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Dez trilogias de sucesso na história dos games

Um é pouco, dois é bom, três é sucesso! Listamos as tríades de jogos que marcaram época e conquistaram legiões de jogadores.



Sabemos como é difícil produzir uma obra de sucesso, seja no cinema, na literatura, na indústria de jogos, assim como um título que atinja adoração da crítica e estouro de vendas. O que dizer, então, daquelas séries em que, não apenas um, mas vários games conquistam o coração dos jogadores? Iremos tratar aqui das trilogias que, por definição, são conjuntos de três elementos conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único, quanto como obras individuais.

O que segue é uma lista que não almeja ser definitiva, mas que foi elaborada por meio de critérios como: legado, popularidade, nostalgia e, sem dúvida, experiência individual. O objetivo foi criar um apanhado de jogos bem eclético, abrangendo diversos gêneros e épocas da história ocidental dos videojogos.

Streets of Rage (Multi)

Originalmente lançado para Sega Genesis, esse jogo tornou-se marca registrada de “briga de rua” nos videogames e influenciou gerações de jogadores. Quem não se lembra de apelar aos policiais que, prontamente, disparavam um míssil para dispersar a confusão? Esse clássico nos remete à época das acirradas disputas comerciais entre Sega e Nintendo. As pessoas buscavam a emoção dos beat‘em ups dos arcades em sua casa, e o título entregava isso com maestria. Muita pancadaria, chefões marcantes, pedaços de cano e comida no lixo. Dica: a trilogia está disponível, gratuitamente, para os assinantes da Xbox Live Gold, incluindo modo online cooperativo.



Prince of Persia - Jogos de 2003 a 2005 (Multi)

A franquia Prince of Persia teve seu apogeu nessa trilogia que começa com o glorioso Sands of Time. O jogo foi muito bem recebido graças à mecânica de voltar no tempo e puzzles bem elaborados, aliados a um combate dinâmico. Muito se deve também ao design do protagonista que, além de um ágil espadachim, contava com habilidades de parkour, que o tornavam um verdadeiro acrobata. A criatividade empregada no desenvolvimento desses três jogos deve ter esgotado as ideias da equipe responsável, pois dali em diante nenhum outro título da franquia chamou atenção.



Metroid Prime (GC/Wii)

O gênero Metroidvania se popularizou, dentre diversos fatores, devido a sua liberdade de exploração em um ambiente 2D. O desafio da Retro Studios era trazer a jogabilidade e o universo da caçadora de recompensas, Samus Aran, para um jogo de tiro em primeira pessoa. Apesar da desconfiança inicial, o resultado final foi o renascimento da franquia com uma leva de excelentes jogos aclamados pelos fãs e pela imprensa. Tínhamos a nítida sensação de controlar Samus - enxergando por dentro do seu capacete - e atirar com o uso do Wiimote tornou essa experiência ainda mais incrível. Uma jogabilidade sólida, muitos enigmas, além de planetas para desbravar, são apenas alguns dos ingredientes dessa receita, que concebeu um pacote completo denominado Metroid Prime Trilogy (Wii). Os fãs aguardam ansiosos por mais detalhes do quarto jogo da série anunciado na E3 2017.



Age of Empires (Multi)

Havia uma época em que jogos de estratégia dominavam os computadores. Foi nesse cenário que Age of Empires se consagrou, trazendo verdadeiras reconstituições de batalhas históricas para a tela do PC. Fazendo as vezes de rei, administrávamos a extração de recursos para construir academias de soldados, ou colônias de trabalhadores, e assim, operar a expansão dos impérios. Difícil esquecer os pastores encarregados de converter soldados das tropas inimigas e seus dizeres “wololo”. E sejamos honestos: muitos aprenderam mais sobre História jogando AoE do que na escola.



Mass Effect (Multi)

Uma “boa ficção científica” é pouco para definir esse jogo. Em Mass Effect foi idealizada uma genuína ópera espacial digna de cinema. No controle do (a) comandante Shepard e mais dois companheiros, éramos lançados numa jornada em que toda decisão tinha importância e poderia mudar o rumo da aventura. Os pontos fortes da saga eram seu roteiro original e envolvente, além da riqueza do universo - com a reprodução de tecnologias avançadas, até a criação de raças inteiras. Não à toa, o desfecho da trilogia causou grande alvoroço envolvendo o final polêmico.



