Dicas e Truques

For Honor (Multi): Guia Básico das Classes

Para quem quer começar a se aventurar pelos campos de batalhas, falamos um pouco das diferenças de cada classe.

For Honor trouxe uma mistura desejada por muita gente, ao colocar no mesmo campo de batalha samurais, vikings e cavaleiros. Mas, melhor do que isso, o grande destaque do título foi o sistema de batalha, que traz várias camadas de variedade e complexidade, com lutas intensas e com diversas nuances a serem observadas.


Para ajudar nessa jornada em busca do caminho da espada (ou da cabeça do inimigo), procurei descrever aqui as diferenças entre cada um dos doze guerreiros disponíveis até o momento. Vale salientar também que mesmo personagens do mesmo grupo têm diferenças significativas entre si, fazendo o leque de opções entre os guerreiros ser bem diversificado. Por fim, só lembrando que minha pretensão aqui não é fazer um guia minucioso, mas sim uma introdução dos guerreiros de For Honor, trazendo as características básicas de cada um.

Vanguardeiros (Guardião / Kensei / Invasor)

Os Vanguardeiros são os personagens medianos, o tipo ideal para pegar mecânicas básicas e entender melhor o funcionamento do jogo antes de se aprofundar em habilidades mais técnicas. Mas isso não significa que eles são mais fracos em comparação com as outras categorias, pois os Vanguardeiros acabam sendo lutadores versáteis, que se adaptam às mudanças de situações com mais rapidez.

De todas as quatro categorias são também os personagens que mais se aproximam entre si, quanto à suas características. O Guardião pode ser chamado carinhosamente do “Ryu do For Honor” por seus atributos bem equilibrados. Tanto que é o primeiro personagem jogável da campanha single player. Pelos samurais, o Kensei também prima pelo equilíbrio, tendo seu alcance de espada como diferencial. Seus combos também são um pouco mais rápidos. Agora se seu estilo for um pouco mais truculento, o Invasor é o cara que você procura. Possuindo uma postura mais ofensiva, o empurrão dele pode ser muito útil, especialmente próximo de grandes quedas. De modo geral, os Vikings são guerreiros focados na força bruta, e o Invasor representa bem essa mentalidade.
O Guardião é um guerreio que pode se adaptar a várias situações.

Pesados (Conquistador / Shugoki / Senhor da Guerra)

Como talvez você tenha percebido pelo nome, os guerreiros Pesados são exatamente isso, pesados. São os tanques do jogo, não têm muita mobilidade mas em contrapartida, possuem alta resistência e suas defesas são as mais difíceis de serem quebradas. Ao mesmo tempo, tomar um golpe desses caras geralmente vai lhe custar muito HP.

Algo interessante a se observar aqui é que tanto o Conquistador como o Senhor da Guerra utilizam escudos. “E daí?”, você me pergunta e eu te respondo: ambos podem usar uma instância de “defesa absoluta”, bloqueando ataques das três direções ao mesmo tempo, o que é muito útil para segurar inimigos até que seus aliados cheguem para te ajudar. Só tome cuidado que uma investida de quebra de defesa ainda pode abrir sua guarda, mesmo nesse estado. Quanto à parte ofensiva, o Senhor da Guerra honra sua herança viking. É uma boa pedida jogar com ele colado no inimigo, limitando os movimentos do adversário enquanto você espera a hora de atacar. Já o Conquistador é um pouco mais lento, e é mais prudente manter alguma distância, em uma batalha mais cadenciada.
Shugoki
Para fechar o trio, temos o Shugoki, que não possui escudo, mas compensa pelo seu tamanho, que pode o tornar um rolo compressor no campo de batalha. Sua arma possui bom alcance um dano acima da média, sua resistência permite até mesmo que o guerreiro japonês encare mais de um inimigo ao mesmo tempo com certa facilidade. Por mais que Shugoki seja um alvo fácil, o tempo que se leva para derrubá-lo pode ser um grande problema no meio do combate.

