2016 e os jogos independentes

Os eventos, lançamentos e programas para indústria indie que chegaram em 2016.

A indústria de jogos independentes nunca esteve tão forte. Produtoras e game designers do mundo inteiro têm trabalhado para trazer jogos dos mais variados gêneros e mecânicas, seja em um produto inovador — como o jogo de puzzles em quarta pessoa Pavilion (Multi) — a algo que nos leve de volta para os clássicos — como Owlboy (PC). A qualidade desses jogos vem atraindo a atenção não só dos jogadores, mas também das grandes desenvolvedoras e estúdios do ramo. Em 2016, vários jogos indies se destacaram nesse cenário, indo de projetos em sites de financiamento coletivo a lançamentos na E3. Então, vamos relembrar alguns momentos de destaque da indústria indie no ano passado.

Festival ID@Xbox, a festa indie da Microsoft

O programa ID@Xbox (Independent Developers @ Xbox) foi criado pela Microsoft em 2014, com o intuito de ajudar produtoras indies a publicar seus jogos para as plataformas Xbox One e Windows 10. Em 2016, o programa realizou o primeiro ID@Xbox Game Fest, um festival de jogos independentes que durou todo o mês de maio, permitindo aos jogadores conhecerem diversos games lançados através do programa de incentivo da Microsoft.

Alguns dos novos games indies que se destacaram no ID@Xbox Game Fest foram: o jogo de tiro em primeira pessoa SUPERHOT (PC/XBO), da Pony Island; o novo game da Playdead, o jogo de plataforma 2D com resolução de puzzles Inside (PC/XBO) e o game 2D de aventura sobrenatural Oxenfree (Multi). Outros jogos relevantes são os já lançados, mas novos no programa, The Park (Multi), da Funcom; Blues and Bullets (Multi), da A Crowd of Monsters; Gone Home (Multi), da Fullbright; Never Alone - Arctic Collection (Multi), da E-Line Media e Beyond Eyes (Multi), da Tiger and Squid.


E3 2016: EA Originals e lançamentos indies

Durante a maior feira internacional de jogos eletrônicos, a E3 2016, não foram apenas os títulos AAA que chamaram a atenção, mas também muitos trabalhos da indústria indie de jogos. A E3 2016 foi marcada por grandes anúncios, lançamentos e trailers para 2017. Dentre o último, games independentes que mexeram com o público para este ano foram: o RPG de ação Vampyr (Multi), da Dontnod; o run and gun Cuphead (XBO/PC), da Studio MDHR; o game de sobrevivência, disponível em acesso antecipado, The Culling (XBO/PC), da Xaviant Games; o survival horror Outlast 2 (Multi), da Red Barrels e o party-based RPG Pyre (PC/PS4), da Supergiant Games.

Um anúncio que fez a alegria das desenvolvedoras indies foi feito pelo vice-presidente da EA Studios, Patrick Söderlund, durante a conferências de imprensa da E3 2016. O executivo anunciou o lançamento do programa EA Originals, voltado para a publicação e suporte de jogos independentes. A EA criou a iniciativa com base no sucesso do jogo de plataforma Unravel (Multi), da Coldwood, publicado pelo estúdio em 2015. Durante o evento, a EA anunciou o primeiro jogo do EA Originals, o futuro game de exploração em terceira pessoa Fe.

Incentivo governamental, Made in Brazil

O cenário nacional de jogos indie também tem muito a comemorar. O Brasil tem vivido um momento de instrumentalização dos profissionais dos games por meio do crescimento de ofertas de cursos de graduação e pós-graduação dedicada a área de jogos digitais.

Como por exemplo, o curso técnico em Tecnologia em Jogos Digitais, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); a graduação Tecnologia em Jogos Digitais do Senac-SP; a especialização em Game Design da Universidade Positivo e o mestrado de Engenharia em Desenvolvimento em Jogos Digitais, da Escola Superior de Tecnologia, em parceria com a instituição estadunidense Full Sail University.


Prova de todo este reconhecimento da indústria nacional é o edital de investimento da Agência Nacional do Cinema (Ancine), aberto no final do ano passado, para impulsionar a produção nacional de games e assim colaborar com a economia do país.

Os jogos independentes têm se destacado como fonte de entretenimento, mercado de trabalho, aperfeiçoamento profissional e alavancado a indústria tecnológica de seus respectivos países. Sem dúvida, os jogos indie ainda tem muito a oferecer ao mundo do entretenimento audiovisual e interativo, bem como aos seus fiéis jogadores.

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no DeviantArt, Wattpad ou Twitter ela aparece.

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