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Análise: Killing Floor 2 (PS4/PC) é uma matança zumbi sem fim

Quer testar quanto tempo você duraria em um apocalipse zumbi?


Apesar de o primeiro Killing Floor não ter feito muito sucesso, a empresa Tripwire acreditou que a experiência de matar zumbis de forma frenética sozinho ou com os amigos valia a pena uma continuação. Mas com tantos games do mesmo gênero disponíveis no mercado, o que torna Killing Floor 2 um destaque em que valhe a pena gastar umas boas horas com muito sangue e mortos-vivos pulando na sua cara?

Sangue por toda a parte

Como falado anteriormente, Killing Floor 2 pode ser resumido em apenas um frase: “matar zumbis enquanto você conseguir”. É justamente isso que o jogo se propõe a entregar aos jogadores: uma experiência de combate com ondas consecutivas de zumbis ferozes para você eliminar e tentar sobreviver. O melhor de tudo é que você pode experimentar o game tanto no modo single-player quanto no multiplayer. E, apesar de uma experiência solo ser interessante para o jogador que deseja testar seus limites, ela não tem metade da diversão do que matar zumbis junto com outros jogadores ou amigos pode proporcionar.
Uma katana pode ser estilosa, mas não é arma mais eficiente contra zumbis.


O modo multiplayer dá a possibilidade de você e até mais cinco amigos se juntarem para matar hordas de zumbis. Todas as partidas consistem de quatro ou mais ondas com um número que varia de acordo com o número de jogadores no jogo. A coisa só fica desbalanceada quando se tem, por exemplo, quarenta zumbis em uma horda e seu time todo morre, com você ficando sozinho para enfrentar essa quantidade de inimigos sozinha. Porém, mesmo se apenas um membro do seu time sobreviver e derrotar a onda, todos os outros jogadores serão revividos para o próximo combate.
Zumbis... Zumbis por toda a parte!

Toda a vez que uma onda é destruída, você tem cerca de três minutos para utilizar o terminal selecionado pelo game para fazer upgrade de seu equipamento, comprar munição ou armas novas e, o mais importante de tudo, se preparar fisica e espiritualmente para a próxima horda que está a caminho! Toda essa quantidade de ondas, uma atrás da outra, serve para também treinar os jogadores para o desafio maior: após quatro hordas, um chefão poderoso irá aparecer. As táticas para vencer cada um desses desafiadores inimigos irá variar e é sempre bom ficar atento aos outros zumbis que eles podem invocar.
O Dr. Hans é o um dos chefões que os jogadores irão encontrar.

Um dos aspectos mais divertidos do game é a possibilidade de personalizar seu personagens com as roupas e acessórios mais inusitados. Chapéus, jaquetas, botas, tudo pode ser customizado para deixar seu personagem da forma que você quiser (mesmo que ele fique bizarro no final). Além disso, cada classe vêm com atributos e armas especiais que você pode melhorar ao longo do combate com as hordas. Não se esqueça de partilhar os lucros da luta com seus companheiros, porque com dinheiro você pode conseguir mais munição e armas melhores (praticamente essenciais quando se está enfrentando uma horda de zumbis assassinos).
Fique atento para qual arma é mais efetiva contra cada tipo de zumbi.

Mate, mate, mate!

Uma das coisa que a Tripwire, produtora do game, não quer que o jogador se preocupe quando estiver jogando Killing Floor 2 é com a história. Porque aqui ela não existe. E a empresa está mais do que certa em não se preocupar com uma trama para tentar criar consistência no game (você até pode descobrir durante as partidas alguns pontos sobre a história "clichê", que envolve um dos chefões do game provocando o apocalipse zumbi ao tentar criar uma raça de super-soldados) . Killing Floor 2 tem uma mecânica de combate tão bem desenvolvida, fluida e divertida que somente poder matar zumbis a torto e a direita já vai ser o suficiente para agradar qualquer jogador que estiver procurando tanto uma diversão casual ou um desafio mais complexo. Um dos pontos curiosos do universo de Killing Floor é que aqui os zumbis são chamados de Zeds.
Os Fleshpounds são os Zeds mais chatos e complicados de eliminar.

Mesmo que a falta de uma trama não atrapalhe a experiência de um jogo tão direto e objetivo quanto Killing Floor 2, as similaridades com seu antecessor certamente tornam difícil diferenciar os dois games. O sistema de classes de personagens é o mesmo, e a forma como você pode personalizar seu sobrevivente e escolher seu armamento continua similar. Não fossem pela ótima quantidade de mapas diferentes e os novos tipos de armas disponíveis, seria difícil dizer se o jogador está jogando um ou outro. Aliás, utilizar a Unreal Engine foi uma boa escolha para os desenvolvedores do game, pois conseguem fazer um bom proveito do gráfico realista que o motor de renderização proporciona (ou seja, sangue e vísceras bem convincentes). Uma pena que no PS4, pelo menos, esse gráfico não seja tão otimizado, pois o console esquenta rapidamente quando se está em uma partida online.
Kill it with fire!!!

Os ambientes disponíveis nos mapas do game são muito bem trabalhados, tanto visualmente quanto em termos de jogabilidade. Os cenários são tão intricados que eles oferecem uma experiência única na hora de montar estratégias para combater as horas de zumbis. Por exemplo, as catacumbas são ótimas para encontrar lugares para se esconder quando precisar recarregar suas armas ou sua energia. Já mapas abertos como Paris são perigosos por oferecerem um mundo tão aberto, onde as ondas de zumbi podem aparecer de qualquer lugar quando você menos espera.
O Infernal Realms é um dos mapas mais bonitos do game.


Certamente o maior trunfo de Killing Floor 2, e o elemento que me fará (e a muitos jogadores também) retornar ao game e participar de quantas partidas puder sobreviver, são as armas disponíveis. O arsenal é tão variado e cada arma lhe faz sentir tão poderoso que cada morte de Zed é uma satisfação. Seja com uma arma com serra ou mesmo um atirador de pregos, as formas de se matar zumbis são variadas e os monstros são tão cheios de surpresas que cada partida nunca é igual a anterior. Então se você está procurando uma experiência de apocalipse zumbi que somente lhe peça que mate, mate e mate, Killing Floor 2 é a sua melhor escolha.
Se ficar se munição, nunca se esqueça: CORRA!!!

Prós

  • Diversão simples com muitos zumbis;
  • Variedade de armas poderosas;
  • Modo co-op bem desenvolvido e divertido.

Contras

  • Muito parecido com o seu antecessor.
Killing Floor 2 - PS4/PC - Nota: 8.5
Versão utilizada para análise: PS4

Revisão: Bruno Alves
Luís Antônio Costa é graudado em Ciência da Computação pela UFRGS. Apaixonado por games desde que ganhou seu primeiro Master System e conheceu Sonic, também é amante da ciência e um devorador de livros. Além do GameBlast, também faz alguns textos para o Medium e pode ser encontrado no Facebook e Twitter.

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