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Final Fantasy XV (Multi) revisitado: Uma aventura menos impactante

A aventura da Square Enix está cada vez mais completa, talvez tarde demais.

Final Fantasy XV (Multi) foi lançado para consoles no dia 29 de novembro de 2016, e para os computadores em 6 de março de 2018. E, neste meio tempo, a Square Enix tratou o game como um grande serviço aos jogadores, desenvolvendo durante esses anos diversas melhorias e DLCs para completar jogabilidade e história. Tudo isso desagradou muitas pessoas, e vamos explicar aqui o que mudou.


Amarrando as pontas soltas

A história não estava fora das muitas mudanças da desenvolvedora, a começar pelo capítulo XIII do enredo principal. Muitos jogadores a acharam chata e monótona, já que Noctis está sozinho e fraco nesse ponto. A Square então adicionou um capítulo XIII.2, onde acompanhamos Gladiolus e Ignis, na mesma parte em que se separaram do príncipe. A jogabilidade desta parte é igual à da DLC Episode Gladiolus.

Até o momento, a Square lançou quatro DLCs para incrementar na história, Episode Gladiolus, Episode Prompto, Comrades (este para acrescentar um modo multijogador, do qual iremos falar mais tarde) e Episode Ignis. Todos eles tendo pontos de vista diferentes de Noctis, em momentos da história que se separaram do grupo. Mesmo curtos, esses novos conteúdos trazem algumas novidades, como cutscenes novas para explicar grandes furos e até um final alternativo.


E as novidades para o enredo não param aqui, a desenvolvedora já prometeu mais quatro conteúdos complementares para 2019, sendo eles The Conflict of the Sage, focando em Ardyn; Starscourge, que terá foco na Aranea; o terceiro, chamado de The Choice of Freedom, que será focado na Lunafreya; e o último episódio, chamado de The Final Strike, que será focado em Noctis. Prometido ainda mais um final alternativo.

Novas formas de jogar

O décimo quinto jogo da saga Final Fantasy é um RPG de ação em tempo real, isso não é uma surpresa. No controle do príncipe Noctis, dirigimos com seus companheiros Gladiolus, Prompto e Ignis no carro esportivo Regalia. Todas as mecânicas para que isso funcione estão bem diferentes do que foi apresentado no início.

A locomoção com o Regalia não está mais limitada a estradas, já que podemos modificá-lo para o D-Type, onde ele se torna uma grande caminhonete, sendo possível saltar e viajar para muitos cenários novos do mapa, de forma mais rápida. Por ar já tínhamos o F-Type, onde não houve alterações. E o mar agora é acessível graças ao novo controle do barco, mesmo não tendo muito o que fazer, assistir a vida marinha é muito interessante.


Agora é possível, em meio a lutas, trocar personagens, e as controlarmos como em suas respectivas DLCs. Explicando melhor, começamos as batalhas com o Noctis, e se trocarmos para o Prompto, usaremos a jogabilidade do Episode Prompto, assim por diante. E quando acaba, voltamos a controlar o príncipe. Mesmo que no momento não seja muito prática, pois existe uma espera de alguns segundo para termos acesso aos personagens, essa é uma das melhores adições feitas para o jogo.

Para o combate ainda foi adicionado a função “Cross Chain”. Ela foi mostrada na Demo Episode Duscae, quando um círculo amarelo aparece próximo do inimigo, os quatro personagens começavam um grande combo contra ele. Agora, quando fazemos um teleporte no adversário atordoado, essa funcionalidade é acionada.


Alguns outros pontos interessantes foram adicionados. Um bestiário, onde podemos analisar as criaturas que enfrentamos e aliados, seus tamanhos em relação com o Noctis, suas fraquezas, entre outros. Também uma seleção de capítulos, em que podemos jogar algum trajeto específico, com os equipamentos e níveis atuais. Para a versão de PC ainda é prometido um sistema para criação de mods.

Com ajuda dos amigos

Uma das grandes novidades do jogo é um modo multijogador, adicionado na DLC Comrades, como dito acima. Muito diferente de um MMO, como Final Fantasy XIV (PC/PS4) da mesma produtora. Criamos um personagem, e, como lobby, temos a cidade Lestallum, a partir daí selecionamos uma missão com um NPC, podendo ser jogado sozinho com mais três IA, em uma sala particular, ou em uma sala pública.


Vários mecanismos estão diferentes no jogo original. Os combos estão parecidos, mas algumas armas, como a  katana, ou uma grande shuriken, têm animações bem distintas. As magias também estão diferentes, aqui ela consome MP ao invés de ser um item. Todos esses equipamentos e poderes podem ser melhorados com o Cid. Usando algum item coletado em missões, o mecânico irá fundi-los e suas coisas ganharão atributos, como força, magia, entre outros.

Talvez tarde demais

Final Fantasy XV (Multi) foi lançado com bastante conteúdo. A divisão da história em várias mídias prejudicou o jogo no final. Ainda assim, temos um produto sólido, que chamou a atenção para jogadores novos e até atendeu várias expectativas de jogadores mais antigos. Mas o hype era tão grande que, para muitos fãs, não ter uma experiência completa foi uma grande decepção.

A Square tentou ajustar seu produto para atender essas pessoas, como foi dito durante o texto. Entretanto, para os jogadores mais antigos, com mais de 80 horas dedicadas nele, isso se tornou algo frustrante de acompanhar. A dinâmica seria muito diferente se trocássemos de personagens quando o jogo lançou, ou andar com o Regalia para além das estradas.


Para essas pessoas que esperam, podem agora adquirir um jogo muito mais completo, com as edições Royal Edition, para os consoles, ou a Windows Edition, para os computadores. E as pessoas que adquiriram o jogo antes disso terão que desembolsar mais para uma experiência mais próxima da final.

Revisão:Renata Bottiglia
Matheus Bigai Ferreira escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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