Blast from the Past

SoulCalibur IV (PS3/X360), expandindo as fronteiras da série Soul

Quando guerreiros medievais e jedis se encontram.

Primeira franquia japonesa de jogos eletrônicos a fazer um crossover com a saga de ficção científica Star Wars — criada originalmente pelo diretor estadunidense George LucasSoulCalibur IV (PS3/X360), da Project Soul, chamou a atenção na época de seu lançamento devido a presença de lutadores de uma galáxia muito distante.

Misturando universos

Lançado um mês antes do jogo de ação e aventura Star Wars: The Force Unleashed (Multi), da LucasArts, SoulCalibur IV trouxe como personagens jogáveis Darth Vader, Yoda e Starkiller, protagonista do vindouro título em questão. A parceria com a desenvolvedora do cineasta se deu em um contexto de retomada da franquia Star Wars no cinema.

Apenas três anos antes, em 2005, havia sido lançado o filme Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (George Lucas, 2005) que revelou a origem de Darth Vader e colocou Yoda em ação para mostrar toda sua habilidade com os sabres de luz. No hype do longa-metragem, SoulCalibur IV incluiu a dupla de personagens icônicos e o então aprendiz novato de Star Wars: The Force Unleashed em sua lista de lutadores.


Rei Algol

A história de SoulCalibur IV se passa no mesmo ano do enredo de SoulCalibur II (Multi) e SoulCalibur III (PS2), em 1591, com apenas alguns meses de diferença entre os eventos do antecessor. A sequência foca na trama sobre a aparição de um antigo rei chamado Algol, que possui conexão com a criação da espada sagrada Soul Calibur.

Após ter sido morto e ressuscitado pela espada em questão, Siegfried torna-se o portador de tal arma sagrada. Enquanto isso, uma série de guerreiros continuam paralelamente em sua jornada em busca da espada maligna Soul Edge e sua inimiga Soul Calibur. Novamente, a história é o foco do título e muitos lutadores possuem uma campanha regada a dramas e novas motivações pessoais.


Falando em lutadores, SoulCalibur IV traz de volta 24 guerreiros dos jogos anteriores e o acréscimo de dois novos personagens: Algol e Hilde. Além disso, o game ainda conta com cinco lutadores bônus: Angol Fear, Ashlotte, Kamikirimusi, Scheherazade e Shura. Os personagens desse quinteto só podem ser desbloqueados após terem sido derrotados no modo história dos personagens principais.

Outro fato que agrega ao número de lutadores é possibilidade de jogar com personagens secundários. Dentre os 30 guerreiros encontrados no modo história, metade deles pode ser jogável como Solnhofen, Dürer, Azola, Rossweisse, Helmwige e Shadow. Para finalizar a lista de jogadores, por meios dos DLCs é possível adquirir Yoda e Darth Vader, inicialmente lançados exclusivamente para PlayStation 3 e Xbox 360, respectivamente.


Melhorando o que já era bom

Os clássicos modos de jogo Story, Arcade, Training e Museum retornam em SoulCalibur IV, bem como há novos acréscimos e melhorias em mecânicas acrescentadas no antecessor. A novidade fica por conta do Tower of Lost Souls, um substituto ao modo Weapon Master de SoulCalibur II e o Chronicles of the Sword de SoulCalibur III. Neste sistema de jogo, o guerreiro precisa chegar ao topo de uma torre derrotando inimigos a cada andar para coletar pontos e conseguir recompensas.

O modo Character Creation que fez sucesso no título anterior também retorna nesse aqui. O sistema de criação de personagem ficou mais simplificado e passou a permitir que o jogador escolha qual personagem canônico ele gostaria que seu personagem original imitasse. Técnica chamada de mimic, ela consiste em criar um personagem a partir de um já existente, reprisando o porte físico, modos de combate e tipos de armas usadas.


SoulCalibur IV também inaugurou a mecânica Active Matching Battle (AMB), sistema que permite alternar entre os personagens de um esquadrão durante uma luta. A mecânica também insere os guerreiros na batalha automaticamente após uma derrota, tornando a jogabilidade fluída e cooperativa. E, pela primeira vez na série Soul, o jogo passou a ter partidas online contra outros jogadores.

Revisão: João Pedro Boaventura
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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