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Análise: Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho (PC) é um elegante 8-bits futurista

Arcade para navegador faz um excelente trabalho divulgando o filme distópico Maze Runner: A Cura Mortal, que relembra os principais lançamentos da segunda geração de consoles.

A trilogia cinematográfica de ficção científica Maze Runner chega ao seu final com a estreia do terceiro e último longa-metragem Maze Runner: A Cura Mortal (Wes Ball, 2018) nesta quinta-feira, 25 de janeiro, em todos os cinemas do Brasil. Para manter os fãs no hype da produção, a 20th Century Fox lançou o arcade de navegador Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho (PC), um jogo belo por sua simplicidade e nostalgia.

O futuro em 8-bits

Diferente dos runners Maze Runner: Correr ou Morrer (Android/iOS) e Maze Runner: Prova de Fogo (Android/iOS), ambos da PikPok, o estúdio cinematográfico 20th Century Fox decidiu adotar uma nova forma de marketing para o último filme da trilogia: um arcade gratuito, e sem microtransações, para navegador baseado em Maze Runner: A Cura Mortal.

Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho toma lugar em um dos acontecimentos mais esperados do filme: o resgate de Minho. O jogo não entrega spoilers da última sequência cinematográfica e ainda acrescenta à experiência dos fãs. No game, o jogador é o protagonista Thomas e precisa percorrer as oito seções do Labirinto da organização CRUEL em busca do amigo raptado.


O arcade de labirinto Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho possui a mesma mecânica do icônico Pac-Man (Multi), da Namco, lançado originalmente em 1980 para fliperamas. No comando de Thomas, o jogador deve percorrer toda a área dos labirintos enquanto foge dos Verdugos, os monstros criados pela CRUEL. Como no filme, o Labirinto muda periodicamente a posição de suas paredes, dando um nível maior de desafio.

E não é apenas na mecânica que o game rememora os arcades, o gráfico de Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho é um belíssimo 8-bits. Tanto no gameplay como nos menus, o jogo esbanja a encantadora arte dos games das décadas de 1970 e 1980. O arcade também é composto por imagens promocionais do elenco de Maze Runner: A Cura Mortal em 8-bits, contribuindo ainda mais à estética retrô do jogo.


De jogo da memória a Pong

Além das corridas pelos labirintos da campanha, Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho conta com minigames regados a clássicos do cenário dos jogos eletrônicos do passado. Alguns dos gêneros de minigames disponíveis são quebra-cabeça de imagens, infinite jumps, don't touch the wall e o histórico jogo de tênis Pong.

Os minigames não são obrigatórios para avanço das fases, mas servem como bônus de pontuação para aqueles que se aventurarem nestes desafios. Em Griever Dash, o jogador deve correr para não ser devorado por um verdugo; Copy Sequence se trata de gravar as sequências de luzes piscando; o rosto de Thomas precisa ser montado em Solve the Puzzle; e em Smash the Wall, o gamer deve usar a bola para quebrar as paredes do Labirinto e encontrar uma saída.


A trilha sonora é simples e eficaz em sua função. Composta por batidas eletrônicas em loop, o som é um velho conhecido de jogos da década de 1980, acrescentando à atmosfera antiga que o game transmite.

As falhas de Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho ficam por conta do atraso de resposta aos comandos de corrida. Um problema que, na maioria das vezes, faz o personagem ser pego pelos labirintos ou devorado pelos verdugos. Outro grave defeito é o bug que faz o protagonista simplesmente desaparecer/morrer no meio das corridas, gerando perda de vidas e atrapalhando o progresso do game. Além disso, o arcade não oferece uma conclusão para seu enredo. Ao finalizar o jogo, apenas uma tela de congratulações aparece, ao invés de um desfecho para os personagens.


Resgatando clássicos

Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho é um game sem grandes pretensões, mas que proporciona uma experiência nostálgica e enriquecedora de jogos clássicos do passado. O game é um presente divertido para os fãs de Maze Runner e uma viagem no tempo até a história dos games.

Prós

  • Arte 8-bits;
  • Arcade de labirinto clássico ao estilo Pac-Man;
  • Bom nível de desafio;
  • Centra-se em um evento já esperado pelos fãs de Maze Runner sem dar spoilers;
  • Completamente gratuito (sem microtransações);
  • Marketing divertido de Maze Runner: A Cura Mortal;
  • Minigames que retomam jogos icônicos da década de 1970 e 1980.

Contras

  • Bug de desaparecimento do personagem;
  • Comandos com atraso de resposta;
  • Falta de conclusão da história.
Maze Runner: The Death Cure - Rescue Minho — PC — Nota: 8.0
Revisão: Ana Krishna Peixoto
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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