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Análise: Heart & Slash (Multi) - Passando raiva na era dos robôs

Corações, pancadaria, robôs destruídos e algumas decepções fazem parte do pacote desbalanceado desse meio roguelike meio jogo de luta.


Aqui está um jogo do tipo ame ou deixe-o. Ou você entra de cabeça no mundo louco e desafiador do jogo ou irá ficar com vontade de jogar o controle pela janela e desistir do game em poucos horas, ou minutos.

O título não foi feito para qualquer jogador em mente, mas para aqueles mais dedicados e dispostos a encarar desafios mais acentuados. Porém, não sem antes apresentar problemas no caminho.

O Futuro Robótico

Heart & Slash (Multi) nos joga no meio de um futuro em que os humanos não existem mais e os robôs tomaram conta de tudo. O jogador controlará o simpático robozinho Heart que precisa avançar pelos diversos cenários lutando contra robôs impiedosos. O que não será uma tarefa muito fácil.

A história é bem simples e não parece pesar por aqui, uma vez que a ideia é avançar, avançar e continua avançando destruindo o maior números de robôs pelo caminho. O maior mistério da “trama” fica por conta do Dr. Syato, que não sabe se é humano ou robô, parece conhecer Heart de alguma forma, e lhe concede alguns segredos e fragmentos do que está rolando nesse perigoso mundo.

Exterminar, exterminar, exterminar

A fórmula seguida, assim como seu enredo, é bastante simples, siga destruindo os robôs inimigos. Para que sua missão se torne menos árdua, é possível customizar os braços, pernas e corpo de Heart usando diferentes proteções e armas. Os upgrades são encontrados pelos cenários e é possível equipar apenas um em cada parte do corpo. Encontrou algo melhor? Descarte o que está usando e coloque em ação o novo equipamento.

Esses equipamentos possuem níveis que podem ser melhorados usando os itens que os inimigos deixam cair. E não esqueça de sempre estar fazendo essas melhorias, pois robôs mais difíceis surgem com o tempo e você perceberá que aquele bastão simples lá do primeiro cenário não dará mais conta do recado.
Diversos robôs revoltados estarão no seu caminho.
O estilo é descrito como um roguelike misturado com um jogo de luta 3D. Cenários aleatórios são gerados ao se avançar ou começar uma nova partida. Outra decisão tomada pelos desenvolvedores foi a de fornecer uma vida por jogada. Morreu, comece tudo de novo em cenários totalmente novos. O que pode acabar frustrando alguns jogadores menos pacientes.

Há três níveis com diversas fases: Fábrica, esgotos e cidade são os locais possíveis de exploração que são liberados ao se derrotar os chefões de cada uma dessas áreas. E se prepare bem para essas batalhas , leve suas melhores armas e esteja pronto para criar estratégias de combate, senão as coisas podem não sair muito bem. E você já sabe o que significa morrer de cara com o chefão: começar tudo outra vez.

Simples e funcional

Como já dito, o jogo é simples. Avance pelos cenário, melhore seu robozinho e derrote o chefão. Claro que um pouco de estratégia é bem vinda na hora de decidir que equipamento usar ou qual melhorar, mas nada muito complicado e tudo se torna intuitivo com o passar do tempo. Detalhe especial para as descrições dos upgrades e das mensagens de carregamento que deixam as coisa com um tom mais engraçado.

Após explorar e liberar as locações, elas são habilitadas para se jogar novamente, além de uma escolha de personagem que também é desbloqueada de acordo com o avanço. Mas de extras isso é tudo. Não são muitas opções, mas é simples assim como a proposta do jogo e a mensagem que ele deseja passar.
Upgrades ajudam a tornar as coisas menos difíceis.
Vale destacar alguns pontos negativos, o primeiro é sua câmera, que apesar de tentar enquadrar uma visão aérea do cenário, às vezes se confunde e deixa as coisas mais complicadas. Ocasionalmente ela fica presa em partes do cenário tirando o foco da ação e atrapalhando a jogabilidade. É possível controlá-la, mas no meio da batalha as coisas podem ficar um pouco confusas quando ela não responder como esperado.

A jogabilidade é muito boa, os comandos estão bem distribuídos e seguem o layout de jogos padrões, não há quedas de frames e tudo roda bem suave. Os gráficos são bonitos e combinam bastante com a temática, Heart e os inimigos são bem trabalhados e demonstram bem o impacto de suas forças pela sua aparência. Apareceu um robô grandão, prepare-se que a sua pancada não será fácil e poderá destruí-lo bem rápido.
Gráficos coloridos e psicodélicos.
Por fim, sua trilha sonora é o maior dos pontos negativos. As suas músicas até que encaixam perfeitamente nas diferentes locações, mas com o tempo se torna chata e repetitiva. Aconselho àqueles que ainda não se irritaram em morrer muitas vezes e ainda tentam avançar pelos cenários de Heart & Slash, que desliguem a música assim que ela começar a dar nos nervos.

Tente outra vez

No geral, Heart & Slash é um bom game que trouxe consigo alguns problemas. A customização, os cenários aleatórios e o bom grau de desafio tornam o game atrativo para os mais dedicados, mas que pode acabar sendo mais um jogo encostado em sua biblioteca digital para aqueles sem muita paciência.

Se morrer, é game over.
Alguns problemas de execução como sua câmera e a trilha sonora tiram um pouco do brilho do game e afetam na sua nota final, por outro lado seu desafio e belos gráficos deixam a sua avaliação mais equilibrada criando um game não muito acima da média para os dias atuais, nos quais os indies tomam conta do mercado.

Heart & Slash será amado ou odiado por alguns e pode acabar sendo uma experiência divertida para os que desejarem investir no game. Não desista logo de cara, tente mais algumas vezes e a experiência pode acabar enriquecendo suas estratégias e deixando as coisas mais tranquilas de serem executadas. E fica a dica, desligue a música.

Prós

  • Bom desafio;
  • Bonitos gráficos;
  • Geração aleatória de fases.

Contra

  • Ser frustrante algumas vezes;
  • Trilha sonora repetitiva;
  • Câmera problemática.
Heart & Slash – PlayStation 4, Xbox One e PC – Nota 5,0
Versão utilizada na análise: PS4

Revisão: Luigi Santana
Fabio Oliveira é Analista de Sistemas formado pela UERJ. Além da paixão pelo mundo dos games, é fanático por seriados americanos, cultura japonesa e filmes de ficção científica. Fã de Mario e Resident Evil resolveu contribuir para o universo gamer sendo newposter no GameBlast.

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