Hands-on

Metal Gear Survive (Multi) ainda não mostrou muito, mas tem minha atenção

Metal Gear Survive mostra potencial em alguns aspectos, mas traz algumas dúvidas em outros.

Depois de todas as confusões entre Konami e Hideo Kojima na época do lançamento de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, que culminaram com a saída do criador da série no final de 2015, muitos se perguntaram como seria o futuro da franquia sem a mente que elaborou todos os principais jogos da série.


Na Gamescon do ano passado, a desenvolvedora japonesa nos mostrou Metal Gear Survive, primeiro jogo da série nessa nova fase. Optando por criar um spin-off, um jogo sem relação com a história da série, a Konami exibiu um título que seria focado na sobrevivência e trabalho em equipe, onde seria necessário recolher recursos para manter e defender sua base.

No mesmo evento que a Konami realizou essa semana para falar sobre as novidades de PES 2018, a desenvolvedora trouxe a versão da demonstração de Metal Gear Survive, mesma presente na E3 desse ano, pela primeira vez em solo brasileiro. Assim tive a oportunidade de jogar um pouco e sentir como está de fato esse novo episódio da série.


Antes do jogo em si, um pouco do que foi dito na apresentação que antecedeu a demo. Survive terá uma campanha single-player, na qual o jogador poderá evoluir ser personagem (mas nada foi falado sobre algum eventual enredo). Esse mesmo personagem poderá ser usado no multiplayer, em partidas cooperativas de até quatro pessoas.

Indo para a demonstração, a missão do time era defender um gerador de três hordas de "zumbis". Estavam abertas as quatro classes do jogo, duas voltadas a armas de fogo, outras duas para combate corpo a corpo. Todos eles tem ainda apetrechos como minas, barricadas, grades e outros artefatos para serem usados na construção da defesa do objetivo. Se você já jogou Dungeons Defenders, a pegada nesse aspecto é bem parecida. Essas defesas, porém, servem mais para conter/segurar os inimigos, ficando a cargo dos jogadores eliminarem as criaturas com suas armas.

Quanto à mecânica de atirar, espere por algo próximo de Metal Gear Solid V, mas com leves mudanças. Survive me colocou em diversos momentos nos quais eu tinha que sair atirando em campo aberto sem qualquer restrições, como um autentico shooter de ação, algo que não ocorre na aventura de Big Boss, que mesmo em momentos de ação frenéticos é mais cadenciado e estratégico. Na demonstração não haviam muitas opções de armas, então não sei dizer como será a variação de equipamento.

Survive traz algumas um sistema de missões paralelas, que acontecem durante a defesa da base. Na demo haviam duas delas: uma servia para conseguir mais munição (e se gasta muitas balas para lidar com os "zumbis") e uma segunda consistia em ir até um ponto afastado pegar dois Walker Gears. Essas missões obrigam parte do time se afastar do objetivo primário em busca das recompensas secundárias, gostei bastante dessa mecânica, mas ela definitivamente exige coordenação da equipe.


Ao final da partida, eu confesso que ainda não sei o que pensar exatamente sobre Metal Gear Survive. Deu para enxergar ali um potencial interessante, principalmente jogando com um time fechado onde todos se comunicam. É preciso um trabalho em conjunto para preparar bem as defesas e executar as missões paralelas, que são uma mão na roda para a conclusão do objetivo principal.

Por outro lado, ficou mais claro que de Metal Gear ele só tem o nome. Não houveram motivos para usar técnicas de stealth (marca da série), as partidas são ação o tempo inteiro e, exceto por algumas das mecânicas de MGS V, não há mais nada que ligue Survive ao resto da série. Ao mesmo tempo, não sei como o título se comportará na concorrência com outros jogos de sobrevivência.

De toda forma, Metal Gear Survive mostrou que tem alguns méritos e vale a pena continuar de olho para acompanhar como o jogo, mas admito que o que foi mostrado até agora é muito pouco. O lançamento do game está previsto para o começo de 2018 para PC, PlayStation 4 e Xbox One.
Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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