Maple Story (PC): Jogando MMOs antigos

Gráficos 2D, classes diversificadas, milhares de equipamentos e customizações, muitos efeitos e brilhos. Tudo que se espera de um MMORPG de fantasia.

Toda sexta-feira depois da escola, religiosamente, eu entrava no site de downloads para conhecer mais jogos online. Sim, desde pequeno me viciei nessa droga chamada MMOs e só não paro de jogar porque não quero. Muito bem, em uma dessas sextas-feiras encontrei o Maple Story, um jogo que segundo a descrição do site era “um misto de Super Mario com RPG“. Ou seja, comprei a ideia de jogar esse jogo na hora. Foram 256 MB baixados por horas na minha internet caríssima de 400 kbps (alguns de vocês vão entender a minha dor), mas eu estava pronto para ver essa mistura que, ao meu ver, seria maravilhosa.

Primeiros passos em Maple Story

Na primeira vez que entrei no jogo, haviam poucas classes, muitas até desbalanceadas, mas isso não me desanimou. Testei todas: guerreiros, magos, arqueiros e ladrões; o que eu mais gostei, na época, foram os magos. Muitos pulos para desviar de slimes quando minha vida estava em 10 HP, a emoção de dropar meu primeiro Staff, matar o primeiro monstro gigante, conseguir o primeiro brinco (que era de nível 20 e só para pegar o nível 20 deu um trabalhão). Era um jogo difícil, principalmente pra uma criança de 11 anos e conhecimentos bem básicos de inglês, mas eu me virei.
Essa foi a primeira imagem que vi de Maple Story, foi amor à primeira vista
Foram meses jogando…… e morrendo, regredi níveis, gastei oceanos de poções. Não entendia muitas quests e queria conhecer novos mapas mas, sempre que morria, eu voltava para um local seguro. Enfim, não progredi muito, mas a experiência de jogo me marcou de uma forma tão especial que nunca esqueci o jogo.

O tempo passou e jogo cresceu!

Muitos anos depois, eu retornei para Victoria Island e para o mundo de Maple Story, agora não mais com 256 MB, mas com muitos gigas de espaço ocupado no meu HD. Faço um conta e vou criar meu personagem. Antes o jogo contava com quatro classes, com duas subclasses cada (menos os magos, que tinham três subclasses). Atualmente, o jogo conta com cerca de 136 classes. Cada vez mais mapas e regiões sendo adicionadas, bem como dungeons temáticas para auxiliar a labuta que é evoluir um personagem. As dungeons consistem em uma série de mapas em que os NPCs lhe dão quests de acordo com seu nível e, ao final da dungeon temática, o jogador recebe um título e equipamentos para o personagem. Mas a pergunta que eu tinha era: o jogo continua bom?
Algumas das classes disponíveis no jogo

Criando um novo personagem, num novo jogo (?)

Dentre as classes disponíveis, o jogo possui personagens com histórias específicas, os quais seguem uma série de missões particulares. Para poder ter um comparativo da experiência de jogo anterior, escolhi a classe Blaze Wizard para que não houvesse quests de história que divergissem da minha experiência passada. Já no início, deu para perceber que algumas opções de cabelo foram adicionadas e agora posso selecionar qual dos dois conjuntos de teclas eu quero para utilizar as habilidades. Fora isso, nenhuma mudança drástica nos comando, “Alt” para pular, “Z” para pegar itens, “seta para cima” para entrar em portais. Com minha personagem criada, estou pronto para começar a upar.
Blaze Wizard: a face da destruição... cuidado!

