Os jogos favoritos de 2017 — Karen K. Kremer

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Meus jogos favoritos deste ano mesclam diversos gêneros além da minha amada distopia, sempre presente entre meus games mais jogados. O pós-apocalíptico Maze Runner: A Cura Mortal (Wes Ball, 2018) chega em janeiro do ano que vem! Então me preparei para o final da trilogia cinematográfica adaptada da minha saga de livros favorita com muita ficção científica, sejam títulos novos ou velhos conhecidos. Contudo, para esse especial separei os lançamentos de 2017 que mais me agradaram. Ao longo destes 12 meses fui de jogos de luta até o cyberpunk, com paradas em corridas, terror e exploração. Assim sendo, esta é a minha lista de jogos favoritos de 2017.

10) Tekken 7 (Multi), da Bandai Namco

Sou apaixonada por jogos de luta, influenciada por ser um fangirl de animes, mangás e tokusatsus. Eis que oito anos depois do último título da série principal... chega Tekken 7! Minha alegria com a volta da série só não é maior do que a recente e maravilhosa notícia do retorno de Soul Calibur! Meu game de luta favorito! Tekken 7 está lindo graficamente e conta com uma história impactante e envolvente dos personagens icônicos da franquia. O jogo traz lutadores dos títulos anteriores e novas mecânicas de combate que deixam tudo muito frenético.


9) Don't Knock Twice (Multi), da Wales Interactive

Baseado no filme de terror Don't Knock Twice (Caradog W. James, 2016), o survival horror de mesmo nome da produtora indie britânica Wales Interactive traz uma experiência horripilante sobre uma lenda urbana que ganha vida enquanto uma mãe tenta se reconectar com sua filha adolescente. Conhecida por seus filmes interativos, admiro muito o trabalho do estúdio e em 2017 ele apostou em um game sem o apelo cinematográfico do live action, mas que reprisa a atmosfera assustadora do filme nos colocando na pele de Jess, a mãe que precisa, desesperadamente, descobrir uma maneira de salvar sua filha de uma bruxa que veio para buscá-la.


8) This War of Mine: Stories - Father's Promise (Multi), da 11 bit studios

This War of Mine: Stories - Father's Promise é um DLC do jogo de sobrevivência This War of Mine (Multi), da 11 bit studios, porém sua história é digna de um game completo. O novo conteúdo do jogo de plataforma traz o conto de um pai e sua filha tentando levar uma vida normal em meio ao caos e a violência da guerra. This War of Mine: Stories - Father's Promise enriquece ainda mais a trama dramática do jogo principal com momentos para torcer, chorar e refletir, bem como acrescenta novidades de mecânica como busca por pistas e diálogos.


7) Stranger Things: The Game (Android/iOS), da Bonus Xp

Esse jogo de ação e aventura com estilo pixel art chegou quietinho, lançado como uma propaganda para a segunda temporada da série sobrenatural Stranger Things (Matt Duffer, Ross Duffer, 2016), mas, no fim, o game ambientado nos anos de 1980 é tão bom quanto a própria série. Stranger Things: The Game coloca o jogador no comando de vários personagens principais da série — como xerife Hopper, Nancy, Mike, Eleven, entre outros — à medida que exploramos locais como a floresta Mirkwood e o Mundo Invertido. O título também utiliza as mesmas transições de capítulos da série, tornando Stranger Things: The Game uma adaptação fiel a obra televisiva.


6) Darkwood (PC), da Acid Wizard Studio

Darkwood é um survival horror na perspectiva top-down que torna a exploração uma forma para sobreviver aos horrores da noite. O título se passa em um mundo aberto dentro de uma floresta sinistra, repleta de criaturas apavorantes e moradores desconhecidos. Em Darkwood, procurar por itens e comida é vital para combater o mal que espreita em cada canto do cenário, bem como para interagir com outros habitantes da região. Além da imersão proporcionada pelo ambiente, o jogo ainda permite escolhas e destinos diferentes para personagens e o próprio protagonista.


