Top 10

Top 10: acessórios inúteis dos videogames

Acessórios sempre estiveram presentes nos consoles caseiros, porém alguns deles mais atrapalham do que ajudam.


Desde o primeiro console caseiro os acessórios estão presentes na jogatina, tudo para garantir uma melhor imersão no gameplay. O Magnavox Odyssey, de 1972, já oferecia a opção de jogos de tiro utilizando uma bela espingarda e mesmo no seu protótipo, havia sido desenvolvido um taco de golfe, visando jogos do estilo para o console.


A partir daí, simultaneamente com a evolução dos consoles, os acessórios foram melhorando, trazendo uma imersão cada vez melhor a cada geração. Tendo seu ápice no óculos VR, o qual deixa o jogador totalmente imerso no jogo, trazendo uma experiência completamente nova. Porém, muitos destes acessórios se demonstraram totalmente ineficazes e muitas vezes até atrapalhavam a jogabilidade, transformando-os em um verdadeiro pesadelo no seu gameplay.

Nessa matéria vamos listar alguns dos piores acessórios já feitos para os consoles caseiros, muitos deles custavam o olho da cara, porém sem utilidade alguma, nem mesmo para peso de papel. Vale lembrar que esta lista não segue de pior para "menos pior", mas sim uma ordem um tanto aleatória. Então vamos a ela:

10. Sega Activator

Foi a tentativa da Sega de fazer um controle sensorial para o Mega Drive. Nele eram utilizados sensores infravermelhos para captar o calor corporal do jogador. Tinha o formato poligonal e era montado no chão, fazendo com que o jogador se movimentasse para ativar os comandos, pois cada ponto do polígono equivalia a um botão do controle do console. Era compatível com jogos de luta, como Mortal Kombat e Street Fighter.


Sua falta de precisão e praticidade, além do altíssimo valor de venda, o transformaram em uma bugiganga muito cara. Ainda por cima, necessitava de uma fonte elétrica para funcionar. Uma vez ligado era necessário esperar cerca de 20 segundos para a sua calibragem e só então estaria pronto para o uso.

Ele era totalmente inútil para o que oferecia. Ao invés de trazer imersão ou diversão, trouxe, no máximo, muitos xingamentos de quem comprou e tentou usar aquele trambolho. Nem para decoração serviu, pois era muito feio e bagunçado.

09. Aura Interactor

Aparelho usado tanto para o Mega Drive como para o Super Nintendo, era um tipo de rumble só que para todo o corpo. O Aura Interactor era vestido como uma espécie de colete, e de acordo com o som do jogo ele vibrava.


Foi outro periférico que não funcionou como devia, pois ele tremia pouco – às vezes nem tremia – e além disso, o aparelho esquentava muito, causando um tremendo desconforto para quem usava. Este pelo menos poderia servir de adereço para alguma festa a fantasia.

08. Konami LaserScope

Este acessório foi uma invenção da Konami para substituir a pistola Zapper, no Japão foi lançado com o nome de Gun Sight. Tratava-se de um acessório que era colocado na cabeça do jogador, como um headset. Ainda possuía uma mira no olho direito – que não passava de um plástico translúcido com uma cruz em vermelho – e um microfone para poder captar os gritos dos jogadores. Quando este gritasse "Fire!" um tiro era disparado, tal qual se apertasse o gatilho da Zapper.


Porém, a hipersensibilidade do microfone atrapalhou muito quem usava o periférico, até mesmo ruídos de fundo causavam um disparo acidental no LaserScope. Tirando o fato que, geralmente, os jogadores gritavam no uso do acessório, o que deixava muitos roucos ou sem voz após meia hora de jogatina.

07. LJN Roll & Rocker

A LJN, famosa pelos jogos dos X-Men, Wolverine e Silver Surfer no NES, aparece com mais uma ideia mirabolante, o Roll & Rocker. Trata-se de um tipo de prancha que seria colocada no chão e substituiria o controle do NES.


Conectado ao console, o jogador usava o seu próprio peso para acionar os botões direcionais. Este teria que ter total controle de equilíbrio para conseguir usar corretamente o acessório. Na lateral do Roll & Rocker tinha uma entrada para o controle do NES, o qual o jogador poderia usar para acionar os botões A e B.

A péssima resposta do controle, inclusive com os jogos da própria LJN, e constante mau funcionamento, contribuíram para o seu fracasso.

06. R.O.B.

Este simpático robozinho foi criado em 1983 pela Nintendo para servir de “player 2” àqueles jogadores solitários, R.O.B. é a abreveatura para Robotic Operating Buddy. Porém ele era muito desengonçado, muitos diziam que era melhor uma pessoa jogando com os dois controles do que com o R.O.B.


Além disso, o total desleixo dos executivos da Nintendo para com o R.O.B. ajudou no seu fracasso. Para se ter ideia, apenas dois jogos oficiais compatíveis com ele foram lançados: Stack-up e Gyromite.

O R.O.B. teve vida curta e foi descontinuado um ano depois do seu lançamento nos EUA. Hoje ele é uma peça rara e altamente desejado pelos colecionadores. Mesmo assim, apesar do fracasso, ele ainda aparece em microgames do Wario Ware e virou personagem no Super Smash Bros.


