Remakes? Confira os mais desejados pela equipe do GameBlast - Parte 1

Confira quais os remakes mais desejados pela equipe GameBlast na primeira parte desse especial

Com todo o hype gerado pelo anúnico de Omega Ruby e Alpha Saphire os remakes estão em alta, seja nas rodas de conversa ou mesmo na imprensa especializada. E se todos ficaram felizes com a notícia de “Hoenn confirmed”, a equipe GameBlast parou pra pensar quais outros remakes nós gostaríamos de ver. De Mario a Warcraft o que importa é apenas uma coisa: a chance de rever momentos marcantes da nossa infância gamer com todo o requinte que a tecnologia atual tem a oferecer.

Jaime Ninice – Super Mario Sunshine

Com o calor do verão e as férias merecidas, bem que Super Mario Sunshine, um dos jogos mais criativos e bonitos do GameCube, poderia fazer uma nova aparição. Seria mágico ver de novo todos aqueles cenários praianos em uma nova definição. Vislumbraríamos desde colinas a parques de diversões e hotéis paradisíacos, tudo com muita água, Shines, moedas subterrâneas e aquele toque típico de diversão que todo jogo da série Super Mario tem.

O enredo, que coloca Mario atrás das grades e que o obriga a limpar toda a sujeira que ele supostamente fez na ilha usando o FLUDD, aparelho inventado pelo Dr. E. Gadd, além de possibilitá-lo ir ao encontro do criminoso que o fez parecer um malfeitor, voltaria com um toque mágico com os belos gráficos em HD que o Wii U é capaz de gerar. Todas aquelas paisagens artísticas lindas que tanto engrandeceram os serviços de Miyamoto ficariam de uma maneira ainda mais saltitante aos olhos com um lançamento deste nível. Quem sabe esse dia ainda não chegue?

Gabriel Gonçalves – The Legend of Zelda: Majora's Mask

Mesmo estando ansiosos pelo anúncio do novo Zelda do Wii U, é fato que um remake de Majora's Mask ainda não saiu do pensamento dos fãs da franquia lendária da Nintendo. Sombrio, melancólico e com pouca ligação com os elementos clássicos da série, Majora's Mask certamente é o Zelda mais único que se pode encontrar. Infelizmente, em seu lançamento original no Nintendo 64 ele não recebeu muito destaque, talvez por não ter o mesmo apelo que Ocarina of Time, seu antecessor, tinha.

Um remake de Majora's Mask para o Wii U daria a devida atenção que esse título merece. Imaginem como seria legal explorar os quatro cantos de Termina em HD? Ou olhar para o céu e ver a lua mais ameaçadora do que nunca? Sem falar que a remoção da necessidade de pausar a aventura para trocar de itens com certeza deixaria tudo ainda mais dinâmico e fluido, como ocorreu com The Wind Waker HD. Todo o arsenal de Link – entre máscaras, bottles e itens dos calabouços – estariam ao alcance dos dedos. Se alguém quiser pensar mais a fundo sobre como seria essa remasterização, temos um Future Blast do Fellipe Camarossi sobre o assunto.

André Perez Segato – Mario Party Trilogy

Se existe uma franquia spin-off do encanador bigodudo que, por mais que tente, é incapaz de resgatar o brilho de seus velhos tempos, é a franquia Mario Party. Nascida no Nintendo 64, o jogo conhecido por agitar festas por seu modo multiplayer muito divertido teve relançamentos desgastantes e mudanças desnecessárias em sua fórmula original, deixando os lançamentos mais recentes, além de repetitivos, diferentes do que qualquer fã da trilogia original de Nintendo 64, consagrada por conter os melhores minigames da série. Se a franquia encontra-se em constante declínio e nem mesmo a mudança de desenvolvedor mudou esse quadro, talvez olhar para o passado justamente seja a melhor solução.

Mario Party Trilogy seria o remake perfeito que reuniria Mario Party, Mario Party 2 e Mario Party 3 em um único disco de Wii U. Melhor do que conter os três jogos originais para Nintendo 64 em um único lugar é poder utilizar todas as suas respectivas funções ao mesmo tempo. Isto é, você poderia jogar como Waluigi ou Daisy (de Mario Party 3) no tabuleiro Peach’s Birthday Cake (de Mario Party) e correndo o risco de participar de um Duel Minigame (introduzido em Mario Party 2). A fusão dos três títulos agregaria a impressionante biblioteca de 186 minigames (50 + 65 + 71), número muito maior do que qualquer outro título da série já alcançou até hoje. Junte isso a pelo menos 20 tabuleiros (8 + 6 + 6) e a todos os outros modos exclusivos de cada um dos títulos (como Mini-Game Island de Mario Party, Mini-Game Coaster de Mario Party 2 ou os modos Duel e Story de Mario Party 3) e você teria possivelmente a experiência mais completa e recheada de Mario Party que qualquer fã da franquia festiva poderia sonhar. Suporte a partidas online e utilização do Gamepad para minigames exclusivos ou adição de mais um jogador à festa seriam características ainda mais atraentes para essa utopia em forma de jogo!

