Top 10

Os dez lutadores mais inusitados que apareceram como personagens em jogos de luta

Quando os Vingadores não dão conta de derrotar Thanos, é melhor chamar alguém de outra franquia.


As obras de ficção, sejam os seriados, a literatura, o cinema e até mesmo os games, são responsáveis por atiçar a nossa imaginação com suas histórias completamente improváveis de acontecer na vida real. Ainda assim, nós nos apegamos a elas e aos personagens que as conduzem, que acabam por participar cada vez mais do nosso imaginário. Quando somos bombardeados por diversas obras, nossas mentes são estimuladas  e passamos a imaginar hipóteses do que aconteceria se um personagem fosse introduzido em outros universos, os famosos What If.


Por sorte, o dinheiro fala alto, e vendo que essa é uma ideia que vende, a indústria cultural logo tratou de arregaçar suas mangas e fazer isso acontecer. Com os videogames, não foi diferente, servindo para promover os mais inusitados e incomuns encontros entre personagens e finalmente pudemos verificar nossas hipóteses a respeito de como tais encontros acabariam se encaminhando. A seguir, uma lista dos personagens visitantes mais inusitados dos jogos de luta.


10 - X-Men: Children of the Atom apresenta Akuma

Akuma é um personagem misterioso que teve sua primeira aparição como um personagem secreto em Super Street Fighter II Turbo. Um ano depois, de forma completamente gratuita, ele foi introduzido sem história ou sequer motivo que seja em X-Men: Children of the Atom. Essa inclusão aleatória foi responsável por atiçar a imaginação dos produtores e acabou levando para a produção de X-Men Vs. Street Fighter, o primeiro jogo da meta-série Vs. que conta com Marvel Vs. Capcom em sua composição. Dessa maneira, se Marvel Vs. Capcom: Infinite existe hoje e se mostra como a bomba que é, a culpa é do Akuma.


9 - SoulCalibur II apresenta Link

A série acabou criando um histórico bacana de participações especiais, como é o caso do Ezio em SoulCalibur V e da dobradinha Darth Vader e Mestre Yoda no quarto título. A aparição de Link, no entanto, é a mais fascinante porque ela vem de uma época em que a Nintendo, acredite se quiser, era muito mais fechada em relação a permitir a utilização de sua propriedade intelectual do que é hoje. O Herói do Tempo foi o responsável individual por fazer com que o título tivesse a versão de Gamecube como a mais vendida em relação aos consoles concorrentes, o que é irônico, visto que foi a última iteração da série principal num console da Nintendo. É interessante ver  como a Bandai Namco não sabe o que é gratidão.


8 - Fatal Fury Special apresenta Ryo Sakazaki

É notável a capacidade da SNK em fazer  uma salada com absolutamente todas as suas franquias e criar  uma espécie de universo expandido antes mesmo da Marvel sequer pensar em abrir um estúdio para as próprias produções. Assim como The King of Fighters é encarado como o primeiro crossover entre franquias, o primeiro guest character também é datado como responsabilidade da empresa ao introduzir Ryo Sakazaki, de Art of Fighting em Fatal Fury Special. Apesar de não ser jogável, tal participação acabou sendo importante por pré-datar todas as subsequentes até que tal hábito se tornasse corriqueiro na indústria.


7 - KOF Maximum Impact Regulation “A” apresenta Makoto Mizoguchi

The King of Fighters é conhecido por ser o primeiro crossover entre as séries da SNK, então não é surpresa ver o embate entre dois lutadores de franquias diferentes. A questão é: e se trouxermos um personagem que não é da SNK para o recreio? Foi o que aconteceu com Makoto Mizoguchi ao aparecer em KOF Maximum Impact Regulation “A” (Arcade/PS2), lançado em 2007, originário da longínqua série Fighter’s History desenvolvida pela Data East Corporation (a DECO), cuja falência foi decretada em 2003.

