Os jogos preferidos de 2017 — Vinícius Veloso

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.



O ano de 2017 foi agraciado com uma quantidade extremamente interessante de ótimos lançamentos. Com tantos títulos de qualidade excelente, ficou até difícil conseguir acompanhar todas as novidades. Acredito que, nos últimos 12 meses, a lista de games que experimentei cresceu na mesma velocidade da relação de jogos que pretendo conhecer a fundo no futuro.


Fica até complicado escolher somente 10 de meus jogos preferidos de 2017, pois sei que cometerei alguma injustiça. Mas, como gosto de um bom desafio, não hesitei quando me convidaram para participar dessa série especial de final de ano. Deixando a conversa-fiada de lado, estas são as melhores experiências que tive com os videogames neste ano que está chegando ao final (a lista não segue nenhuma ordem específica):

10 — Resident Evil 7 biohazard (Multi)

Durante todo o período de desenvolvimento do sétimo episódio de Resident Evil, não acompanhei as notícias com muito entusiasmo. Sempre fui fã da série, mas andava completamente desanimado com os caminhos seguidos pelos jogos mais recentes. Apesar de tudo, dei uma chance ao game e fui surpreendido positivamente. Resident Evil 7 biohazard é um novo começo para franquia, conseguindo mesclar elementos clássicos com mecânicas que fizeram sucesso em outros títulos do gênero survival horror.

Mesmo sem utilizar a tecnologia VR, a câmera em primeira pessoa colabora demais para criar um clima tenso durante toda a jogatina. O jogo me proporcionou a experiência mais tensa que já vivenciei com videogames até hoje. Por ter sido capaz de reinventar de maneira primorosa uma série com mais de 20 anos, Resident Evil 7 biohazard merece um lugar entre os grandes destaques de 2017.

09 — Mario + Rabbids Kingdom Battle (Switch)

Não tenho interesse nenhum nos coelhos da Ubisoft, e o gênero RPG tático jamais figurou entre meus favoritos. Só resolvi dar uma chance, logo no lançamento, para Mario + Rabbids Kingdom Battle devido à presença do bigodudo. E o jogo me caiu como uma surpresa bastante positiva! Com cenários detalhados e batalhas intensas, o crossover sabe aproveitar muito bem as características de cada personagem.

Mais do que as dezenas de horas que o título me divertiu, Mario + Rabbids Kingdom Battle foi capaz de me fazer sentir vontade de experimentar outros jogos do mesmo gênero. A parceria entre Ubisoft e Nintendo cumpre muito bem o papel de ser porta de entrada para o mundo do RPG tático.

08 — Injustice 2 (Multi)

Em um ano que tivemos uma gangorra nos games de luta, com alguns muito bons e outros deixando a desejar, Injustice 2 foi o título que mais se destacou. O jogo conseguiu manter as qualidades de seu antecessor e trazer melhorias nos controles, cenários e opções de personagens. Até mesmo os lutadores oferecidos por DLC merecem elogio por fugirem do lugar comum, afinal, quem poderia imaginar uma batalha entre Mulher Maravilha contra as Tartarugas Ninja?

Mas, sem dúvidas, o ponto alto é o modo história. Bem que os diretores e roteiristas que trabalham com a DC no cinema poderiam fazer um pequeno estágio com os profissionais da NetherRealm Studios.

07 — Crash Bandicoot N'Sane Trilogy (PS4)

Apesar de ser um remake, existem diferentes motivos que posso mencionar para justificar a presença de Crash Bandicoot N'Sane Trilogy entre os meus favoritos de 2017. A primeira razão é ter feito renascer um dos personagens mais queridos da última década. Depois de todo o sucesso conquistado pela trilogia, eu apostaria todas minhas fichas que o marsupial deverá estrelar um novo jogo muito em breve.

A coletânea também deve ser considerada exemplo para todos que desejam produzir remakes. Visualmente impecável e com jogabilidade levemente mais difícil do que o original, Crash Bandicoot N'Sane Trilogy é um tiro certeiro na nostalgia.

06 — A Hat in Time (Multi)

O ano de 2017 foi bastante interessante para os fãs do gênero plataforma. Além de Mario, Sonic e Crash, tivemos o lançamento de Yooka-Laylee. Quem diria que, entre tantos gigantes, um título indie conseguiria conquistar tamanho destaque. A Hat in Time segue os ensinamentos de clássicos, como Super Mario 64 e Banjo-Kazooie, além de trazer novas ideias para as aventuras em 3D.

