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Uma viagem linda, horrorosa e inesquecível por Blighttown (Dark Souls)

Um dos grandes trunfos do fantástico Dark Souls são as nefastas e maravilhosas ambientações do jogo. O horror das Catacombs, as belezas de... (por Pedro Vicente em 15/05/2013, via GameBlast)

Um dos grandes trunfos do fantástico Dark Souls são as nefastas e maravilhosas ambientações do jogo. O horror das Catacombs, as belezas de Anor Londo e a insuportável vida de Darkroot Garden são apenas alguns exemplos destes lugares que se encaixam perfeitamente na atmosfera de dor e tensão que permeiam o game. Hoje, convidamos você para um belo passeio por Blighttown. Odiada por muitos e adorada por poucos (eu), essa "cidade" é uma maravilha da arquitetura pós-apocalíptica. Entre ogros nojentos, insetos asquerosos, cães cuspidores de fogo e pontes que se movem, a saída é, como já dizia o "poeta", fazer valer a pena.

Blighttown fica logo ali, entre o esgoto e o desespero

O caminho mais usual para Blighttown é a porta localizada em The Depths, próxima à onde enfrentamos o Gaping Dragon que, aliás, dropa a chave para a cidade. No entanto, esse maravilhoso lugar também pode ser acessado pelo Valley of Drakes, que por sua vez é alcançado por Darkroot Basin, ou mesmo vindo de New Londo Ruins.

Essas pontes não parecem muito seguras
Logo no início do game, o jogador tem a oportunidade de ler as sábias palavras "Praise the Sun" (Aprecie/Adore o Sol). Em Blighttown a luz é bem escassa, na proporção inversa da quantidade de inimigos querendo te apartar de suas almas. A parte superior é um emaranhado de pontes e construções de madeira, que mais parecem um refeitório de cupins. Algumas pontes são estreitas, outras até se movem, mas, via de regra, todo lugar é passível de te fazer despencar em direção ao pântano e à morte, ao mesmo tempo em que, do outro lado do espelho, sua testa vai em direção à parede. 

Fauna fofa
Já em outros lugares ao redor, existem alguns encanamentos bem grandes, com um tipo de polvo-capeta-lazarento pronto para te esculachar. Mas não tema, apenas algumas voltas por ali te levam até a parte inferior do corpo do bicho, onde você pode lavar a sua alma com muita violência. Claro, em algum momento as coisas melhoram! Caso você tenha passado são e salvo por entre ogros gordos e violentos, cuspidores de dardos venenosos, cães do inferno e muitos insetos macabros, sua recompensa é um belo pântano cheio de água venenosa.


O domínio de uma das filhas da Bruxa de Izalith

A área pantanosa de Blighttown esconde muitos segredos. Depois de atravessar. o pântano o jogador pode adentrar a caverna de Quelaag (Quelaag´s Domain) e enfrentá-la. A querida rainha das redondezas é uma bela mulher que se tornou uma aranha gigante cuspidora de fogo e lava. O que seria desta bela viagem sem um confronto com um violento e nefasto chefe, não é mesmo?

A parte triste do negócio é que Quelaag está ávida pela humanidade do aventureiro, isso porquê ela alimenta sua irmã, Quelaan, que necessita da "especiaria" para manter-se viva. De qualquer jeito, maldoso que é, você não tem o mínimo pudor em acabar com a raça de Quelaag, e para alívio de sua consciência pesada, pode até continuar alimentando Quelaan, já que ela é cega e não distingue quem traz as humanidades até ela. A triste e cega filha de Izalith fica escondida perto do segundo sino, atrás de uma parede falsa que pode ser revelada com um ataque.

E depois de tanto passeio gostoso podemos, finalmente, realizar uma cerimônia ritualística para melhor entender a cultura do lugar. Ao balançar o segundo sino, a área Sen´s Fortress e, consequentemente, Anor Londo, se abrem para o intrépido viajante. Você paga uma viagem e ganha duas!

A árvore oca e o lago de cinzas

Do lado do pântano oposto ao domínio de Quelaag, é possível realizar um passeio extra às subáreas de Blighttown, com um custo de apenas algumas mortes - uma pechincha. Ao revelar duas paredes falsas dentro de uma árvore, é aberta ao jogador a área Great Hollow; um lugar de passagem muito interessante, com sua fauna característica composta por cogumelos com muito ódio no coração e pelas criaturas mais bonitinhas e ordinárias do mundo de Dark Souls, os queridos basiliscos (aqueles sapos-porcaria que te jogam curse).

Ao fim deste verdadeiro elevador do amor, você pode apreciar um bom tempo de relaxamento em um lago de águas escuras e turbulentas. Em Ash Lake, além de investigar lindos espécimes de conchas comedoras de gente, você pode relembrar um dos trabalhos de Hércules e matar uma Hydra. Sete cabeças de pura emoção para aqueles que preferem um fim de semana mais agitado.

Diversão assim nem no "Beto Carrero World"

Toda bela viagem tem um fim

Em Blighttown tudo que desce, sobe e vice-versa. E para o alívio de nosso intrépido viajante, o caminho rumo ao topo é repleto de fascínios. Uma série de escadas e moinhos carcomidos te ajudam na subida, atrapalhada, é verdade, por mais insetos grotescos e cachorros desagradáveis. Ao fim da subida e do trato com mais uns ogros nervosos e indignados, finalmente verás a luz novamente, podendo, inclusive, pegar um atalho por New Londo Ruins até vossa querida "casa", Firelink Shrine.

"Kawsando em Blighttown"
Foi bom enquanto durou, mas agora é hora de planejar outra viagem no mundo cheio de animação de Dark Souls.

Revisão: Bruno Nominato
Capa: Douglas Fernandes

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.
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