Blast Test

Call of Duty WWII (Multi) — Renovando as esperanças na franquia

A pequena porção do multiplayer que experimentamos foi o suficiente para nos deixar ansiosos para jogar o novo Call of Duty em sua versão completa.

3 de novembro de 2017. Essa é a data prevista para a chegada de Call of Duty WWII (Multi) às prateleiras. Depois de duras críticas por parte dos fãs a Call of Duty Infinite Warfare (Multi), a Activision decidiu ouvir os fãs e encarregou a Sledgehammer Games a tarefa de levar a franquia de volta às raízes da série. Faltando pouco menos de três meses para seu lançamento, WWII ganhou um período de testes beta no PlayStation 4 e no Xbox One no período de 1 a 4 de setembro. Tivemos a oportunidade de participar dos testes privados e contamos para vocês agora nossas impressões sobre a mais nova iteração de Call of Duty

Aliste-se, soldado!

A primeira novidade que WWII traz é o sistema de classes. Há cinco delas: Infantry, Airborne, Armored, Mountain e Expeditionary. Diferentemente de outros games, selecionar uma classe aqui não limita seu personagem a certos tipos de armas. Todas elas compartilham os mesmos armamentos e equipamentos, dando liberdade ao jogador para escolher a arma que melhor se encaixa com seu estilo de jogo. O que fica restrito a cada uma das classes são os famosos Perks, habilidades especiais que podíamos selecionar na hora montar nosso loadout antes de partir para a guerra, como troca de armas mais rápida e respiração controlada ao mirar. Agora, os Perks são alocados nas classes e são pré-determinados de acordo com o nível de classe. Subir de nível com a classe Airborne, por exemplo, permite ao jogador pular obstáculos mais rapidamente e ter uma corrida mais veloz. Ainda que as armas não sejam restritas, cada classe possui um tipo de armamento indicado que combina mais com os Perks da mesma. A classe Mountain é focada em snipers, logo, seus Perks furtivos combinam muito bem com a atuação de um atirador de elite e seu rifle telescópico Commonwealth.



Distribuir certas habilidades especiais pelas classes força o jogador a pensar mais na necessidade do time e nos objetivos a serem alcançados nas partidas. Esse fator, aliado ao estilo do jogador e até mesmo ao design dos mapas, exige maior estratégia, indo além do famigerado comportamento “matar todo mundo”. Para vencer é preciso trabalhar em equipe e montar loadouts combinando cada classe e seus Perks com os melhores armamentos possíveis.

War Mode: a melhor novidade para Call of Duty até agora

Os testes de Call of Duty WWII trouxeram aos jogadores a oportunidade de testar os seguintes modos: Team Deathmatch, clássico mata-mata da série e um dos modos mais frequentados; Domination, que consiste na captura de áreas marcadas para obtenção de pontos; Hardpoint, cujo objetivo é assegurar uma área determinada; Kill Confirmed, em que o objetivo é coletar as plaquetas de identificação (dogtags) dos inimigos mortos; Moshpit, com rotatividade dos modos mais jogados; e o modo estreante e mais bacana de todos até agora, War.

Se você for fã da franquia, ou ao menos tiver jogado algum dos games mais recentes, reconhecerá cada modo citado acima. São figurinhas carimbadas em seus modos online. Já o modo War é uma novidade e pode vir a conquistar os jogadores. Ele consiste em um grande mapa com dois times em uma partida de Ataque vs Defesa. O mapa disponibilizado para experimentarmos esse modo, Breakdown, é dividido em quatro pequenas seções. O time de atacantes deve completar quatro objetivos para vencer a partida, enquanto o time de defensores deve impedir os atacantes e manter as posições de seu exército. Se os atacantes conquistarem o primeiro objetivo, os defensores devem recuar e planejar novas defesas para o próximo, em uma área diferente da anterior.



War é um modo dinâmico e que injeta novo vigor à franquia. Aqui, mais do que em qualquer outro modo, a atuação em conjunto é muito importante para o sucesso, e a escolha de classes e armamentos será de acordo com o objetivo a ser completado. Por exemplo: o primeiro objetivo é capturar um posto de comando, logo os atacantes precisam de armas pesadas e rápidas para um avanço agressivo; já para o segundo objetivo, que consiste em construir uma ponte, um bom par de snipers para suporte aos construtores e umas granadas de fumaça para criar cobertura são praticamente imprescindíveis e ajudam muito no sucesso da tarefa. Por ser um modo que prioriza a atuação em equipe, jogar com um grupo ou se comunicar por voz com o time pode ser a melhor experiência, mas não é a única, visto que joguei diversas partidas sozinho e consegui me divertir muito. Fica aqui a esperança de que a Sledgehammer Games saiba trazer novos mapas para esse modo com uma boa variedade de objetivos e situações, pois War é o melhor modo que joguei na franquia.

O bom e velho M1 Garand

O retorno à temática da Segunda Guerra Mundial era o que os jogadores mais pediam, e finalmente seus pedidos foram atendidos. Saem as armas de energia, jetpacks, robôs e soldados futuristas deslizando por todo lado e correndo pelas paredes. O que temos em WWII é um combate em solo, com as armas mais queridas da franquia, indo do rifle americano M1 Garand à metralhadora leve britânica Bren. Cada arma presente aqui é fielmente representada, desde os visuais aos sons dos disparos. A proximidade com a realidade torna os combates mais verossímeis, ainda que de vez em quando tenhamos jogadores pulando feito cangurus na nossa frente.



As armas podem ser equipadas com acessórios que modificam suas estatísticas, como velocidade de tiro, precisão e miras. Cada uma delas possui sua própria utilidade e, como já dito, classe recomendada para uso em conjunto. Submetralhadoras e escopetas são ótimas à curta distância, então usá-las no mapa Pointe du Hoc é uma ótima opção, pois este consiste em uma área cheia de bunkers e trincheiras apertadas; já os fuzis semi-automáticos e fuzis de precisão são excelentes à curta e média distância, tornando-os ótimas escolhas para áreas mais abertas, como no mapa Gibraltar.

Expectativas: mais de oito mil!

Sou um eterno fã da franquia Call of Duty, tendo jogado todos os games lançados até hoje para consoles, inclusive tendo de suportar a oscilação de qualidade e muitas vezes a falta dela — dos jogos mais recentes. Call of Duty WWII me fez olhar com esperança para o futuro da série desde seu lançamento, e esta versão de testes me proporcionou uma sensação de nostalgia por se parecer com os jogos mais antigos, ao mesmo tempo que mantém jogabilidade e visuais modernos. Não temos a movimentação maluca e quase vertical de Infinite Warfare, mas temos combates rápidos e fidedignos, algo que há muito não víamos em Call of Duty. Sim, existem problemas a serem polidos, mas meramente técnicos e que concernem às funcionalidades online e balanceamento de classes.

Desde o começo de minhas decepções com a série, datando de 2012 com Call of Duty Black Ops II (Multi), olho sempre com receio para o anúncio de um novo capítulo da série. Mas hoje, depois de me deliciar com a pequena porção oferecida de WWII, meu receio se torna esperança e, de certa maneira, alívio.

Revisão: Ana Krishna Peixoto

Francisco Camilo é formado em Serviço Social pela PUC-MG e até hoje não entende a verdadeira razão de ter feito tal curso. Apaixonado pelo mundo dos jogos eletrônicos, tem em sua mente um futuro ideal cuja existência é incerta e o leva a questionar se o que imagina é parte de um sonho ou ilusão. Pode ser encontrado aqui principalmente em análises e buscando troféus na PlayStation Network.

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