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Análise: Administre a Estrela da Morte e domine o universo em Star Wars:Tiny Death Star (Multi)

Se você utiliza seu celular para jogar, já deve ter ouvido falar (ou até mesmo gastado inúmeras horas) no simulador Tiny Tower. O objetivo... (por Farley Santos em 16/11/2013, via GameBlast)

Se você utiliza seu celular para jogar, já deve ter ouvido falar (ou até mesmo gastado inúmeras horas) no simulador Tiny Tower. O objetivo neste simpático título, que apresenta gráficos no estilo pixel art, é administrar e expandir uma torre. O que acontece quando você junta algo tão viciante com o rico universo da franquia Star Wars? A resposta é Star Wars: Tiny Death Star. No papel de assistente do Imperador Palpatine e de Darth Vader, a tarefa da vez é construir a temível Estrela da Morte e acabar com todos os planos dos rebeldes. O título está disponível gratuitamente para iOS, Android, Windows Phone e Windows 8.

Construindo a arma letal

Imagine como deve ser custoso construir uma Estrela da Morte. A estação espacial é imensa e os custos de produção são exorbitantes. Para piorar, o Império não tem muito dinheiro em caixa por conta dos inúmeros confrontos com os rebeldes. Pensando nisso, o Imperador Palpatine teve uma ideia: abrir negócios dentro da Estrela da Morte e concluir o projeto com o lucro obtido. Para alcançar este ambicioso objetivo e fazer todo o trabalho, o sombrio personagem arranja um assistente, que é o próprio jogador  afinal o Lorde Sith tem coisas mais importantes para fazer do que gerir inúmeras lojas.


Expandir a Estrela da Morte é uma tarefa simples, basta construir andares. Cada pavimento tem uma função específica e eles se dividem em três tipos: apartamentos, lojas e estações Imperiais. Apartamentos são indispensáveis, já que os cidadãos só moram nestes andares. As pessoas, por sua vez, trabalham nas inúmeras lojas — que geram créditos para expandir ainda mais a estação espacial. Já os andares Imperiais subterrâneos, que são novidade nessa versão do título, produzem itens necessários para cumprir missões especiais.

Encarnando um faz-tudo

Na maior parte do tempo o jogador estará administrando as lojas. Não basta somente construí-las, é necessário contratar cidadãos e fazer encomendas. Cada pessoa tem afinidades para tipos diferentes de serviço. Por exemplo, um personagem pode ser ótimo em uma loja de comida, mas quando o assunto é varejo ele é uma negação. Infelizmente essas características pouco influenciam no funcionamento das lojas. Uma vez contratados os funcionários, é hora de fazer encomendas. Cada item demora um tempo para estar disponível, que varia de um minuto a várias horas. Passado o tempo de estocagem, é necessário desembalar os produtos e o lucro finalmente começa. O ideal é executar rapidamente as tarefas e voltar a abrir o jogo horas depois, quando todo o tempo de espera já passou.

Além de administrar as lojas, o jogador também trabalha como porteiro da Estrela da Morte. De tempos em tempos pode aparecer uma pessoa querendo ir para algum andar específico. Sua tarefa é ativar o elevador e levar o indivíduo para o pavimento desejado, sendo dinheiro a recompensa. Raramente aparecem também VIPs, pessoas especiais que conferem benefícios como alugar todos os apartamentos de uma vez ou diminuir o tempo de estocagem de uma loja.

Outra novidade nesta versão são as missões, que são dadas pelo próprio Palpatine. São tarefas como estocar completamente algum andar, construir um tipo específico de pavimento ou contratar uma quantidade definida de pessoas. Outro tipo de tarefa depende dos andares do tipo Imperial: para vencê-las, é necessário produzir itens raros disponíveis somente neste tipo de pavimento. Mesmo sendo simples, as missões ajudam a diversificar a jogabilidade.

Marasmo com cara de Star Wars

Além do belo visual em pixel art, outra característica divertida de Tiny Death Star são as inúmeras referências ao universo de Star Wars. É legal construir lojas como o Mos Espa Cafe, a loja do Watto e o Spa da Cidade das Nuvens e vê-las habitadas por stormtroopers, ewoks e outras várias caras familiares. Personagens importantes da franquia, como Princesa Leia, Han Solo e Jar Jar Binks aparecem para espionar a Estrela da Morte, o que resulta em divertidas cenas não interativas. Tudo isso é reforçado pelo humor afiado, seja nas falas do Imperador Palpatine — que, em uma missão, diz: “Aceite sua raiva e desaloje um morador sem motivo algum!” —, seja nos relatos dos moradores na Holonet, a falsa rede social dentro do jogo.


Mas nem todo o carisma dos personagens pixelizados salva o jogo de seu maior defeito: a jogabilidade pobre. Não existe estratégia ao administrar a Estrela da Morte, basta construir andares aleatoriamente e pronto. As afinidades dos personagens não influenciam em nada o desempenho das lojas, tanto faz onde você os coloca para trabalhar. Por fim, chega um momento que é muito demorado evoluir a estação espacial devido à quantidade exorbitante de dinheiro necessária para construir novos andares. Isso é justificável pelo fato de ser um jogo freemium: é possível comprar pacotes contendo créditos e Bux — notas especiais raríssimas, que aceleram processos de construção e abastecimento, além de liberarem outros recursos como elevadores mais velozes. Para completar, o jogo apresenta inúmeros problemas técnicos em alguns dispositivos Android como travamentos, menus que não respondem e som distorcido. É difícil continuar jogando diante de tantos problemas.

A Força é fraca na Estrela da Morte

Ser assistente do Imperador Palpatine é uma tarefa maçante em Star Wars:Tiny Death Star. O visual em pixel art e as inúmeras referências ao universo de Star Wars são o ponto alto e agradam mesmo a quem não é fã da série. A quantidade de andares, personagens e cenas para desbloquear também impressionam. Mas o título falha como simulador de administração: a jogabilidade é limitada, repetitiva e desprovida de estratégia, bastando algumas horas de jogo (ou de espera) para logo cansar. Alguns jogadores podem ser acometidos por inúmeros bugs, que pioram ainda mais a experiência. Star Wars: Tiny Death Star é um jogo que diverte, mas não por muito tempo.

Prós

  • Belo visual, com gráficos no estilo 8-bit;
  • Inúmeras referências divertidas à série Star Wars;
  • Muitos personagens, andares e cenas para desbloquear.

Contras

  • Jogabilidade limitada e repetitiva;
  • Inexistência de estratégia e administração;
  • Bugs e travamentos atrapalham a experiência de jogo.
Star Wars: Tiny Death Star — iOS/Android/Windows 8 — Nota: 6.0
Revisão: Alberto Canen
Capa: Daniel Silva

é brasiliense e gosta de explorar games indie e títulos obscuros. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de roguelikes, game music, fotografia e livros. Pode ser encontrado no seu blog pessoal e nas redes sociais por meio do nick FaruSantos.


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