Com certeza não é tão difícil como eu me lembrava

Em poucas horas, eu já tinha chegado mais longe do que levei meses para conseguir da primeira vez. Será que eu era uma criança burrinha ou o jogo ficou realmente mais fácil? Eu cheguei a conclusão de 50% para cada opção. Fiz missões de história e alternativas, peguei segunda classe, consegui o básico de equipamentos. Passei de nível tão rápido que acabei passando por mapas sem nem me dar conta, sempre em busca do próximo objetivo ou monstro alvo. Cheguei na primeira incógnita desse “novo” Maple Story, as Theme Dungeon, a primeira dungeon temática que tive contato foi a Ellinel Fairy Academy.
A Academia de Ellinel
Uma série de mapas com monstros que foram inspirados em fadas e magia, sprites e livros não faltaram. Todas as missões estavam relacionadas à academia de fadas: Conseguir entrar na escola; Descobrir o que aconteceu com um grupo de alunos e resgatá-los; Derrotar o vilão da história. As missões davam uma quantia muito boa de experiência, acabei passando vários níveis enquanto as fazia, mas muitas delas consistiam em apenas matar um número específico do monstro presente no mapa. Ao terminar toda a história, eu ganhei uma medalha que funciona como um título dentro do jogo, concedendo status para o personagem, bem como uma asa e um acessório para o rosto.

Uma infinidade de lugares para se conhecer

Muitos MMORPGs pecam na falta de variedade, várias cidades parecem as mesmas que passamos anteriormente, mas em Maple Story cada cidade possui seu estilo: Cidade moderna, Japão Imperial, Cidades mágicas de fantasia, Steampunk ou até uma cidade inteira feita de brinquedos. Cada uma conta com seus mapas adjacentes que seguem a mesma temática, bem como os monstros.

A variedade não se restringe ao visual dos locais do jogos. Durante minha aventura, deparei-me com: fadas, esquilos, fantasmas, zumbis, ursinhos de pelúcia, robôs, monstros rockstars (?), cobras, ninjas, samurais, dragões. Era raro encontrar algum monstro que fosse parecido com o que vi anteriormente, diferente de outros jogos em que encontramos aqueles mesmo monstros apenas com a cor trocada, os famosos “recolor”.
Um dos monstros mais inusitados que me deparei

Uma comunidade grande e antiga

Esse ano Maple Story completará 14 anos. Ao longo dos anos, o jogo acumulou uma base de jogadores fiel. Entretanto, se você for um jogador mais recente, prepare-se para encontrar uma série de mapas vazios, principalmente se você não jogar no primeiro canal dos servidores. Muitos dos jogadores que passei pelas cidades estão acima do nível 180, os que encontrei abaixo dessa faixa jogavam com amigos em party fechada, ou seja, nada de companhia para mim #ForeverAlone.
Não consegui achar um grupo para batalhar comigo :(
Uma das mecânicas para superar essa cultura é o sistema de matchmaking. Esse sistema reúne jogadores que queiram desafiar os famosos chefes dos RPGs. A proposta do sistema é ótima, mas depois de mais de 15 minutos sem encontrar um time, acabei desistindo da luta contra o chefe e do sistema (mas eu queria muito aquele chapéu boladíssimo que ele dava).

Um jogo que vale a pena dar uma olhada

Se você já visitou o mundo de Maple Story ou gosta de conhecer os MMOs mais antigos, o jogo possui uma quantidade incrível de conteúdo acumulado ao longos dos anos e de expansões lançadas para mantê-lo sempre com algo novo. Prepare-se para realizar quests e mais quests em cenários únicos que irão lhe render horas de jogo ou até experimente classes e personagens novos.
Os seis heróis lendários de Maple Story da esquerda para a direita: Phantom, Aran, Shade, Luminous, Mercedes e Evan, todos são classes jogáveis.
Mesmo que você não goste de jogar em um grupo de amigos, o processo de evolução do personagem é equilibrado (apesar de um pouco mais penoso) para jogadores solo, mas isso não influenciará na sua experiência por um bom tempo. Após os níveis mais altos, é interessante jogar em grupo, pois algumas quests e os chefes exigem que vocês esteja entre colegas. Por isso, recomendo o servidor Bera, pois a comunidade brasileira é maior lá, o que pode facilitar na hora de encontrar outros jogadores. Se você está cansado dos MOBAs de sempre ou quer um RPG com gráfico num estilo diferenciado, vale a pena dar uma olhada! Espero todos vocês no mundo de Maple Story!

Revisor: Luigi Santana
Henrique Albuquerque escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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