6 - Super Smash Bros. Brawl apresenta Sonic

A questão do Sonic aparecendo no Smash foi suficiente para minimizar absolutamente todos os outros personagens third party no crossover inicialmente entre personagens da Nintendo. Por mais que seja surpreendente que o Cloud tenha participado das versões do jogo para Wii U e 3DS, toda a mitologia a respeito do embate entre Mario e Sonic como os principais soldados do suposto conflito entre Nintendo e Sega nos anos 90 teve finalmente um tratado de paz oficializado após  alguns anos de convivência amigável entre as empresas.

5 - Marvel Super Heroes apresenta Anita

Apesar de não ser nem jogável na série Darkstalkers, de onde é originária, Anita apareceu  como lutadora secreta em Marvel Super Heroes (Arcade/PlayStation/Saturn). A graça de sua aparição é que ela não demandou lá muito trabalho por parte da Capcom em sua programação, visto que suas animações eram poucas e seus ataques se resumiam na invocação de personagens de sua série de origem mais o Akuma, que estranhamente não tinha função alguma.

4 - Cartoon Network: Punch Time Explosion apresenta Capitão Planeta

Considerando o sucesso que é Super Smash Bros, logo surgiram vários clones de jogabilidade e conceito inspirados, como é o caso de Teenage Mutant Ninja Turtles: Smash-Up (PS2/WII) e PlayStation All-Stars Battle Royale. O Cartoon Network não ficou de fora e montou sua própria festa ao reunir seus principais personagens em um único jogo. Um dos nomes mais interessantes do título acaba por ser o do Capitão Planeta, não apenas pelo fato de que ele não é uma produção original do Cartoon Network, mas também porque ele sequer foi exibido originalmente no CN. A ideia do título como um todo era bem legal, pena que passou longe de ser um bom jogo.

3 - Killer Instinct apresenta Rash

Qual foi o único acerto da Microsoft em relação à Rare desde sua aquisição em 2002? Facilmente é a inclusão de Rash, do Battletoads, em Killer Instinct (XBO). Sua transição para a modernidade foi análoga ao que fizeram nas iterações mais recentes das Tartarugas Ninja no cinema, com um visual mais realista e mutante, além de terem conseguido transpassar toda a personalidade e intensidade do material original no gameplay do Sapão.

2 - Street Fighter X Tekken apresenta Mega Man

O Mega Man já é naturalmente esquecido e rechaçado pela própria Capcom. Como se isso não bastasse, a inclusão do simpático robozinho no título foi elevada a nível de piada ao introduzirem a sua forma de nerd granudo fazendo cosplay de baixo orçamento em Street Fighter X Tekken, inspirada na infame capa americana do primeiro jogo do Mega. Não sei quem foi o pior, se é o Inafune, responsável pela ideia, ou a própria Capcom, que acatou essa idiotice. Parabéns por simplesmente destruir uma IP, Capcom. Dando aula de como aproveitar as próprias propriedades.

1 - Figthters Megamix apresenta Hornet

Fighters Megamix é um crossover da Sega que unia o elenco dos jogos Virtua Fighter 2 e Fighting Vipers. Lançado para o Saturn e para um obscuro portátil chamado Game.com, o título tem como personagem secreto jogável um Hornet característico provindo do Daytona USA. De uma maneira bizarra, ele utiliza as rodas dianteiras  como se fossem braços que socam o oponente e fica em pé ao se sustentar nas rodas traseiras. Ao apanhar, a lataria externa se solta como se fosse uma roupa, revelando seu motor.

Colaboração: Nelson Toretti Junior
Revisão: João Paulo Benevides
João Pedro Boaventura é jornalista formado pelo Mackenzie e está quase terminando sua pós-graduação para poder ser chamado de especialista em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa). Aficionado por conceitos teóricos, não vai perder uma oportunidade de usá-los para delimitar se algo é ou não um jogo. Se você realmente gosta das groselhas que ele escreve, pode ler mais um pouco de suas asneiras em seu blog particular, onde utiliza suas presas para destilar seu veneno e não deixar o ódio dentro de si morrer.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook