Resenha

Ghost Recon: Alpha, a estreia da Ubisoft no cinema

Curta-metragem em live action é um prólogo a Tom Clancy's Ghost Recon: Future Soldier.

Antes de Assassin's Creed (Justin Kurzel, 2016) chegar aos cinemas de todo o mundo com o elenco estrelar composto por Michael Fassbender, Marion Cotillard e Jeremy Irons, a Ubisoft lançou sua primeira investida no universo cinematográfico em 2012, com o curta-metragem de thriller tecnológico Ghost Recon: Alpha (François Alaux; Hervé de Crécy, 2012).

Bem-vindo ao futuro

Dirigido pelos franceses François Alaux e Hervé de Crécy, Ghost Recon: Alpha é um prólogo aos acontecimentos do jogo de tiro tático em terceira pessoa Tom Clancy's Ghost Recon: Future Soldier (Multi), primeiro jogo da série Ghost Recon a ter um tom mais futurístico. Além de introduzir a nova história, o curta-metragem também apresenta algumas das novas mecânicas do título.


Um esquadrão de Ghosts se infiltra na base militar do general Sokolov, localizada na província de Chelyabinsk, na Rússia, para desativar bombas nucleares. As ogivas estavam sendo negociadas com Chevchenko, porém, quando os Ghosts atacam, ambos criminosos durante a negociação, eles precisam assegurar de que as bombas não caiam nas mãos erradas.

Com uma premissa simples de uma missão de infiltração, Ghost Recon: Alpha consegue apresentar os personagens 30K e Pepper, bem como mostrar algumas das principais mecânicas de Tom Clancy's Ghost Recon: Future Soldier, como o uso de drones, marcação de inimigos e a novidade: camuflagem de invisibilidade.


Excelência no cinema

Na parte de arte cinematográfica, só posso tecer elogios. Ghost Recon: Alpha é digno de se tornar um longa-metragem de excelente qualidade. Filmado na República Checa, o filme traz um elenco brilhante e profissional encabeçado por Mark Ivanir, Keith Gilmore, Chook Sibtain, Charles Venn, Erich Redman e Karel Dobrý, que encarnam os personagens com drama e emoção. Os diálogos em russo também merecem destaque e fazem da obra um trabalho muito bem feito.

A ambientalização da base militar está primorosa, com tons escuros e localizada no meio da vegetação, a paleta de cores camufla as atividades do exército russo de olhares indesejáveis. Os efeitos sonoros estão realistas e transmitem o impacto de cada tiro. As cenas de ação são muito bem realizadas e lembram um filme de ação hollywoodiano.


Outros pontos de destaque são os efeitos visuais e os efeitos especiais. A recriação de armamentos e robôs digitalmente está fidedigna, bem construída e com boa movimentação. Enquanto isso, as cenas de ação são de tirar o fôlego, a destruição e os tiros são caprichados e bem colocados em cena. Um espetáculo para o espectador.

Versão alpha

A primeira incursão da Ubisoft no cinema, sem dúvida, é maravilhosa. Ghost Recon: Alpha realmente me surpreendeu pela qualidade do conjunto da obra e merece ser conhecido pelos fãs da franquia de Tom Clancy. Com apenas 23 minutos, o curta-metragem é melhor do que muitos filmes de ação do cinema pop. Vale à pena conferir!

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no DeviantArt., MGC. ou Twitter. ela aparece.

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