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Prévia: Outlast 2 (Multi), terror e loucura no Arizona

Os horrores do manicômio Mount Massive continuam.

Num momento em que o cenário de jogos eletrônicos conhecia os criticados e decepcionantes Resident Evil: Operation Raccoon City (Multi) e Resident Evil 6 (Multi), da Capcom, que trocaram o terror por tiroteios, em 2013, o survival horror psicológico Outlast (Multi), da Red Barrels roubou a cena e trouxe de volta o gênero do terror e sobrevivência aos jogos eletrônicos.


Não demorou para que Outlast se tornasse um símbolo da retomada do survival horror e, rapidamente, virasse um game aclamado entre os jogadores. Quatro anos depois, a desenvolvedora canadense tem a responsabilidade de dar continuidade a toda trama de mistérios e horrores que começou com os experimentos ilegais da Murkoff Corporation. Chega, então, Outlast 2 (Multi).


Mount Massive outra vez?

Outlast 2 se passará no mesmo universo do primeiro título, contudo, o jogo será uma sequência indireta aos acontecimentos do anterior. A começar por sua história, em que você jogará com novos protagonistas, o casal de repórteres investigativos Blake Langermann e Lynn, que investigam as circunstâncias aparentemente impossíveis do assassinato de uma mulher grávida chamada Jane Doe. Após um acidente de helicóptero, Blake e Lynn se separam e precisam encontrar um ao outro no meio de um vilarejo abandonado no deserto do Arizona, no EUA.

Apesar de não ligar diretamente seus acontecimentos com Outlast ou o DLC Outlast: Whistleblower (Multi), de 2014, o novo título da Red Barrels está conectado ao enredo anterior de forma mais discreta. Para esclarecer tal elo, a Red Barrels lançou a história em quadrinhos Outlast: The Murkoff Account, escrita por JT Petty e ilustrada por The Black Frog. Os cinco volumes foram lançados em 2016 e apresentam a ponte de ligação entre Outlast e Outlast 2.


Sullivan Knoth e os cultistas

O vilão desta vez é Sullivan Knoth, líder de uma seita chamada Testament of the New Ezekiel. Knoth acredita que recebeu uma mensagem do próprio Deus enquanto ouvia um programa evangelístico de rádio. A voz lhe disse que estava insatisfeita com as igrejas e os ministros da fé na Terra, então deu a Sullivan Knoth a missão de ser o profeta que salvará as pessoas da perdição eterna.

O culto de Knoth tem por base o profeta bíblico Ezequiel, sacerdote que profetizou durante o século VI a.C., através de visões que teve durante o exílio da Babilônia, cidade localizada na Mesopotâmia que teria sido destruída por Deus devido aos pecados do povo. No mesmo sentimento, Knoth se inspirou no profeta bíblico para escrever seu próprio livro, o Evangelho de Knoth, tal qual o livro de Ezequiel na Bíblia.


A obsessão de Sullivan Knoth com as visões e vozes que ouvia lhe rendeu inúmeros seguidores ao longo dos anos. Acreditando que o fim dos tempos está chegando, a seita tornou-se um grupo de fanáticos loucos por sangue que acreditam que Deus lhes deu a missão de purificar o mundo. Na demo de Outlast 2 é possível ver alguns retratos de Knoth e altares da seita ao longo do vilarejo abandonado.

Câmera na mão ou escuridão

O gameplay de Outlast 2 continua a mesma mecânica do anterior: jogo em primeira pessoa visando à sobrevivência através de muita correria e esconderijos. No novo título, o enfrentamento contra os vilões não é uma opção, e a melhor amiga do protagonista, a câmera filmadora, está de volta, cabendo ao jogador saber usá-la estrategicamente para poupar energia e constantemente procurar por pilhas no cenário.


A ambientação do vilarejo remoto no deserto do Arizona, no EUA, está primorosa e assustadora. A escuridão da noite reina absoluta enquanto você caminha por um cenário sujo, destruído e ensanguentado. Humanos quase decrépitos espreitam sua tentativa de fuga e os altares de sacrifício da seita são de arrepiar. É hora de se preparar mentalmente, pois Outlast 2 tem tudo para ser tão bom, e perturbador, quanto o primeiro.

Outlast 2 — PC, PS4, XBO
Desenvolvedor: Red Barrels
Gênero: Survival horror
Lançamento: 25 de abril de 2017
Expectativa: 5/5

Revisão: Vitor Tibério
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no DeviantArt., MGC. ou Twitter. ela aparece.

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