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Análise: Bridge Constructor Portal (PC): construindo pontes pela ciência

Crossover rende um ótimo jogo de pontes usando mecânicas famosas da série Portal com bons desafios.

A série Bridge Constructor conta com alguns jogos em sua lista mas, como o nome entrega, sempre se ateve a um único ponto: construir pontes. O diferencial neste novo título desenvolvido pela ClockStone é a mistura com o universo de Portal, que traz um pouco do humor e bastante das mecânicas vistas no clássico da Valve.



A proposta do jogo é a mesma de seus antecessores: o jogador deve construir uma estrutura que permita que um carro saia do ponto A e chegue ao ponto B. Vale dizer que você não terá que fazer portais com uma arma para abrir caminho, mas sim usar aqueles que já estão no mapa para chegar ao objetivo.

Também estão presentes os “companion cubes”, turretas, lasers e as geleias azul e laranja. Cada elemento é introduzido gradativamente no jogo ao longo dos 60 estágios. Se no começo as coisas são tranquilas, prepare-se para quebrar muito a cabeça para resolver os mapas mais avançados — lá pelo 30 a situação começa a complicar.

Para fazer as benditas pontes contamos só com dois tipos de materiais: barras de aço e cordões de aço. As barras serão a estrutura das pontes em si, enquanto os cordões servem mais para dar firmeza a alguns pontos e já explico como isso importa aqui. Antes vale mencionar que os mapas têm pontos fixos de encaixe, que servem como base para a construção. Você não precisa necessariamente usar todos, mas usá-los é fundamental.



Cada mapa tem dois objetivos: atravessar um único carro, que já é suficiente para avançar no jogo, e atravessar um comboio, que muda de tamanho de acordo com o estágio. E aqui entra uma das sacadas de Bridge Constructor Portal, pois nem sempre a estrutura que serviu para o carro solo será suficiente para o comboio.

Sendo um jogo no qual a física é muito importante, cada peça tem um limite de peso ao qual consegue sustentar, da mesma forma que qualquer impacto irá gerar um movimento na ponte. Por exemplo, em um comboio o percurso pode funcionar bem para o primeiro carro mas o balanço do primeiro impacto irá afetar o caminho do segundo veículo, que pode acabar capotando, causando um acidente e destruindo tudo.

Aquela referência...
O jogo não limita o tamanho da sua construção através de dinheiro ou número de usos, então o céu é o limite para suas criações, desde que elas funcionem, evidentemente. Outros jogos da série trazem diferentes materiais e talvez isso pudesse ser aplicado aqui também, mas não é algo que chega a incomodar. Vale mencionar também que o game só possui o modo principal com as 60 missões, sem modos alternativos.

Um problema que ocorreu com certa frequência foi um bug que trava a roda de um carro em uma barra de metal, fazendo o mesmo travar. Certas vezes só recomeçar o teste resolvia o problema, mas por outras tive que sair da missão e recomeça-lá. Ao menos o jogo salva automaticamente suas construções.


Fica, vai ter bolo!

Bridge Constructor Portal é uma excelente adição a série, trazendo elementos bem diferentes aos quais a franquia já estava habituada. E poder voltar a esse mundo de Portal sempre é bom, inclusive rever aquela simpatia em pessoa chamada GlaDOS. A dificuldade aumenta de forma progressiva, tornando o jogo uma aventura bem desafiadora.

Um último lembrete: no momento o jogo está disponível somente para PCs mas ele deverá chegar aos três consoles da geração atual ainda esse ano, de acordo com a desenvolvedora.

Prós

  • Boa progressão do desafio;
  • Número satisfatório de missões;
  • Ótima junção com as mecânicas de Portal.

Contras

  • Bug das rodas que travam o carro;
  • Poderia ter mais materiais de construção.

Bridge Constructor Portal  — Nota: 8.0

Revisão: Luigi Santana

Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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