Os jogos de Sword Art Online no universo canônico de Reki Kawahara

O universo expandido de Sword Art Online nos games e seu diálogo com a light novel e o anime.

A adaptação de animes para os jogos eletrônicos acontece há muitos anos, porém foi na nova geração que títulos deste gênero têm se destacado com mais propriedade na indústria de jogos eletrônicos. Possuidores de uma imensa base de fãs, esses games agradam a comunidade otaku e fandoms de diferentes sagas dos mangás e animes. Embora a maioria desses jogos seja uma releitura de histórias já contadas, os games do universo de ficção científica de Sword Art Online se destacam por serem uma expansão da história original do escritor japonês Reki Kawahara.

Sincronização total com Aincrad

O primeiro jogo de Sword Art Online publicado pela Bandai Namco foi Sword Art Online: Infinity Moment (PSP), da Aquria. O RPG se localiza no primeiro arco da light novel de Reki Kawahara e na primeira metade da primeira temporada do anime da Tokyo MX. Na história alternativa, um defeito no sistema de Sword Art Online faz com que Kirito e seus amigos permaneçam presos dentro do jogo, apesar de já haverem derrotado Heathcliff.

Com a permanência dentro do jogo, Kirito e os outros jogadores são obrigados a batalhar para chegar até o último andar do castelo flutuante de Aincrad, o centésimo andar, e vencer o chefe final. No enredo original, Kirito e seus amigos são libertados do jogo após vencerem o vilão da trama no 75º andar.


Além da mudança no desfecho do primeiro arco, Sword Art Online: Infinity Moment também antecipa a aparição de personagens de outros arcos e novas temporadas do anime, como Leafa e Sinon. O jogo foi um sucesso no Japão e recebeu um remake com lançamento mundial, o RPG Sword Art Online: Hollow Fragment (PSVita/PS4) em 2014.

Voando por Alfheim e o retorno a Aincrad modificada

Sword Art Online: Lost Song (PS3/PSVita/PS4), da Artdink, foi a primeira incursão dos jogos no arco Fairy Dance, em que Kirito entra no VRMMORPG Alfheim Online para libertar Asuna do NerveGear. A trama que complementa a segunda parte da primeira temporada do anime aborda a aventura de Kirito e seu grupo de amigos em Svart Alfheim, nova área de Alfheim Online localizada ao redor da World Tree, onde Asuna está presa.


Pela primeira vez nos jogos da série, o jogador podia comandar outros personagens de Sword Art Online além de Kirito, bem como criar seu próprio personagem original para se aventurar pelo mundo mágico de Alfheim. O título também foi responsável pela inclusão de cinemáticas no estilo visual novel.

Além dos jogos complementarem o enredo da light novel e o anime, o contrário também pode ser dito. Por exemplo, o RPG Sword Art Online: Hollow Realization (PSVita/PS4/PC), da Aquria, traz uma trama em volta de Sword Art: Origin, uma nova versão do VRMMORPG Sword Art Online, desenvolvido com a intenção de pesquisa e desenvolvimento.


O enredo do quarto jogo é muito próximo da história do mais recente filme de Sword Art Online, a animação Sword Art Online: Ordinal Scale (Tomohiko Itô, 2017), que inclusive faz menção aos eventos ocorridos em Sword Art: Origin. O longa-metragem em estilo anime faz uma ponta com o jogo e cria uma nova história a partir dos embates morais e tecnológicos debatidos em Sword Art Online: Hollow Realization, mas que ganham uma nova roupagem com o jogo de realidade aumentada Ordinal Scale e seu novo dispositivo, o Augma.

Sobrevivendo às ruínas de Gun Gale Online

Após um longo tempo entre espadas e magias, em 2018 a franquia da Bandai Namco adentrou o arco bélico de Phantom Bullet, primeira parte da segunda temporada do anime. O RPG Sword Art Online: Fatal Bullet (Multi), da DIMPS, traz uma história alternativa aos eventos canônicos da light novel e do anime, no qual o personagem criado pelo próprio jogador tem participação fundamental no desfecho da nova trama que envolve as novas unidades de inteligência artificial ArFA-sys.


Além dos títulos da história principal de Sword Art Online, a franquia também teve lançamentos mobile e para navegador, bem como até um crossover com o universo de outra light novel de Reki Kawahara, o hack and slash Accel World VS. Sword Art (PS4/PC), da Artdink. Através da dinâmica de finais alternativos, criação de personagens originais, bem como o envolvimento do próprio autor da série no roteiro dos jogos, Sword Art Online tem agradado os fãs a cada dia mais e se tornando uma das grandes franquias de jogos baseados em animes da Bandai Namco.

Revisão: Luigi Santana
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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