Operação Game Over deflagra ação contra sonegação fiscal no mercado de games em SP

Estima-se que foram sonegados R$ 250 milhões desde 2015. Indícios apontam envolvimento do grupo B2W, responsável pelo comércio das Americanas e Submarino.


Nesta quinta-feira, dia 8, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo realizou uma operação contra empresas distribuidoras e varejistas no setor de eletrônicos. Segundo as investigações iniciadas há um ano, há indícios de que um grupo formado por 40 empresas teria sonegado aproximadamente R$ 250 milhões desde 2015. Acredita-se que o dinheiro movimentado nesse período seja de R$ 800 milhões em vendas.


O objetivo prático da operação, realizada em conjunto da Polícia Civil e com o apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo, foi apreender livros, documentos fiscais e controles paralelos, bem como realizar uma autenticação dos arquivos digitais no intuito de desarticular a fraude e desqualificar as empresas envolvidas a fim de responsabilizar os autores do esquema.

Segundo a própria Secretaria da Fazenda, as investigações indicam que o grupo atuava através de empresas de fachada e sócios laranjas no intuito de fomentar a emissão de Notas Fiscais "com o objetivo de 'esquentar' as mercadorias e simular o recolhimento do ICMS devido em operações sujeitas ao regime de substituição tributária". Ou seja, o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), era sonegado a partir da emissão de notas fiscais falsas cujo objetivo é o de dar uma aparência legal à operação. No caso, apenas uma empresa seria responsável pelo pagamento de tal imposto, isentando, ilegalmente, todas as outras menores envolvidas.

A reportagem publicada pelo Estado de São Paulo sobre o assunto apura que o esquema de sonegação chegou até o B2W, grupo responsável pelo e-commerce das Americanas.com e do Submarino. No entanto, "ainda não é possível afirmar que a empresa estava diretamente envolvida no esquema". O grupo se manifestou em comunicado, afirmando que está cooperando com as autoridades. Devido a esse suposta ligação no esquema, o B2W também apresentou uma queda de 0,29%  na Bolsa de Valores. O nome das outras empresas menores que são alvo da operação continuam em sigilo.

Após a operação, a Secretaria da Fazenda vai reunir todos os documentos apreendidos para realizar uma averiguação e dar continuidade à investigação. A Polícia Civil, por sua vez, pretende dar continuidade ao inquérito e chamar representantes das empresas para prestar depoimento.
João Pedro Boaventura é jornalista formado pelo Mackenzie e está quase terminando sua pós-graduação para poder ser chamado de especialista em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa). Aficionado por conceitos teóricos, não vai perder uma oportunidade de usá-los para delimitar se algo é ou não um jogo. Se você realmente gosta das groselhas que ele escreve, pode ler mais um pouco de suas asneiras em seu blog particular, onde utiliza suas presas para destilar seu veneno e não deixar o ódio dentro de si morrer.

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