05. Sega Action Chair

Este é um acessório muito raro para o Mega Drive lançado em 1992 e descontinuado no mesmo ano. A Sega Action Chair foi feita para ser “uma cadeira de ação”, ela mesma era o joystick, nela haviam duas manoplas com os botões A, B, C e Start e para movimentar o personagem o próprio jogador deveria se mexer na cadeira, inclinando-se para os lados.


Infelizmente ela não foi muito popular, o que a faz entrar nessa lista, mas a concepção dela parecia ser no mínimo interessante. Seria divertido jogar After Burner ou Thunder Blade no Mega Drive com ela. Imagino que, quem passou algumas horas de jogo neste acessório, deve ter conseguido uma baita dor nas costas, quem sabe até uma lordose.

04. AlphaGrip AG-5

Este exótico joystick foi criado em 2005 e é compatível com PCs e consoles caseiros. Ele foi feito para substituir o uso do teclado em alguns jogos (como League Of Legends e Counter Strike). Era mais um teclado de computador “anatomicamente preparado” do que um joystick em si.


Com 42 botões (mais do que o controle do Atari Jaguar), seu manuseio parece ser extremamente difícil, tendo o jogador que decorar exatamente onde fica cada um deles. Por incrível que pareça, mesmo sendo uma peça de difícil manuseio, este joystick ainda é vendido no próprio site do Alphagrip.

03. Atari MindLink

Este acessório produzido em 1984 para o Atari 2600 prometia o controle mental dos jogos. Na verdade tratava-se de um aparelho que era colocado na testa e este lia os movimentos de sua sobrancelha, o que fazia o personagem se locomover no jogo.


Tendo poucos jogos em desenvolvimento para ele – que logo foram cancelados (Bionic Breakthrough, Telepathy e Mind Maze) – o acessório sequer viu a luz do dia. Algumas pessoas que chegaram a testar o periférico reclamaram de dores de cabeça por terem que mexer demais as sobrancelhas durante o jogo.

A Atari chegou a lançar alguns comerciais do aparelho, mas sabiamente o cancelou antes de tomar um prejuízo maior ainda.


02. Nintendo 64DD

Este acessório para o Nintendo 64 foi criado para expandir a memória do console, ele permitia usar discos magnéticos de 64 MB para aumentar a sua capacidade de armazenamento de dados, funcionando similarmente a um Zip Drive.


O 64DD foi anunciado em 1997 na E3 pelo próprio Shigeru Miyamoto, juntamente com alguns jogos para o periférico (SimCity 64, Mario Artist, Pocket Monsters, e Earthbound 64), porém somente em 1999 o acessório viu a luz do dia.

Devido ao seu desenvolvimento lento e erros no marketing, o acessório nunca foi lançado nos EUA, nem na Europa. Além disso, o baixo investimento da própria Nintendo em criar games compatíveis com o aparelho, levou à sua descontinuação com pouco mais de um ano do seu lançamento.

01. Power Glove

Desta lista este é o acessório mais famoso, talvez o mais infame, tendo aparecido até em filmes nos anos 1980. Também é figura constante em algumas animações do Cartoon Network, como “Apenas um Show”.


A Power Glove foi fabricada pela Mattel e lançada em 1989. Com o intuito de simular recursos de mecânica de realidade vitual, porém sua péssima resposta e imprecisão dos sensores fizeram a luva da Nintendo um grande fracasso.

Tudo isso ocorreu porque a empresa queria baratear o produto. Originalmente ela seria desenvolvida a partir da VPL Dataglove que usava sensores de fibra ótica com 256 posições diferentes e conseguia detectar os 3 eixos de rotação,mas a Nintendo modificou tudo isso usando um sensor de tinta condutiva que detectava somente um eixo de rotação e tinha apenas 4 posições.

Mordecai e Rigby (Apenas um Show) segurando a Power Glove

Mais uma vez erros de desenvolvimento levaram um produto que poderia ser promissor à total inutilidade. Mesmo assim a Power Glove ficou conhecida, talvez pela sua má fama e acabou sendo um dos produtos mais desejados pelos colecionadores.

Menção honrosa: Bubble Helmet

Protótipo feito pela Toshiba, este estranho capacete era pra ser compatível tanto para PC como para os consoles caseiros. A ideia era passar uma visão de 360º, o que na verdade não passava de uma ilusão de ótica, pois a imagem era transmitida em uma tela curva dentro do aparelho, não era uma verdadeira vista de giro completo.


Além disso, o tamanho e o peso desta geringonça tornavam seu uso muito penoso. Imagine ficar com um capacete monstruoso em sua cabeça, pesando 3 quilos, e tendo que girar o tempo todo o seu pescoço para poder visualizar o cenário ao seu redor.

Algo assim não tinha como dar certo, então o Bubble Helmet caiu logo no esquecimento, com poucos felizardos que tiveram a chance de ganhar um torcicolo testando o aparelho.

E você, já teve ou ainda tem algum desses acessórios? Como foi a sua experiência com eles? E se tiver algum outro periférico que você usou e achou completamente inútil, compartilhe aqui nos comentários.

Revisão: Link Beoulve
Lúcio Amaral escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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