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Linkin Park - Recharge Wastelands (Mobile) e a energia do planeta

Ajude o grupo Linkin Park e a ONG Power the World a salvar a energia roubada do planeta neste jogo para dispositivos móveis.

Que o mundo está se voltando para plataformas móveis isso não é novidade, porém sempre existem ideias criativas para dar ânimo ao mercado. É o caso do jogo Linkin Park — Recharge Wastelands, que engloba jogo, propaganda e mensagem social. Lançado em 12 de novembro do ano passado, o jogo da banda Linkin Park chegou com uma ótima propaganda europeia, pois de acordo com sua pontuação dentro do game poderia ganhar ingressos para um show da banda e diversos outros brindes.

"A Light That Never Comes"

De cara o jogo chama atenção pelo visual caprichado, poderia passar facilmente por um jogo da geração passada e, apesar de um pouco estilizado, as texturas fazem com que o gráfico fique leve porém detalhado.

Neste jogo você controla um personagem que pode ser masculino ou feminino, a escolha inicial se resume a isso, porém após passadas algumas fases você já pode fazer customizações, como rosto, roupas e acessórios, podendo até transformar em membros da banda.
Boa variedade de roupas.
Depois você começa em uma terra devastada onde os recursos naturais estão se esgotando. Você possui uma luva que suga energia das máquinas e redistribui para o planeta. Essa luva conta com diversos outros recursos, e pode atacar com diversos poderes, que são os clássicos do Capitão Planeta: terra, ar, fogo, água, coraçã... quer dizer, eletricidade. Afinal é um jogo com mensagem sustentável.

Cada poder tem sua utilidade. Enquanto poderes de terra servem para mandar um terremoto contra seus inimigos, e por consequência destruir seus escudos, o do ar pode ajudar afastando inimigos ou deslocando objetos (essa habilidade pode ser usada como arma também pois existem muitos explosivos pelo cenário).
Cuidado com os tanques de gás, pois eles explodem.
Terminada a fase, hora de pegar o loot e trocar a roupa do personagem. O sistema não usa direcional, por isso deve-se tocar nos lugares para mover o personagem no clássico estilo Diablo para PC. Inclusive a visão é em terceira pessoa visto de cima, o que prejudica em telas menores. O cenário é bastante detalhado e por isso jogar em um tablet se torna praticamente obrigatório.

E a trilha sonora?

Pois bem, apesar de ser baseado na banda, a trilha sonora não conta com músicas do grupo de forma continua. Pode-se ouvir durante as CGs alguma coisa, mas não de forma massiva. O que parece uma decisão acertada, pois a sonoplastia é um show à parte. Totalmente condizente com o jogo, a preocupação com uma imersão sonora faz com que usar fones de ouvido seja uma necessidade. Aliás a narrativa também merece destaque pois consegue prender a atenção sem deixar o jogo chato e querendo passar logo a introdução.

De graça não é, né?

É sim, porém conta com nosso bom e velho sistema de energia. Para ir em alguma fase você, precisa gastar energia que vai se recarregando com o tempo. Caso você queira, pode comprar mais energia com dinheiro real para continuar a jogatina, ou cristais para dar aquele trato no visual do personagem. Mas, apesar desse sistema freemium, o jogo pode ser jogado tranquilamente sem gastar um centavo.

Recarregando as baterias

Convenhamos, fazer um jogo para uma plataforma mobile com nome de banda já é uma propaganda, mas a parte interessante é que "Recharged" é o nome do segundo disco de remixes. Lançado em 29 de outubro de 2013, o álbum tem dez faixas remixadas do álbum "Living Things" e possui uma faixa inédita: "A Light That Never Comes". Por aí já dá pra tecer diversos paralelos com o jogo. E, como dito logo acima, a banda aproveitou para fazer uma super propaganda distribuindo brindes para seus jogadores através das redes sociais. Os agrados iam de camisetas, desenhos da banda até ingressos para a turnê europeia da banda.

"Powerless"

Tá acabando tudo galera, vamos economizar e procurar soluções para durar um pouco mais. Esse não é o mote do jogo, mas da ONG "Power the World", que procura fazer campanha para o racionamento dos recursos naturais, e parceira do Linkin Park para trazer este game. Aliás, as transações financeiras no jogo vão para essa ONG. Quem tiver interesse pode visitar o site powertheworld.org para saber mais sobre o trabalho deles.

Vale a pena?

Claro!! Tem gráficos muito bons, uma jogabilidade bastante competente, aliada a um enredo caprichado. A mensagem de preservação funciona muito bem e é mais atual do que nunca, e pra quem curte a banda é uma ótima oportunidade de jogar com seus ídolos, pois ao longo do jogo é possível conseguir os trajes e aparência dos membros do grupo. Apesar dos controles serem um pouco prejudicados em telas menores, ainda dá para jogar muito bem. Outro ponto a ser salientado são as CGs caprichadas e o trabalho gráfico de primeira linha.

Prós

  • Gráficos excelentes;
  • Boa história;
  • Linkin Park.

Contras

  • Controle um pouco difícil em telas menores, o que torna um pouco irritante às vezes.
  • Exige um celular bom para evitar travamentos.
Linkin Park — Recharge Wastelands — Mobile — Nota: 8.0

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.
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