Diário de bordo E3 2017: chega ao fim mais uma edição do evento

A E3 2017 chegou ao fim, e com a ocasião entregamos nosso último diário de bordo.

Parece que foi ontem que estávamos na fila daquele EA Play ansiosos e com muitas expectativas de quais jogos nos aguardavam ao longo desses dias. A grande celebração do mundo dos games teve início e não queríamos deixar passar nada. O evento da EA foi uma prévia do que estava por vir na feira, as filas estavam maiores do que em edições anteriores e foi preciso ter foco e paciência para pôr as mãos nos jogos que nos chamavam atenção.



Ao longo da semana acordamos cedo diversos dias para garantir nossos lugares nas conferências, e valeu a pena cada hora gasta embaixo de sol nas filas intermináveis. Pudemos vivenciar uma das experiências mais interessantes no que diz respeito à E3, que foram o evento da Bethesda e ver ninguém menos que Shigeru Miyamoto subir ao palco em uma conferência da Ubisoft, que foi aberta com Mario + Rabbids.

Passado o susto que foi o primeiro dia do evento, com seus corredores intransitáveis, a feira parece ter começado a entrar nos trilhos durante os dois últimos dias. As filas já estavam mais organizadas, os corredores mais vazios e foi possível encaixar alguns horários para testar os jogos na agenda de algumas desenvolvedoras. Porém, em um evento que possui apenas três dias, essa experimentação pode ter saído caro. Como esta foi a primeira edição aberta ao público explicitamente, o foco nos jogos ficou um pouco de lado e diversas empresas não quiseram esperar seus lançamentos para começarem a fazer dinheiro: levaram suas lojas para dentro e fora do evento.

Neste último dias pudemos conferir Shadow of War na Warner em uma apresentação em portas fechadas, na qual diversos detalhes sobre a nova versão do game foram explicados e logo em seguida tivemos a oportunidade de testá-lo. Também estivemos na Devolver Digital, distribuidora responsável por indies de altíssima qualidade como Hotline Miami, Broforce, Titan Souls e outros. Ao contrário do que rolou na feira este foi um evento que nada deixou a desejar.

A Devolver se encontrava do outro lado da rua, próxima à estação de metrô Pico. O estacionamento com diversos trailers de viagem, maquinas arcades com diversos jogos interessantes e pessoas se divertindo deram um clima muito agradável ao ambiente. Lá tivemos a oportunidade de testar quatro jogos: Absolver, um game de combate desenvolvido pela Sloclap, possui uma mecânica de combate bastante singular, profunda e interessante, certamente chamará atenção dos amantes de artes marciais; Minit, um criativo jogo indie no qual você possui 60 segundos para desvendar o maior número de mistérios possíveis, pois assim que esse tempo acaba seu personagem morre, mas não se preocupe, pois todo o progresso no jogo é salvo. O jogo possui um ótimo senso de humor e um visual minimalista que nos lembra o saudoso Game Boy, um prato cheio para aqueles que curtem jogos indies.

Também jogamos The Talos Principle em VR, o puzzle em primeira pessoa da Croteam nos entrega uma experiência ainda mais profunda com a realidade virtual. O emprego desta tecnologia em jogos do gênero é muito promissor, uma vez que a imersão é fundamental para que surjam as respostas. E por fim jogamos The Swords of Dito, o simpático game de ação e RPG com visuais e animações extremamente polidos. É um jogo amigável e promete render bons momentos com seu modo cooperativo.

Com o fim de mais uma edição da E3, ficam os questionamentos sobre quais rumos a feira tomará nos próximos anos, qual o melhor caminho para agradar tanto aos expositores quanto aos consumidores finais. Mas isso ainda levará tempo para descobrirmos, agora nos resta aguardar todos os lançamentos que estão por vir.

Revisão: Vitor Tibério
Italo Lourenço escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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