O principal diferencial do game é conseguir fazer o jogador retornar diversas vezes ao mesmo mundo em busca de colecionáveis, de uma maneira que a experiência não fique repetitiva. Para isso, são alteradas as características e desafios das fases em função do objetivo principal a ser concluído.

05 — F1 2017 (Multi)

Em um ano que tivemos poucos jogos de corrida recebendo boas avaliações, o simulador da categoria mais nobre do automobilismo mundial conquista o lugar no topo do pódio sem muito esforço. Mantendo a qualidade gráfica impressionante, que já virou característica da série, e trazendo novidades, como o modo com carros clássicos, o título atrai até mesmo aqueles jogadores que não têm grande interesse pela modalidade.

Em F1 2017, o modo carreira está bem mais completo e interessante. Além disso, a jogabilidade pode ser ajustada em função de seu nível de experiência. Já que no ano que vem não teremos brasileiros no grid, essa é a única chance de vermos a bandeira verde e amarela tremulando no pódio.

04 — Juanito Arcade Mayhem (PC)

Estamos vivendo uma avalanche de nostalgia e, no meio desse tsunami, há vários títulos que tentam ser retrô e acabam falhando. O maior exemplo de como o sentimento de saudades do passado pode ser aproveitado é Cuphead, mas ainda não tive a oportunidade de experimentar o destaque indie do ano. Seguindo nessa mesma linha, mas sendo bem menos badalado, Juanito Arcade Mayhem é um game que merece atenção.

Visualmente bastante atraente e com dificuldade crescente, o jogo segue o estilo do clássico Space Invaders e traz uma coleção incontável de easter eggs. Tão divertida quanto a própria jogatina é a caça as referências que pipocam nos cenários a todo o momento.

03 — Horizon Zero Dawn (PS4)

O grande destaque do PlayStation 4 em 2017 foi Horizon Zero Dawn. A jornada de Aloy acabou sendo ofuscada por ter sido lançada quase que ao mesmo tempo de Breath of the Wild e, mesmo sendo games bastante diferentes, as comparações foram inevitáveis. O exclusivo do PS4 é focado na gestão de recursos e elaboração de táticas para derrubar as máquinas gigantes.

É possível passar meia hora atirando flechas simples para derrubar um inimigo gigantesco ou derrotá-lo em menos de cinco minutos utilizando os equipamentos adequados. Outro ponto forte é a história, que apesar de ser bastante complexa, não deixa de ser extremamente interessante e envolvente. Quanto mais eu avançava no game, mais vontade tinha de continuar para conseguir compreender as transformações que mudaram o mundo como o conhecemos atualmente.

02 — Super Mario Odyssey (Switch)

Desde seu primeiro trailer, Super Mario Odyssey já conseguiu me conquistar. É incrível como a Nintendo consegue inovar, mesmo seguindo a fórmula básica de partir ao resgate da sequestrada princesa Peach. Desta vez, a grande novidade é a possibilidade de controlar inimigos e outros personagens espalhados pelo cenário.

Mesmo apresentando pequenas falhas, como o excesso de Power Moons espalhadas pelos cenários, essa aventura do bigodudo figura entre minhas favoritas. Esse foi o primeiro grande game que justificou o investimento no Switch durante o primeiro ano de vida do console híbrido.

01 — The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U/Switch)

A minha experiência mais profunda com videogames em 2017 foi com Breath of the Wild. The Legend of Zelda é minha franquia favorita e observar como o universo da série foi reconstruído dentro do enorme mundo aberto é simplesmente fascinante. Além disso, a Nintendo deu uma verdadeira aula de como o “mundo aberto” realmente deve ser, simulando quase que perfeitamente a vida real. Independentemente das ações do jogador, os animais e humanos espalhados por Hyrule continuam a tocar sua rotina normalmente.

Além disso, o jogo recompensa a curiosidade do jogador. Escalar uma montanha que, aparentemente, não esconde nada demais, pode resultar em uma descoberta simplesmente surpreendente. Mesmo após mais de 100 horas de jogo, ainda existirão centenas de surpresas aguardando para serem encontradas. Por ser uma experiência tão completa e rica, The Legend of Zelda: Breath of the Wild não é somente um dos melhores de 2017, mas sim um dos mais importantes de toda a história.

E vocês, caros leitores? Quais os títulos que mais te marcaram em 2017?
Revisão: Bruno Alves
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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