Crash Bandicoot (PS1/PS4)

Marcado pela dificuldade, os jogos desse marsupial fizeram parte da infância de muita gente. O personagem Crash foi considerado mascote do Playstation durante muito tempo, tamanho seu sucesso. Batendo de frente com Super Mario 64, os jogos alcançaram um nível de popularidade enorme, tanto que originaram na época, um bom game de corrida. A fase em que uma esfera gigante persegue o personagem - fazendo referência ao filme Indiana Jones - é uma lembrança viva na memória dos fãs. Recentemente, a trilogia recebeu um remake refinado, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy (PS4), e para alegria geral, foi anunciado um port para XBO, PC e Switch.



Diablo (Multi)

Esse RPG de ação, que teve origem nos tempos longínquos do Windows 95 e se estendeu até a geração atual, é um grande exemplo de como a Blizzard trata com requinte suas franquias. Tudo começava com acontecimentos macabros ocorridos no santuário do vilarejo de Tristram. A utilização de mapas randômicos fazia, por exemplo, com que a ordem dos inimigos e o encontro de itens/equipamentos fosse variada, permitindo que cada jogador tivesse uma experiência única. Tudo isso, combinado com a opção de escolher dentre classes distintas de personagens (magos, amazonas, paladinos, etc.), fez da série um fenômeno, servindo de base para outros tantos títulos.



Batman - Série Arkham (Multi)

Houve muitas tentativas de adaptar os quadrinhos do Homem-Morcego para os videogames, mas nenhuma foi tão fiel e rica quanto a série desenvolvida pela equipe da Rocksteady Studios. Aqui encarnamos um Batman investigador, dotado de habilidades de infiltração, e também “porradeiro”, com capacidade de surrar uma gangue inteira em instantes. Exploração, combos, desafios e muitas “bat-bugigangas” tornaram essa série premiada (desconsiderando o mediano Arkham Origins, produzido por outra desenvolvedora), digna de um patamar que talvez nenhum outro game de super-herói tenha alcançado.



Donkey Kong Country (SNES)

O vilão Donkey Kong que sequestrava a donzela Pauline, no clássico de arcade, ficou no passado. O que temos agora é a família Kong reunida para resgatar suas bananas. Não há outra palavra que defina melhor esses jogos do que sucesso! Os três games lançados para Super Nintendo figuram no topo dos jogos mais vendidos para o console. Uma tecnologia inovadora de modelagem 3D trouxe os carismáticos primatas para uma aventura em um jogo de plataforma desafiador e cheio de segredos espalhados pelos mundos. A trilha sonora destes jogos merece um artigo próprio. Desde a viciante e empolgante música introdutória, à depressiva música que permeia as fases subaquáticas, o trabalho é primoroso.



God of War (PS2/PS3)

O destemido Kratos destroçou a mitologia grega em busca de sua vingança. Bebendo de fontes como Prince of Persia, o jogo do deus da guerra nos mostrou o quão intenso um combate poderia ser e inspirou inúmeros outros títulos de ação. A brutalidade do guerreiro espartano pegou os jogadores em cheio, elevando-o ao status de ícone da cultura pop, o que lhe rendeu, inclusive, uma participação em Mortal Kombat. A capacidade dos consoles Playstation foi levada ao máximo para nos ensinar que arrancar olhos de titãs, desafiar as entidades do Olimpo ou dizimar medusas, era muito divertido mas nada fácil. Buscando novos horizontes para a franquia, recentemente foi lançado um novo jogo, uma espécie de reboot, dessa vez baseado na mitologia nórdica.



Menções Honrosas:

  • Warcraft (PC)
  • Little Big Planet (PS3)
  • Ninja Gaiden (NES)
  • Dead Space (Multi)
  • Final Fight (Multi)
  • The Witcher (Multi)


Há muitas trilogias espalhadas por aí, o que torna quase impossível a tarefa de contemplar todas. Deixe nos comentários sua opinião e aproveite para falar do trio de jogos que reproduziram uma aventura inesquecível para você.

Revisão: Link Beoulve

Thiago Batista escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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