5) The House of Da Vinci (PC), da Blue Brain Games

Você é o aprendiz do inventor italiano Leonardo Da Vinci, mas quando seu mentor desaparece misteriosamente, cabe a você descobrir o que aconteceu através das pistas deixadas na casa de Da Vinci. Esse é o mote central de The House of Da Vinci, um puzzle tridimensional ambientado no período Renascentista. O jogo é um maravilhoso quebra-cabeça ao estilo escape room, no qual exploramos as invenções icônicas de Da Vinci em cenários ricos da arquitetura e tecnologia do período. Uma viagem pela história.


4) Forza Motorsport 7 (XBO/PC), da Turn 10 Studios

Títulos da franquia Forza sempre são destaques do Xbox, contudo, o simulador de corrida Forza Motorsport 7 supera tudo o que já foi feito antes. O jogo é um apanhado de tudo de bom que os games anteriores trouxeram em uma versão aprimorada. Com um catálogo de mais de setecentos veículos entre carros, caminhões, buggys e picapes; modo carreira imersivo e recompensador; mais de trinta circuitos; gráficos em fotorrealismo; e novas opções de personalização e criação de designs para veículos, Forza Motorsport 7 é o melhor game da franquia e prova mais uma vez seu valor como um dos grandes exclusivos da Microsoft.


3) What Remains of Edith Finch (Multi), da Giant Sparrow

Como seria reviver as memórias do dia da morte de um ente querido? Na aventura What Remains of Edith Finch, você é Edith, a única pessoa viva da família Finch. Seu objetivo é explorar a casa de seus familiares em busca de respostas, revivendo as circunstâncias da morte de todos seus parentes. What Remains of Edith Finch é o típico jogo que eu amo, repleto de mistério, exploração, história profunda e um cenário lindo e estranho ao mesmo tempo. Uma viagem pelos sentimentos e atitudes do ser humano através de contos melancólicos que nos fazem refletir sobre a vida.


2) Attentat 1942 (PC), da Charles University

Como pesquisadora e defensora dos jogos eletrônicos como tema de estudo no meio acadêmico, o drama interativo Attentat 1942 me encantou. Produzido pela Universidade Carolina de Praga com apoio da Academia Tcheca de Ciências, o jogo é uma reflexão sobre as consequências e marcas deixadas pela ocupação nazista na República Tcheca durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1942). O game é composto por entrevistas e relatos reais de pessoas que sobreviveram à tirania nazista. No formato de um filme interativo com elementos de gameplay com arte de história em quadrinhos, Attentat 1942 é um maravilhoso exemplo dos jogos como produtos para conscientização histórica.

1) Observer (Multi), da Bloober Team

Ano passado houve a estreia do amor da minha vida, Aidan Gillen, nos games com Quantum Break (XBO/PC), da Remedy, e este ano tivemos, nada mais e nada menos do que, o fabuloso ator britânico Rutger Hauer com seu debute no cenário dos jogos eletrônicos com o cyberpunk de terror psicológico Observer. Nada mais justo que Hauer reprise o primeiro lugar de Gillen em 2016 na lista de meus jogos favoritos. Em um ano que também trouxe de volta um dos maiores nomes do cinema cult às telonas, a sequência distópica Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve, 2017), Hauer veio com tudo em uma trama na qual ele interpreta um personagem futurista que lembra sua atuação como o vilão Roy Batty no original Blade Runner, o Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982).


Observer tem absolutamente tudo que eu posso desejar em um jogo: ficção científica, elenco hollywoodiano, história complexa, ambientação caprichada e finais alternativos. Em Observer, você é Daniel Lazarski, um detetive neural conhecido como Observador, encarregado de vasculhar a memória de seus alvos através do hackeamento dos implantes cerebrais que a população utiliza. Na Polônia de 2084, uma praga digital conhecida como Nanofagia matou e incapacitou milhões de pessoas, mergulhando a população no caos de loucura e miséria.

O jogo faz referência a grandes clássicos literários e cinematográficos da ficção científica, bem como trabalha o tema da singularidade, a linha tênue entre humanidade e robótica: estamos usando a tecnologia ou a tecnologia está nos usando? Somos escravos dos padrões de beleza e posições sociais impostos pela mídia? Com tantas perguntas intrigantes e a voz de Rutger Hauer lhe alertando, não tem como não pensar sobre nossa vida e o caminho que o mundo e as pessoas estão seguindo.

Revisão: João Pedro Boaventura
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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