[Updated] Dead by Daylight (Multi): divertido até para os que não gostam de terror

Dead by Daylight (Multi) foi lançado em 2016 para PS4, Xbox One e PC com uma proposta interessante: você pode jogar como sobreviv... (por Júlio César em 22/05/2018, via GameBlast)




Dead by Daylight (Multi) foi lançado em 2016 para PS4, Xbox One e PC com uma proposta interessante: você pode jogar como sobrevivente, tentando escapar de um assassino brutal ou ser o próprio. Ainda mais legal: os assassinos são figuras famosas de filmes e games em geral.

Por mais legal que a premissa seja, a execução não foi muito bem feita. Marcado por diversos bugs, áreas de colisão pouco confiáveis e muito além do que é mostrado, matadores extremamente fortes ou quebrados e uma otimização péssima, estragaram o que poderia ser um jogo incrível.

Em seu lançamento, o jogo recebeu críticas mistas e medianas, sem fazer muito sucesso. Entretanto, depois de diversas atualizações, Dead by Daylight tornou-se um jogo bem mais interessante e divertido. Já que houve a adição de mais assassinos, com mecânicas diferenciadas, mapas diversificados e conserto dos bugs mais graves.

JOGABILIDADE DIFERENCIADA: ASSASSINO X SOBREVIVENTE


O jogo consiste em quatro sobreviventes tentando escapar de um assassino, ativando geradores para abrir os portões e fugir. Os objetivos e mecânicas são bem distintas, dependendo da classe que você joga, bem como, qual personagem você escolhe.

Como sobrevivente, o jogador deve reparar cinco geradores espalhados pelo mapa, para ativar a energia e assim abrir o portão, para então escapar. Caso o sobrevivente seja o último no mapa, abre-se um alçapão, em algum lugar da fase, para que ele escape por lá, mas o jogador deve procurá-lo. Ganha-se pontos encontrando o assassino e escapando dele, derrubando algumas madeiras para bloquear ou atordoá-lo, abrindo baús, consertando geradores, purificando totens e salvando seus colegas de ganchos ou curando-os.

Os sobreviventes também sentem a presença do assassino por meio de batidas do coração, que no início do jogo eram bem marcadas e causavam uma enorme sensação de terror no jogador; hoje em dia, o jogo deixou o sistema mais leve e se assemelha mais ao gênero de ação do que terror.

Atualmente o jogo conta com doze sobreviventes, que pouco se distinguem em termos de gameplay. As maiores diferenças entre eles são as vantagens que adquirem conforme avançam de nível com Pontos de Sangue, conseguidos após cada partida. Ainda assim, algumas vantagens podem ser disponibilizadas a todos com Fragmentos Iridescentes, uma espécie de segunda moeda do jogo.

Como assassino, o objetivo é capturar os sobreviventes para colocá-los em um gancho como sacrifício para a “Entidade”, um ser antigo sobrenatural, ou então matá-los. Resumindo, não os deixando escapar. Hoje o jogo conta com onze assassinos, os quais cinco são disponíveis de início e os demais vêm em DLC.

Ao contrário dos sobreviventes, o assassino não ouve batidas do coração. Ele deve se guiar por sons de geradores sendo reparados, ele vê a aura desses geradores, rastros que são deixados quando o sobrevivente acabou de correr pela região ou sangue e gemidos de feridos.

Diferente dos sobreviventes, cada assassino possui uma habilidade única essencial para sua jogabilidade. O Espectro, por exemplo, tem o poder de ficar invisível, mas não pode atacar enquanto está invisível; o Freddy Krueger é invisível por natureza, e para poder atacar, ele precisa colocar o sobrevivente para dormir; a Pig, última assassina lançada, consegue andar agachada, o que faz com que os sobreviventes não sintam as batidas do coração que antecipam a sua chegada.



ATUALMENTE

O jogo hoje está bem mais variado do que era quando lançado: com diversos assassinos diferentes, famosos por filmes, games e afins, é sempre interessante cada partida tentando escapar de diferentes formas. Além disso, muitos bugs foram consertados, como personagens travados em paredes ou madeiras, animações esquisitas do assassino colocando o sobrevivente no ombro, de forma que ele fique flutuando ou em posição estranha, coisas desse gênero.

Como lado positivo, temos então esses fatores: variedade de assassinos e mapas, jogabilidade um pouco melhor do que era antes, menos bugs do que anteriormente e diversas maneiras de se customizar os personagens, assassinos ou sobreviventes, com as vantagens conseguidas por pontos de sangue ou fragmentos iridescentes. Quanto mais você joga, mais pontos acumula e por consequência aumenta suas habilidades e vantagens.

Por outro lado, o jogo ainda peca muito em otimização: no console, ainda ocorre travamentos em diversos momentos, algumas vezes o sistema pode cair (crash); no PC, o ideal é deixar na menor resolução possível mesmo que você esteja em uma máquina muito potente, porque a diferença não é grande em termos de gráfico, mas é enorme para evitar bugs e travamentos no jogo.

Os sobreviventes também não têm mecânicas intrínsecas muito diferenciadas entre si como ocorre com os assassinos, o que pode chatear ou incomodar de início. Mesmo assim, Dead by Daylight é um jogo muito divertido atualmente, sendo assassino ou sobrevivente, e que com certeza vale muito a pena ser jogado e ser retomado por aqueles que o abandonaram quando estava em seu pior estado.



















Outro problema grave é a física esquisita do jogo. A assassina Caçadora (Huntress) pode tacar machadinhas e elas acertam o sobrevivente mesmo quando claramente no visual foi para outra direção. A caixa de colisão continua ruim.

Para finalizar, o jogo promete atualizações em alguns meses, bem como novos assassinos (o próximo sairá em junho deste ano ainda, mas sem notícia de quem será) e sobreviventes inéditos, sendo lançados até o final do ano que vem. Conforme essas renovações vão saindo, o jogo vai melhorando e se tornando aquilo que prometera ser quando foi lançado. Antes tarde do que nunca, não é?

Revisor: Cainã Marques
Júlio César escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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