Assassinos (Pacificadora / Orochi / Bárbaro)

Os Assassinos ficam exatamente no lado oposto aos dos Pesados. Esse grupo é composto de guerreiros ágeis e capazes de aplicar altas quantidades de dano em curtíssimo tempo. Em contrapartida, eles possuem defesas frágeis, representadas nos pontos de vida baixos e no sistema de instâncias desses personagens. Para eles, não basta apenas estar empunhando a arma no mesmo lado do ataque inimigo, pois a defesa deles não é automática. Esse grupo de guerreiros deve trocar de instância no momento do ataque adversário para poder defendê-lo, caso contrário, receberá o golpe. Esse “problema” contudo tem um lado positivo: por estarem sempre em uma instância neutra, seus ataques são menos previsíveis também.

O representante dos Vikings nessa categoria é o Bárbaro, que na versão em inglês é chamado de Berserker, e isso diz muito sobre ele. Portando dois machados pequenos, ele simplesmente “vai”, talvez tendo o maior potencial ofensivo bruto dos três e, ao mesmo tempo. Por conta disso é o que deixa sua própria guarda mais exposta. Jogar de Bárbaro é vencer pelo dano.

Situação diferente do Orochi que, carregando uma katana, conta com movimentos rápidos para se esquivar de ataques e, ao meu ver, funciona melhor se jogado com mais cautela, testando o inimigo até chegar a hora de encaixar um bom combo. Sua espada também lhe permite ficar a certa distância do oponente. Embora visualmente parecido com o Kensei, ambos têm diferencias marcantes. Por ter uma arma menor, o Orochi consegue manipulá-la com mais agilidade, oferecendo maiores opções ofensivas.

A Pacificadora se assemelha bastante a um ladino/ladrão, usando da furtividade como grande trunfo para pegar inimigos desavisados, sendo essa uma opção muito mais interessante do que bater de frente pura e simplesmente. Como arma, ela usa duas adagas e também mostra seu potencial de dano ao encaixar algumas sequências completas.

Híbridos (Justiceiro / Nobushi / Valquíria)

Os “diferentões” do rolê, Híbridos, trazem características mistas entre as classes acima e até mesmo entre si. É só notar as diferenças entre um Justiceiro e uma Nobushi e você vai entender o que estou falando. São personagens únicos e que talvez funcionem melhor com jogadores mais experientes, exatamente por essa mescla entre as funções.

O Justiceiro flerta entre Vanguardeiros e Pesados, pois é mais “parrudo” que os guerreiros padrão, mas não chega a ser tão tanque quanto seu amigo Conquistador. Portando uma espécie de lança, seu alcance de ataque é maior e permite que ele tenha uma zona de conforto considerável. Alguns de seus ataques deixam o inimigo desnorteado, o que pode ser fatal no meio de uma briga. Por não ser um especialista em uma categoria, seu uso requer treino, mas ser um “meio-tanque com dano” ou um “DPS mais parrudo” podem ser opções muito interessantes, que se adaptam a mais situações.
A Valquíria tem um poder ofensivo impressionante.
Já a Nobushi se aproxima muito mais dos assassinos, por sua alta mobilidade e sua fraca defesa. Sua especialidade é minar a resistência adversária aos poucos, fazendo uso de sua Nagitana (bastão com uma lâmina na ponta), arma de maior alcance do jogo. Ela até mesmo possui golpes de dano contínuo por venenos. Dessa forma, ao jogar com ela, é preciso controlar o inimigo a todo momento, o deixando longe o suficiente para não conseguir chegar até a você.

Por fim, encerramos com a Valquíria que, assim como outros Vikings, foi feita para esmagar crânios. Ela carrega uma lança e um escudo, mas não se deixe enganar: é uma heroína extremamente ofensiva, que pode usar o escudo para emendar ataques poderosos. Sua agilidade também não deve ser desprezada. Ela é quase uma mistura das três classes anteriores, se encaixando bem na maioria das situações. Sua dificuldade vem exatamente de saber usar todos os recursos que ela oferece da melhor maneira possível. Particularmente é uma das mais divertidas de jogar.

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Espero que esse pequeno resumo ajude aqueles que querem começar a desbravar os campos de batalha de For Honor. Se você já joga, compartilhe outras dicas também nos comentários.

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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