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World of Warcraft: Legion (PC): A região de Azsuna e o desânimo com o jogo

Me aventurando pelas Ilhas Partidas e refletindo sobre o ritmo do jogo.


O início da minha aventura por World of Warcraft: Legion foi bem divertido: uma nova classe, nova região e novas armas realmente me animaram. Muitas horas de jogo se passaram desde que iniciei minha jornada, me salvei da Legião Ardente, vi meu líder ficar louco e passei muitos anos na prisão de Maiev Cantonegro. Com meu salão de classe estabelecido e minhas armas artefato em punho estou pronto para desbravar as Ilhas Partidas, mas foi a partir daqui que a minha empolgação começou a cair por diversos motivos.

Os primeiros passos nas Ilhas Partidas

Rumo à Azsuna foi quando eu comecei a sentir o jogo esfriar, o sentimento de novidade e nostalgia diminuiam a cada instante e eu estava começando a me lembrar do porquê de eu ter abandonado World of Warcraft pela primeira vez. Chegando no meu destino, me deparo com ruínas e, é claro, uma tonelada de novas quests. Estou pronto para os novos desafios, no começo me sinto desafiado. Algumas missões eu não entendo bem o que tenho de fazer e a Legião Ardente não me perdoa. Morro uma ou duas vezes por puro vacilo.

Avançando pelo cenário, descubro um dragão azul aprisionado. Seu nome é Stellagosa e, pelo que percebo, ela está em sérios problemas, ou seja… mais uma quest pra mim!

Por puro altruísmo e sem interesse algum em passar de nível, eu busco uma forma de soltar Stellagosa. Como o herói que sou, consigo dizimar os demônios que aprisionam a jovem... Dragoa? Dragão? Vou chamar carinhosamente de Stellinha.

Eu e Stellinha, melhores amigos.

Stellinha livre e feliz me dá uma carona pra voltar ao início do mapa, agora tenho de seguir outros caminhos, a maioria das quests daqui eu já completei (sim, eu sou desses que não faz cada uma das centenas de quests do lugar até não sobrar mais nada).


Athissa e o começo do incômodo

Seguindo meu novo caminho, me deparo com ruínas e vários fantasmas dos elfos noturnos, os antigos moradores de Azsuna. Quest vai, quest vem, descubro que Athissa, uma naga mal intencionada, está tocando o terror por essas bandas. Agora, para cada lado brotam dez quests diferentes para fazer e se você der uma voltinha pelo mapa consegue achar no mínimo mais um NPC com ao menos uma quest nova.

Isso me fez lembrar o motivo de eu ter parado de jogar: os mapas e monstros mudam, mas a mecânica de jogo não. Eu fico no mesmo mapa por horas fazendo várias e várias quests, muitas com objetivos semelhantes, com o simples intuito de conseguir experiência. Nesse momento eu percebo uma diminuição no meu ritmo de jogo, mas tudo bem, vamos lá correr atrás do que esse povo morto quer.
Alguns chefes e um exército de nagas mortos, encontro a causadora do caos todo, Athissa. Pra quem fez esse alarde todo, ela não tem nada demais, não levo mais de cinco minutos e a naga está morta.

Athissa não sabe procurar e ainda é rude com que está procurando, saudades Stellinha.

Minha aventura pela Hogwarts alagada

Depois da minha luta com Athissa, acabei me cansando do jogo e resolvi explorar os cenários. Andei pra todos os lugares, matei inúmeros demônios, mas o que eu queria mesmo era uma coisa: explorar a área subaquática. Afinal é uma das características que sempre considerei pouco exploradas no jogo — quantos lagos eu me joguei para me deparar com… nada.

Em Legion foi diferente: ao me jogar em um lago consegui vislumbrar um “segundo mapa” e para minha surpresa me deparei com um gigante elite (uma espécie de monstro ao estilo boss) andando no fundo do lago. Não pensei duas vezes, já ataquei o moço pulando. Ele não era forte, mas também não era fraco, fiquei com medo do meu fôlego acabar. Pouco tempo depois, saí vitorioso, o loot também não foi ruim. Continuei nadando e encontrei um baú que eu podia interagir — não é que encontrei itens bons nesse baú que estava basicamente a céu aberto?

Grifinória!
Saindo do lago, pecebo que estou próximo de um prédio que passei por perto quando estava perseguindo Athissa e resolvi entrar (não estava perdendo nada mesmo). Percebi que se tratava de uma escola de magia que alagou há muito tempo. Porém, os fantasmas de seus frequentadores ainda se mantinham no local — apelidei o lugar de Hogwarts Alagada. Ao fazer algumas missões, fui aceito como um membro da instituição (ganhei até um chapeuzinho de bruxo) e pude explorar melhor o lugar.

Quanto mais missões eu fazia, mais eu fui capaz explorar o local. Me aprofundando em Hogwarts, pude fazer algumas quests que fugiram do padrão buscar itens e matar monstros (Aleluia! Novidades!), as que mais me chamaram a atenção consistiam em desenhar runas mágicas no chão e outra em que eu entrava em um livro para atingir determinados objetivos.

Quem é diário de Tom Riddle agora!?

Complicações com a dinâmica de jogo

World of Warcraft Legion sem dúvida é um jogo polido e pensado nos mínimos detalhes. Porém ele não foge da lógica dos MMOs de correr por diversos mapas completando missões em busca de passar de nível e repetir diversas missões de raids e instâncias para farmar itens e experiência. Esses foram os fatores decisivos que fizeram eu me afastar do título pela primeira vez. Isso não quer dizer que o jogo seja ruim, apenas não é pra mim. Não vou negar que me diverti durante toda a experiência. World of Warcraft Legion é perfeito para certos tipos de usuários:
  • Jogadores iniciantes terão um mundo vasto e um jogo rico em história para explorar;
  • Jogadores que já jogam o título e buscam novos horizontes para suas aventuras;
  • Jogadores que por algum motivo externo ao jogo pararam de jogar mas desejam retornar.
Infelizmente eu não me encaixo em nenhum desses perfis. Sendo assim, preferi cancelar minha assinatura e terminar minha aventura por WoW Legion.

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Capa:raikoart
Henrique Albuquerque escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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