Dark Souls III (Multi): Primeiras impr- VOCÊ MORREU

O terceiro título da aclamada série da From Software continua difícil como sempre — para a frustração e alegria de todos.

Depois de amanhã a grande espera termina: Dark Souls III, enfim, será lançado. Eu tive a honra de conseguir acesso ao game um pouco antes de todo mundo. Ainda farei uma análise mais crítica do game assim que terminá-lo mas, enquanto isso, confira algumas das minhas primeiras impressões como um fã feliz.

Está bem difícil (e justo)

Eu me considero um veterano na série Souls. Com exceção de Bloodborne, zerei todos os games da franquia, completei o NG+7 e já fiz o desafio do Soul Level 1 no Dark Souls original duas vezes. Ainda assim, minha viagem por Lothric está sendo bem tortuosa. Estou jogando como um guerreiro e, de cara, percebi que a velha estratégia de investir tudo na na vida e estamina e usar um escudo não é a melhor para todas as situações. Várias vezes precisei mudar minha mentalidade e ser mais proativo e agressivo.

Apesar disso, sempre que morri (e não foram poucas as vezes) ficou bem claro o que eu poderia ter feito de diferente e que a culpa era minha. Os adversários estão mais inteligentes e variados, mas você também recebeu novas ferramentas e truques para lidar com eles. As Artes de Combate de cada arma são úteis em diferentes situações e as arenas estão mais amplas, facilitando o controle de multidões e abordagens mais furtivas. Nenhuma situação é impossível e há várias formas de lidar com os inimigos.

Há bastante liberdade para builds

A versatilidade provida pelos equipamentos é enorme. Comecei o jogo como um guerreiro padrão. Armadura pesada, arma de grande dano e foco na vida e estamina. Após algumas horas e várias mortes, decidi tentar algo diferente. Pus uma armadura mais leve e equipei uma ripieira, valendo-me de combos mais rápidos e usando minha estamina para rolar. Um anel especial recuperava um pouco de minha vida a cada seis golpes consecutivos. Agora, 20 horas e Deus sabe quantas mortes depois, estou com uma abordagem mista entre ladrão furtivo que bate e foge e piromante que ataca à distância.

Eu apenas vi a superfície do que é possível fazer. Há uma variedade gigantesca de armas e armaduras, sem contar as diversas magias. Criar builds mistas está mais intuitivo do que nunca e os requisitos para a maioria dos equipamentos é razoavelmente baixo. O PvP certamente será bem interessante.

Os níveis estão enormes e densos

Uma das minhas coisas favoritas da série Souls é o level design. A forma intricada como os níveis se interconectam é fascinante. Do visual, à localização dos inimigos e inúmeros segredos, tudo no mundo dos jogos da franquia é muito bem planejado. Mesmo Dark Souls II, indiscutivelmente o ponto baixo da série, tem níveis memoráveis — como Drangleic Castle e Dragon Aerie.

É com muito prazer que afirmo que o Dark Souls III provavelmente ganha a coroa nesse quesito. Os mapas estão muito maiores e há segredos e atalhos para todos os lados. A princípio, pensei que eles perdiam um pouco na verticalidade, apostando mais em espaços abertos. Como eu estava errado. De fato, os níveis estão mais horizontais, mas ainda há várias torres, elevadores e conexões surpreendentes entre áreas.

Referências para todos os lados

Facções, nações, itens, personagens… Muitas coisas presentes ou citadas no primeiro Dark Souls retornam aqui. Dark Souls II também não é ignorado, ainda que a maioria das referências sejam ao primeiro jogo da série. Apesar de inúmeras, essas referências não alienarão novatos, servindo mais como um leve fanservice para os veteranos.

Os “primos’ de Dark Souls, Demon’s Souls e Bloodborne, também não ficam de fora da festa, com citações e paralelos explícitos a eventos e personagens dos dois games. E, claro, como não podia deixar de ser com os games de Miyazaki, referências a King’s Field e Berserk também estão inclusas no pacote.

Os chefes estão incríveis

Você prefere quantidade ou qualidade? Independente de suas resposta, você se sentirá feliz com Dark Souls III: os chefes são bem numerosos e tudo em volta deles é muito bem feito. As arenas foram bem planejadas, como cada inimigo possuindo sua própria identidade visual e exigindo estratégias diferentes. Eu já enfrentei oito chefes, cada um deles único e intenso, e não estou nem na metade do game.

A grande novidade é que cada chefe agora possui duas fases. Ao perder metade da vida, ele passa por uma transformação, ficando mais forte e usando golpes diferentes. Isso torna cada vitória ainda mais emocionante e impede que você fique confortável demais com alguma estratégia repetitiva.

Realmente está com cara de ser o fim

Provavelmente a Bandai Namco fará mais jogos da série no futuro, mas Dark Souls III está com todo aquele jeitão de conclusão. Seja pelo visual apocalíptico, a trama ou a abundância de referências, não há como pensar “este é o fim.” Felizmente, ao que tudo indica, um digno final para essa amada franquia.
Lucas Pinheiro Silva é analista de sistemas web por profissão, gamer por vocação. Tem grande interesse em game e level design, o que o levou a escrever para o GameBlast. Em seu Facebook e Twitter também fala de outras coisas, como HQs, música e literatura.

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