Entrevista

Entrevista com Keoma Pacheco: Origens, Street Fighter V e Futuro.

Batemos um papo com um dos principais jogadores competitivos de SF do país.


Depois de oito anos, o cenário competitivo de Street Fighter IV chegou ao fim na Capcom Cup, torneio realizado em dezembro de 2015. Nós, brasileiros, fomos extremamente surpreendidos quando um jogador nativo de nosso país venceu competidores de muita força, como SnakeEyez e Gamerbee. Naquele dia, Keoma fazia história, ficando no TOP 8 do torneio mais importante de SFIV.

Nós do Gameblast o entrevistamos, e conversamos sobre o interesse nos jogos, Street Fighter V e sobre sua nova equipe, a I9.

 Keoma, vamos começar com uma pergunta mais biográfica: quando você    começou a se interessar por jogos de luta? E o interesse no competitivo, veio de onde?

Eu tive interesse por jogos de luta assim que vi Mortal Kombat pela primeira vez, quando tinha uns cinco anos. Competitivamente, foi após ver o EVO Moment #37, que fez eu realmente tentar entender como o jogo funciona e a parte técnica que o envolve.
Se levar em conta interesse para entrar no competitivo, ele surgiu com Street Fighter IV, porque era um jogo novo para todos e a melhor oportunidade de começar do mesmo ponto de partida que outros jogadores.


Então você está na cena de Street IV desde o começo, por volta de 2008? A impressão que fica é que estes oito anos foram incríveis para o e-Sport como um todo, e que a FGC (Fighting Game Community) só cresceu. Você acha que isso tem mais a ver com o público se interessando mais ou a comunidade crescendo mesmo e ficando mais unida?

Entrei para o SF4 no meio de 2009. Sim, realmente o crescimento do cenário competitivo foi muito além das expectativas. Creio que isso venha do interesse do público com Street Fighter IV, ele realmente chamou muita gente nova e muitos jogadores de volta ao gênero.

E o cenário brasileiro, também vem crescendo? Estamos vendo um grande esforço de jogadores e da Capcom para que isso aconteça, e parece estar tendo bons resultados. Qual sua visão nisso?

Sim, o cenário brasileiro deu um grande salto se comparado a antes da era SFIV. A comunidade de modo geral parece mais ativa, além do maior envolvimento da empresa com a comunidade ter nos proporcionado espaço na Pro Tour, o que é prova do reconhecimento da Capcom ao cenário nacional.

Street Fighter V está sendo vendido como uma oportunidade nova para o competitivo. Do que você pôde ver até agora, acha que ele está sendo um bom ponto de entrada?

Definitivamente. SFV não prejudica o jogador por não ter jogado versões anteriores da série, como SFIV, e é facilitado em termos de execução, então o iniciante pode aprender movimentação e combos mais rápido e focar em aprender a estratégia de jogo.

Ainda sobre SFV, muitos andam falando que a Laura tem várias semelhanças com o Abel e "seria perfeita" para você. Você enxerga algo do tipo nela?

De fato, a Laura é um personagem parecido com o Abel em alguns aspectos, mas no que diz respeito a conseguir a abertura, não achei ela confortável ou interessante. Já encontrei alguns pontos que a distanciam do Abel em termos de estilo de jogo, e até agora venho me sentindo mais à vontade com a Karin. Ainda preciso testar mais para ter certeza, mas minha vontade de usar a Laura vem sendo cada vez menor. Atualmente gosto mais do F.A.N.G. e Nash do que dela.

E quanto ao Survival Mode, quais são suas impressões? Acha que foi uma boa adição?

Gostei muito do Survival Mode pela inovação que ele traz. Não consigo lembrar de qualquer jogo com um Survival parecido. É uma boa adição, mas creio que a recompensa por completar os modos seja baixa se comparada com o tempo que leva para finalizar, especialmente Hard e Hell. O nível de dificuldade parece bem instável, variando de "Eu não faço ideia do que estou fazendo" a "Psycho Mantis no controle 1" aleatoriamente, o que se torna frustrante, especialmente após uma sessão longa.


Você sentiu falta de algo no jogo? E quais são as expectativas para os torneios?

Até agora senti falta do Challenge Mode e de um recurso para punir rage quitters. Quanto à expectativa para torneios, fica difícil dizer porque ainda estamos no começo do jogo. No início ainda vai ser um pouco estranho, mesmo no cenário competitivo.

Agora que você faz parte da equipe Innova, quais são as perspectivas para o futuro contando com o apoio dela?

Bem, o Team Innova me dá todo o apoio necessário para competir. Acho seguro dizer que graças ao apoio da equipe vou estar presente nos eventos da Capcom Pro Tour LA, assim como outros eventos ao longo do ano.

E finalizando: você já se interessou em competir profissionalmente em outros jogos? Se sim, quais?

Competitivamente já tentei jogar jogos de música como Pump it Up e Stepmania, mas, além de não serem jogos viáveis a longo prazo, dependem muito da condição física. Fighting Games dependem um pouco, mas força mental é mais importante. Este foi um dos motivos de eu ter ficado nos Fighting Games, por sinal. Quanto a outros jogos de luta, não. O início realmente foi com Street Fighter IV.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Diego Migueis 

Dácio Augusto é estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no GameBlast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.

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