League of Legends (PC): Impacto do MSI 2017 no servidor brasileiro

Brasil hosteia um evento mundial de grande porte e importância para o cenário.



Quando um local é escolhido para sediar um evento, pelo menos em League of Legends, os times da região e os jogadores também entram em euforia, afinal, jogadores de todo o mundo jogarão nas filas ranqueadas do lugar selecionado. Mas quais são os benefícios da presença desses jogadores em regiões que acontece esses eventos?


Infelizmente, já que o evento não acontece por muito tempo, as melhorias não são muito significativas. Times de fora daqui irão treinar com times brasileiros, podendo ser uma boa experiência para as equipes nacionais. Bons resultados podem surgir a partir de treinos e revertidos no campeonato brasileiro em breve. Os times podem ter leves melhorias, mas nas filas ranqueadas é bem provável que haja progresso significativo.

Os estrangeiros terão que jogar as filas ranqueadas, porém, será apenas um jogador muito bom em uma partida com 9 pessoas e que jogará algumas partidas durante poucas semanas. Esses fatores dificultam alguma evolução das ranqueadas casuais, diferente de eventos passados, que forçaram uma evolução gigantesca do cenário.

Em 2014, a Keyd Team trocou seu nome para Keyd Stars, fazendo uma contratação histórica de dois sul-coreanos: Park "Winged" Tae Jin, jogando na Jungle e An “SuNo” Sun-ho, jogando no Mid. Na época, Felipe "brTT" Gonçalves tinha anunciado sua primeira saída da paiN, então, juntando com os coreanos, com o suporte Caio "Loop" Almeida e o top laner Matheus "Mylon" Borges, o time criou uma das lines mais poderosas da história do Brasil.
Time da Keyd Stars de 2014


Todos os campeonatos, a Keyd Stars se saía vitoriosa, e os coreanos sempre destruíram todos os jogos; os outros companheiros de time também jogavam bem, mas todos os jogos os dois coreanos se sobressaíam. Todos os mid laners da época eram forçados a melhorar e grandes nomes da época como Gabriel “Kami” Santos, Murilo "Takeshi" Alves e Thiago "Tinowns" Sartori eram deixados para trás. Na jungle também era algo tenebroso jogar contra Winged. O sul-coreano dominava todos os seus inimigos, e os maiores nomes como Thúlio "sirT" Carlos, Gabriel "Revolta" Henud e Daniel "Danagorn" Drummond eram bailados taticamente.

Nessa época, o Brasil inteiro decidiu treinar muito para bater as estrelas, e, com o tempo, isso acabou dando certo. Infelizmente, eles perderam para a Kabum na hora mais importante, na semifinal de um campeonato que dava vaga para o Mundial, ganhando isso mais tarde na final em cima da CNB.

Mais tarde, nesse mesmo ano, a paiN Gaming trouxe Han “Lactea” Gihyun para jogar, a princípio na top lane, e Kim "Olleh" Joo-sung para ser o suporte do time. Depois de um tempo, a organização decidiu colocar os dois coreanos na bot lane. Juntos de Kami, Thulio e Whesley “Leko” Holler, o time ganhou grande parte dos torneios de fim de ano e acabou se classificando para a IEM, onde acabou perdendo por 2x0 para a Cloud9. Os coreanos da paiN acabaram saindo por conta de problemas com visto, já os da Keyd Stars se viram fora após a derrota para Kabum.
Pain Gaming de 2014

2014 foi um ano onde Keyd e paiN trouxeram grandes coreanos para seu time, e devemos agradecer a eles pelo cenário que temos hoje, e nisso que está a diferença. Hostear um evento como o Mid-Season Invitational é algo muito importante, mas um mês (no máximo 1 mês e meio) não irá impactar igual os jogadores de 2014 impactaram. Como citado anteriormente, em meio profissional podemos ter uma leve troca de experiências e algum tipo de aprendizado, mas nas filas casuais já é mais complicado.

Isso acontece, pois, uma rotina de treinos de times profissionais se baseia em scrims (partidas fechadas contra outros times, tendo uma finalidade de treino para ambas as equipes), e após as scrims, algumas horas de SoloQ. Mesmo sendo por um mês, ainda não é tempo suficiente para a grande maioria do servidor adquirir algum tipo de conhecimento vindo de fora, igual aconteceu antigamente.

Mesmo o impacto dentro de jogo não sendo grotesco, sediar um evento desse é ótimo, já que, se tudo der certo, podemos mostrar que o Brasil tem estrutura suficiente para sediar eventos desse porte e ainda maiores (quem sabe o próximo mundial??); ou seja, o impacto fora de jogo consegue ser grande. Esse evento será um grande passo para o Brasil no League of Legends!

O torneio será dividido em duas partes: São Paulo e Rio de Janeiro. A fase de Entrada vai de 28 de abril a 6 de maio em São Paulo, com 10 times. Após isso, 3 times avançarão para se enfrentar com mais 3 times, na Fase de Grupos, de 10 a 14 de maio, no Rio de Janeiro. Por fim, os quatro melhores vão para a Fase Eliminatória de 19 a 21 de maio no Rio, também.

Revisão: Bruno Alves
Edson Santos escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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