Ministra da cultura afirma em audiência pública que videogames não são cultura

A ministra da cultura, Marta Suplicy, afirmou em audiência pública no dia 19 de fevereiro que videogames não são cultura, e portan... (por Lílian Moreira em 28/02/2013, via GameBlast)

A ministra da cultura, Marta Suplicy, afirmou em audiência pública no dia 19 de fevereiro que videogames não são cultura, e portanto, não poderiam ser comprados com o vale-cultura. O projeto de Dilma Roussef disponibiliza 50 reais para o beneficiado gastar com o que a ministra determinar que seja cultura. O interessante é que a mesma já declarou que poderia ser comprado "até revista porcaria", provavelmente se referindo a publicações sobre fofoca, novela, etc. Pelo visto videogames estão abaixo disso para nossa autoridade política nacional em cultura.

De acordo com as palavras da própria ministra, “O que nós temos acesso não credencia o jogo como cultura. (…) Pode desenvolver raciocínio, pode deixar a criança quieta, pode trazer lazer para o adulto, mas cultura não é”. Por outro lado, ela diz estar aberta à discussão e pede para levarem exemplos ao ministério.


Estudante de arte, apaixonada por literatura, cinema de animação e apetrechos tecnológicos.

Comentários

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  1. O que esperar de alguém que diz "[...] relaxa e goza."?

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  2. Odeio a Marta Suplicy com todas as minhas forças, mas venhamos e convenhamos ela está certa. O Vale Cultural não apenas uma "ajuda de custo", e sim um política social. Serve para ampliar horizontes e diversificar as opções culturais e intelectuais do brasileiro, que são bem restritas, diga-se de passagem.

    Incluir vídeo games nesse processo seria anular a política, porque é uma prática cultural largamente difundida. O que ela disse de revista porcaria é que provavelmente será aceito em livrarias e revistarias, onde não terá como haver esse controle das publicações compradas. E, é bem provável, que, no caso das "Mega Stores" é bem provável que os games acabem entrando na conta.

    O que ela disse, embora seja mais uma das merdas que ela sempre fale, era mais direcionado a idéias absurdas como aceitar o Vale em lojas de games e até mesmo fliperamas. Aí seria o "Vale Cabulação de Aula", ahahahhaa

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  3. Isso quer dizer que, para ela, uma idústria crescente e rentável, em que vários países desenvolvidos investem e demonstram um retorno desejável, no mínimo, não serve para discernir a cultura brasileira ou de outros povos. Entretanto, qualquer "revista porcaria" serve a este propósito.

    Eu aprendi inglês através da convivência com video games, e hoje possuo nível superior ao que as escolas de inglês da minha região oferecem (isto vindo dos professores e diretores dessas escolas). Isso sem contar com as menções a mitologia e cultura de outros povos que estão sempre presentes em games de RPG, e vários títulos de aão, aventura, entre outros. Aprendi muito sobre a mitologia grega e nórdica com Age of Mythology, que acabaram me ajudando na minha formação acadêmica quando o professor falhava.

    Também aprendi a desenvolver raciocínio lógico e pensar de maneiras diferentes com vários outros jogos, não só os educativos. Mas, ao ver do governo, revistas de fofocas são muito mais aptas a divulgar cultura do que uma forma de mídia variada, interativa e global.

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  4. ... Vendo por este lado, acho que concordo com sua opinião... Se foi isso que de fato ela queria expressar, ok... Mas o que o yamiruu_zero disse não pode ser deixado de lado:

    Os Games desde sempre mais que uma fonte de entretenimento têm proporcionado uma serie de experiências, sensações e conteúdos relevantes e que agregam positivamente no nosso cotidiano.

    Eu também sou um que, quando pequeno, engatinhando no inglês, tive nos Games um suporte incrível para me aprimorar.

    Tomei gosto por outras culturas (como a japonesa, por exemplo) e por povos e civilizações (os Nórdicos, por exemplo), tendo os Games como fatores decisivos, e um dos motivos pra escolher seguir a carreira de Design também foram, de certa forma, os Games.

    É sim um fato coerente dizer que os Games podem ser considerados arte, pois a experiência fluida e mesclada que ele lhe proporciona é rica, tão rica como usufruir de uma boa música, um bom livro ou contemplar um quadro. Em verdade com um verdadeiro jogo, você pode ter os três ao mesmo tempo.

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    1. Lucas Palma Mistrello,

      Desculpe... Esqueci de te citar no começo de meu comentário, Hehehe... :p

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  5. Colocar essa idiota como ministra da cultura já mostra o quanto os políticos daqui entendem do que é cultura.

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  6. ta bom pode nao ser cultura mas considerar AQUELAS REVISTINHAS DE DOIS REAIS COM NOTICIAS EM FUNDO AMARELO GRITANTE COMO "MORENA E ESTUPRADA", "MORENA MORRE" CULTURA e uma baita sacanagem sua velha depravada do c#####o!

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