Hands-on

E3 2017 — South Park: The Fractured but Whole (Multi) não tem vergonha alguma

A nova aventura das crianças de South Park tem super heróis como temática. Confira o que achamos da demonstração na E3

Após o sucesso de South Park: The Stick of Truth (Multi), um novo jogo inspirado na série televisiva logo foi anunciado pela Ubisoft. Há poucos meses do lançamento, South Park: The Fractured but Whole (em português, A Fenda que Abunda Força) estava disponível para testes na E3 2017. Nós conseguimos experimentar a demo, que trazia um trecho muito bizarro e cômico da aventura e mostrava também funcionalidades inéditas e a nova mecânica de batalha.Veja o que achamos da experiência:

Só para maiores de 18 anos

Na demo, controlávamos o New Kid, um novato em South Park que é basicamente uma criança inteiramente customizável pelo jogador (inclusive seu perfil no Instagram). Junto ao Capitão Diabetes, a missão era localizar uma dançarina de um clube de strippers que tinha um pênis e que sabe sobre o desaparecimento de gatinhos em South Park. Como boas crianças brincando de super heróis, adentramos clandestinamente a boate atrás da tal stripper.

Ao longo da história, novos objetivos eram dados. Eles podiam ser sempre consultados pelo jogador, porém percebi que também eram exageradamente objetivos. Por exemplo, quando me foi dado o comando de procurar por informações na boate, o guia de objetivos listou-o como falar com as strippers, o que já entregava com quem eu devia procurar informações, tirando a graça da exploração. E digo isso porque a exploração dos cenários é realmente divertida, pois envolve falar (ou peidar) com diferentes personagens da série, interagir com objetos e usar as habilidades das crianças. A única ressalva quanto à exploração é que, assim como em The Stick of Truth, nem sempre fica claro quais objetos são interagíveis e quais são apenas detalhes do cenário.

Cara de pau

Durante a busca pela stripper, The Fractured but Whole me deixou de queixo caído quando meu personagem e Capitão Diabetes tiveram de fazer um "serviço VIP" para dois adultos numa tentativa de extrair deles informações da dançarina. O tal serviço consistia em uma série de movimentos "sensuais" feitos em contato com as genitálias dos adultos para... estimulá-los. É, isso mesmo, duas crianças se esfregando no colo de adultos! Tudo bem que a dupla de super-heróis mirins não parecia estar consciente do que aquilo significa, mas foi um bom exemplo do quão escrachado é o humor do jogo.

No instante seguinte, começou a batalha entre eu e Capitão Diabetes contra os dois adultos tarados. Nesse momento, percebi que a mecânica de combate mudou bastante em relação a The Stick of Truth. Ainda é um RPG em turnos com comandos de ação servindo para aumentar o efeito de cada movimento a lá Paper Mario, mas, agora, é preciso estar atento ao posicionamento dos personagens, pois eles também podem se mover pela arena. Sendo esse o único trecho de batalha da demo e os inimigos sendo bem simples, não deu para entender como esse novo esquema irá afetar a sensação e as estratégias dos confrontos, mas, como o combate em The Stick of Truth tinha muito a melhorar, esperamos que essa nova direção torne as batalhas mais complexas e divertidas. Elas, no mínimo, são satisfatórias assim como no jogo anterior.

Bem vindo a South Park

Se não é pelo seu humor exagerado ou pelas dublagens características, são os visuais de Fractured but Whole que conseguem transportar o jogador para o mundo de South Park. Tudo é recriado com o mesmo estilo visual da série, incluindo as animações dos personagens e efeitos visuais (como o fogo). The Stick of Truth já havia acertado nesse aspecto, e The Fractured but Whole não deixa a peteca cair. Assim como seu antecessor, esse é, no mínimo, um longo episódio de South Park, o que já é ótimo para fãs da série, ainda mais para os que, como eu, adoram os capítulos em que as crianças brincam de super-heróis. Resta saber como será essa aventura e de que forma a mecânica de combate fará dessa experiência tão engajadora quanto precisa ser.
Revisão: Renan Greca

Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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