Top 10

As melhores capas de jogos

Confira os títulos com as melhores e mais inesquecíveis artes de caixa.

Vários fatores são importantes para um jogo: gráficos, som, jogabilidade, finalização, etc. Porém, pouco eles adiantam sem uma boa capa. A capa é o que nos chama atenção inicial para um jogo, e mesmo que não sejamos totalmente convencidos por ela, é geralmente nossa primeira impressão do jogo, e seria tolice ignorar a importância dessa interação. Segue então uma lista com as melhores capas de jogos.

Steel Empire (Versão Japonesa)

Steel Empire é um excelente shoot ‘em up para o Mega Drive que tinha como maior destaque sua temática e estética, diferenciando-se dos demais jogos do gênero ao apresentar uma ambientação steampunk, no lugar dos caças de guerra ou naves espaciais.

Tendo como um dos seus pontos fortes a estética, a capa de Steel Empire no Japão não desaponta. Uma das qualidades que chama atenção é a quantidade de detalhes representados nessa capa. O traço lembra muito o estilo característico do Studio Ghibli, o que não é à toa, já que o jogo foi parcialmente inspirado pela animação Castle in the Sky.

Castlevania: Aria of Sorrow

Ayami Kojima é indubitavelmente uma das maiores ilustradoras da indústria de jogos, tendo uma imensurável importância como artista principal de vários jogos da franquia Castlevania, e agora tendo uma participação aguardada com ansiedade em Bloodstained. Quanto a capas, apesar de todos seus maravilhosos trabalhos, considero Aria of Sorrow seu melhor trabalho.

O fator que mais chama a atenção nessa capa é a grande quantidade de branco e cores claras, que traz um incrível contraste às demais capas de Castlevania, sempre utilizando-se de cores mais escuras. Ainda assim, há um grande contraste com cores escuras da própria capa, revelando muito sobre a natureza do próprio Soma, protagonista do jogo.

Katamari Damacy

Uma das funções que eu atribuo como mais importantes às capas de jogos é o seu papel de mostrar o que precisamos saber sobre o jogo. Não sobre sua jogabilidade ou aspectos técnicos, mas unir em uma imagem aquilo que compõe os conceitos centrais do jogo, e poucas capas fazem isso como a de Katamari Damacy.



Além de ser uma ótima demonstração do estilo artístico único do jogo, a Katamari no fundo nos dá uma noção da escala do jogo, mesmo que não saibamos nos primeiros momentos de jogo, já que tudo é bem pequeno, inicialmente. Além disso, as vacas na frente contribuem para indicar o estilo de humor do jogo.

Heavy Rain

A capa de Heavy Rain para mim é uma das provas maiores do maior amadurecimento da forma como desenvolvedores e público no ocidente encaram os jogos. Usualmente, capas ocidentais se viam presas em uma forma de mostrar ação ou o realismo do jogo em uma tentativa mais clara de vender, tendo uma arte comumente inferior a suas contrapartes orientais. 


Heavy Rain quebra totalmente esse estigma, com uma capa que aposta em um elemento central, de relevância para o jogo, apoiado pela chuva que acompanha e nomeia o título. A capa de Heavy Rain pode não mostrar os ótimos gráficos do jogo ou se vender pela ação, mas chama ainda mais atenção ao fugir de um espaço comum e comunicar de forma mais eficiente e artística a mensagem central do jogo

Command & Conquer: Red Alert 3

No título em que Red Alert praticamente se assumiu como uma paródia de si mesmo, a capa tinha obrigação de refletir o exagero dos temas do jogo. Apesar da qualidade do título ser muito questionada, a capa cumpre com sucesso seu papel.


Lembrando cartazes de propaganda desde a primeira guerra mundial até a guerra fria, o estilo exagerado da capa combina perfeitamente com o teor de Red Alert 3. Além das referências, a capa traz coisas próprias para o universo, como as cores e o contraste ainda mais fortes que nos cartazes a que ela referencia, exaltando o exagero e a quase-paródia de Red Alert 3.

Clock Tower

Como sempre que eu falo de Clock Tower, vale lembrar: não falo do título do Playstation. Honestamente, o título do Super Nintendo tem mais apelo para mim em quase todos os aspectos, me parecendo ter uma atmosfera não apenas mais tensa como mais assustadora em um sentido mais estranho e misterioso, e isso inclui até mesmo a capa.


A capa de Clock Tower é outra daquelas capas japonesas que apostam na simplicidade da composição, apesar da complexidade de seus elementos. A pintura é fantástica e a escolha da cor azul contribui com a atmosfera de estranheza de jogo, sendo uma escolha na contramão de vários jogos de terror, que utilizam o vermelho de sangue para transmitir o sentimento do jogo. Outros elementos como a espiral no relógio e a expressão da pintura contribuem para o sentimento de estranheza que tornam esta capa única.

Dark Souls

Não é segredo que Dark Souls é um dos meus jogos preferidos, pelo seu cuidado em cada pequeno detalhe do título para criar a melhor experiência de jogo possível. Com tanto cuidado envolvido em seu desenvolvimento, seria difícil que a capa fosse esquecida, e ela não foi.


Foi uma decisão difícil escolher entre a capa de Dark Souls e Demon Souls, mas enquanto a capa de Demon Souls passa um pouco da dificuldade da série, a de Dark Souls passa uma sensação que é muito mais importante para o jogo: solidão. O mundo de Dark Souls é sombrio e solitário, e a capa do jogo reflete isso, apelando para uma sensação maior de paz em volta da bonfire no lugar dos perigos do mundo, sendo muito consistente com os temas do jogo.

Catherine

Um dos grandes fortes de todo jogo da Atlus é seu elemento artístico, e as capas não ficam de fora disso. Muitos jogos da empresa tem capas notáveis, mas poucas foram tão marcantes e bem executadas como a capa de Catherine.


Apesar do tom sombrio do jogo, a estética da capa evoca para o lado mais alegre e divertido, mostrando vincent como uma miniatura no decote de Catherine. Além disso, a forte presença da cor rosa realça os temas românticos e sexuais do jogo, além do destaque dado à arte inconfundível de Shigenori Soejima.

Tokyo Jungle

Tokyo Jungle é certamente um dos jogos mais subestimados de sua geração. Talvez pelos seus gráficos datados, Tokyo Jungle acabou sendo um pouco esquecido, mesmo sendo dotado de um conceito único e jogabilidade sólida.


Passando-se em uma Tokyo do futuro, abandonada e tomada pela vida selvagem, que luta dentro da própria cidade por sobrevivência, o jogo tem sua ideia incomum refletida na capa, muito bem ilustrada com a colocação de um elemento inesperado na ambientação de “cidade em ruínas” que já vimos tantas vezes.

Ico (Versão Japonesa)

Desculpe, ocidente, mas o Japão sabe como fazer capas. Ico foi, para mim, um dos jogos mais marcantes e importantes de todos os tempos, trazendo uma nova filosofia de criação para os jogos, exaltando a presença apenas de elementos essenciais para o conceito central de um jogo, e a capa de Ico transmite isso como nenhuma outra.


Em parte lembrando pinturas surrealistas, essa capa exalta tanto a grandeza dos cenários em comparação com as personagens, quando a transmissão do sentimento central do jogo, que é a parceria entre Ico e Yorda, que estão sozinhos na imensidão mostrada na capa, sendo uma capa que faz jus a um dos maiores jogos de todos os tempos.

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Concorda com a lista? Acha que esquecemos de alguma capa memorável de jogo? Deixe sua sugestão nos comentários e divida aquela capa que você acha incrível.

Revisão: Arthur Maia


Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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