parte de uma nova softwarehouse chamada Rogue Snail, e sua será distribuição será feita pela Zueira Digital.
Mark Venturelli, co-criador de Relic Hunter Zero

Os motivos para que você goste dele, logo de cara, não param por aí, trata-se de jogo 100% free e open-source (com código aberto), ou seja, você não pagará absolutamente nada por ele e também não haverá quaisquer armas, itens estéticos ou mesmo cash para que tenha qualquer gasto real, pelo contrário, os desenvolvedores disponibilizarão o código todo, abrindo margem para que qualquer um, mesmo que não tenha conhecimento algum de programação, possa criar novos conteúdos para o game. Inclusive já há tutoriais feito pelos próprios desenvolvedores, ensinando, por exemplo, como criar uma nova arma em pouco mais de 30 minutos.

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...

A história dentro do jogo é apresentada através de balões de diálogo, porém é  praticamente inexistente e confusa. Poderíamos resumi-la da seguinte maneira: você assume o papel de um caçador de relíquias espacial liderado por um jegue, devendo encarar patos e tartarugas espaciais malignas com objetivo de encontrar e derrotar o comandante da dinastia Ducan.

Relic Hunter Zero é um roguelike que utiliza mecânicas de combate de shooter top-down.  O jogo foi inspirado em jogos FPS como Halo, só que em perspectiva top-down ao invés de ser em primeira pessoa. Cada personagem possui três atributos principais: vida, escudo e stamina. A vida funciona de modo tradicional, sendo aquilo que permite o personagem continuar ativo, quando esta chega a zero, você morre, porém há vários “kits médicos” durante as fases que lhe permitem recuperá-la. O escudo age de modo semelhante aos jogos da franquia Borderlands, quando você sofre dano ele decresce, porém regenera com o passar do tempo, sendo preciso zerá-lo para começar a subtrair a vida do personagem, e regenera com o passar do tempo. Em outras palavras, você só será morto caso seu escudo e depois a vida cheguem ao fim. A stamina, por sua vez, é gasta toda vez que o personagem corre ou se movimenta rapidamente, de modo que correr gasta mais stamina, mas, ao mesmo tempo, é uma maneira mais rápida de percorrer o cenário e escapar de inimigos.

Você inicia o jogo com um personagem jogável, mas à medida em que você avança nas fases do game, outros quatro personagens serão habilitados, cada um deles com armas e atributos distintos. Na versão beta pude jogar apenas dois personagens: Jimmy e Pinkyy. O primeiro possui atributos equilibrados e começa o jogo com uma pistola de elite, que gera pouco dano, porém tem um longo alcance; enquanto o segundo personagem, tem um menor índice de escudo, maior quantidade de vida e inicia o game com gloves (luvas), que causam maior dano, mas só podem ser usadas à curta distância. Provavelmente, a própria comunidade poderá criar novos personagens, uma vez que, como já foi dito, o jogo será open-source.

Além das armas iniciais, há ainda outra dezena que você poderá coletar durante as fases, porém você só poderá carregar duas de cada vez. Lembrando que, ao morrer, você perde todas as armas adquiridas durante a partida, com exceção das compradas. Podemos categorizar as armas do jogo de acordo com a munição utilizada, em três tipos principais: leve, média pesada.

As fases do jogo são geradas proceduralmente, ou seja, novos estágios pseudo-randômicos são criados a cada nova partida jogada. Cada uma dessas fases são divididas em quatro partes, sendo o título composto de 12 fases em sua totalidade. Há ainda a possibilidade de ir direto para os estágios mais avançados, comprando um atalho através de uma espécie portais no início do jogo.

Jogar com os amigos é sempre mais divertido e para esta finalidade o game possui ainda um modo cooperativo, porém apenas off-line e local, ou seja, sua diversão é limitada aos “amigos reais”.

Não existe almoço grátis

Ora, mas o que levaria os aclamados criadores de Chroma Squad (PC) a desenvolver um jogo totalmente grátis e ainda por cima open-source? De acordo com o próprio cocriador do game, Mark Venturelli, o principal objetivo com a criação do jogo é o aprendizado que este está lhe proporcionando, além disso, ele quer ver se essa fórmula dará sucesso para então desenvolver e lançar um novo Relic Hunter Zero, mas agora comercialmente, para ganhar dinheiro.

Se depender do que foi visto até o momento, em sua versão beta, Venturelli, com certeza, alcançará ambos os objetivos, apesar de que a implementação de um modo cooperativo online é quase que essencial em um mundo em que os jogadores estão cada vez mais online, aliado a isto, uma história mais consistente só viria a acrescentar ainda mais diversão. 

Relic Hunter Zero será lançado dia 18 de agosto exclusivamente para PC e poderá ser adquirido gratuitamente através do Steam.

Revisão: Alberto Canen
Capa: Victor Pereira


Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google
Disqus
Facebook