Luís Antônio Costa – Streets of Rage 

Quando se fala no gênero beat ‘em up é impossível não se lembrar do clássico Streets of Rage. Também é improvável que, no meio dessas memórias, não haja uma lembrança de um dedo dolorido por apertar o botão de “socar” tantas vezes, não é mesmo? Apesar de ter o visual de um simples jogo de plataforna, Streets of Rage era muito mais que isso. Eram horas de combates intensos com inimigos que surgiam de todos os lados com os golpes mais variados e esquisitos que haviam. O jogador precisava ser rápido para nocautear os adversários ou até aproveitar o momento certo para pegar uma barra de ferro e atingir em cheio um inimigo.

Para um título da geração dos 16-bits, Streets of Rage surpreendia por seu desempenho excelente no Mega Drive, aliado a cenários detalhados e interativos e uma trilha sonora caprichada. Um remake do clássico já foi cogitado por algumas empresas, mas tudo não passou de especulação. Mas bem que poderíamos reviver as aventuras do trio Adam, Axel e Blaze contra os membros de uma terrível gangue em um cenário multiplataforma. Imaginando isso na geração atual de consoles, além da melhoria gráfica, podemos pensar em como encaixar a mecânica da pancadaria em um ambiente tridimensional. Uma boa fórmula para isso pode ser tirada da série Batman Arkham, em que a forma de combater inimigos com golpes e contra-ataques é extremamente fluida. Isso tornaria as lutas muito mais estratégicas, emocionantes e permitiria uma grande variedade de combinações de golpes. Além disso, já pensou como seria divertido enfrentar hordas de inimigos ao som daquelas incríveis batidas em 16-bits remixadas para um som digital?

Bruno Grisci – Okami

Vou mais uma vez dizer o óbvio aqui, mas Okami precisa ter um remake para o Wii U! Tudo bem, sempre existe o argumento de que o jogo (injustamente) não teve um retorno financeiro muito alto, mas se lançaram uma versão em HD em 2012 para o PlayStation 3, dá para fazer uma no novo console de mesa da Nintendo. De todas as versões (PS2, Wii, PS3) e dá até para colocar Okamiden de DS aí, a adaptação para Wii U com certeza seria a leitura definitiva dessa obra-prima, combinando os gráficos em alta resolução, ideais para um jogo com forte apelo visual, com o touchscreen do GamePad, o controle perfeito para o Celestial Brush, a mecânica assinatura do jogo que permite o desenho de magias. Ouso dizer que Okami faria melhor uso do GamePad que qualquer outro jogo do console (o que ultimamente não parece tão difícil).

O Clover Studio, desenvolvedor do game original, fechou as portas em 2007, mas o diretor, Hideki Kamiya, continua por aí e possui uma boa relação com a Nintendo, como podemos ver através do trabalho na Platinum Games. A Capcom, detentora dos direitos da série, também possui algumas parcerias com a Nintendo, então não é impossível ainda vermos a deusa Amaterasu aparecendo no eShop do Wii U.

João Pedro Meireles – Warcraft III: Reign of Chaos

É extremamente complicado falar de Warcraft III: Reign of Chaos de forma imparcial. A dose de nostalgia e alegria que tenho ao falar desse jogo que foi um marco, não só para os RTS mas para toda a indústria de jogos, muitas vezes me impede de fazer uma análise sem parcialidade alguma. E acredito que esse sentimento seja compartilhado por todos os jogadores fãs do vasto mundo que a Blizzard construiu ao longo de sua história.

Doze anos após o seu lançamento original, Warcraft III merece um remake não só pela sua qualidade (mesmo com sua idade avançada ainda é um dos melhores RTS que já existiram) mas por tudo que ele representou para a indústria. Além de narrar grande parte da história do universo que posteriormente seria expandido em World Of Warcraft, Reign Of Chaos foi o responsável pelo que o gênero MOBA se tornou hoje. Se sua criação foi Aeon Of Strife, um mod de Starcraft, foi Defense of The Ancients (ou DoTA) que tornou o gênero popular pela primeira vez, permitindo a expansão do que se tornaria a maior febre mundial dos e-sports. Portanto, Blizzard por favor, nos presenteie com a chance de ver mais uma vez as histórias de Arthas e Thrall com toda a tecnologia que a atual geração possui.

Se Ruby & Sapphire mereciam ter os remakes que serão lançados esse ano, a equipe GameBlast trouxe apenas algumas de diversas grandes obras da indústria dos videogames que mereciam renascer sob as novas tecnologias que a atual geração pode proporcionar. E para você leitor? Algum jogo que merece lembrança? E não percam semana que vem a parte 2 desse especial!

Revisão: José Carlos Alves
Capa: Leonardo Correia 

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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