Top 10

RPGs que ninguém jogou, mas deveria

Confira uma lista de jogos desse gênero que fogem um pouco da lista dos mais populares


Uma das maiores tristezas de qualquer jogador, ou pelo menos no meu caso, é estar jogando um jogo fantástico e não ter com quem comentar sobre ele Além disso, é um pouco triste sentir que um ótimo jogo pode não estar sendo tão bem apreciado como deveria, sabendo que muita gente, que poderia estar adorando determinado título, simplesmente não o conhece. Por que, então, não fazer uma lista de alguns ótimos títulos, mas ainda desconhecidos, de um gênero tão querido? Segue, então, um Top 10 de alguns dos jogos que, na minha opinião, deveriam ser um pouco mais populares e também apreciados.

The Last Remnant


The Last Remnant é um jogo que eu acho estranhamente impopular, considerando que ele foi por muito tempo um dos poucos JRPG disponibilizados no Steam. Lembrando ainda que o PC é uma plataforma que, até hoje, sofre com a falta de jogos do gênero.

Apesar de possuir uma história incrivelmente fraca e cheia de clichês, o que pode afastar alguns fãs do gênero, The Last Remnant apresenta uma trilha sonora marcante, personagens com design interessante e um sistema de batalha único. O jogo permite o controle de diferentes unidades que, por sua vez, podem ser compostas por diversos personagens disponíveis ao longo do jogo, dando ao jogador a possibilidade de gerenciar até 18 personagens, a partir de um determinado momento. É uma excelente pedida para aqueles que gostam de RPGs, não apenas pela narrativa, como também pela jogabilidade.

Eternal Poison

Um dos muitos RPGs táticos lançados para PS2, Eternal Poison acabou não se popularizando tanto quanto os seus “primos” mais famosos. Alguns defeitos assombram o jogo, como a interface confusa e longos períodos de carregamento. Mas, ainda assim, Eternal Poison carrega consigo vários méritos.

O principal deles é a estética gótica/noir diferenciada no jogo, principalmente se compararmos aos outros RPGs táticos de PS2, que são todos parecidos demais. Também é interessante a mecânica de captura e coleção de demônios, ou Majins, para integrar o seu time, que conta com um próprio sistema de customização.

Yggdra Union: We'll Never Fight Alone


Mais um RPG tático, mas, dessa vez, para Game Boy Advance, lançado pela Atlus. Yggdra Union sofre do mesmo mal de Eternal Poison, sendo ofuscado por outros jogos mais famosos da plataforma. O título, porém, possui menos defeitos que o jogo anteriormente citado.

Desenvolvido por um pequeno time da Atlus, Yggdra Union é, para mim, um dos RPGs mais marcantes do GBA. O título conta com um divertido sistema de cartas para definir as suas ações, uma incrível trilha sonora, um excelente design de personagens e efeitos visuais excepcionais para a plataforma.

Digimon World: Dusk e Digimon World: Dawn

Apesar da divisão em dois títulos, foi no DS que a série Digimon conseguiu provar, dentro do universo dos games, que era mais do que um Pokémon que não deu muito certo. Digimon World: Dusk e Digimon World: Dawn são excelentes escolhas, tanto para quem gosta da série animada ou dos mangás de Digimon quanto para fãs dos jogos de Pokémon, já que estes dois títulos não deixam nada a desejar.

O ponto forte dos dois títulos é a imensa variedade de Digimon, além das diversas formas de evoluir e das muitas formações de time possíveis, já que três monstrinhos são usados simultaneamente em batalha. A história, apesar de não ser um grande atrativo, não decepciona e justifica a divisão do jogo em duas versões. Há uma grande variedade de Digimon que pode ser obtida trocando-se com outros jogadores, sendo, inclusive, a conectividade wi-fi e o multiplayer outro ponto forte do jogo.

Valkyrie Profile 2: Silmeria

Fiquei um pouco hesitante em incluir este título na lista mas, pelo que pude notar, todo mundo o conhece mas ninguém o jogou. Isso é uma pena, já que considero Valkyrie Profile 2 um dos melhores RPGs do Playstation 2, um console onde não faltavam concorrentes., Além disso, acabo gostando mais dele do que de seu sucessor.

Apesar da minha resistência inicial, a utilização do 3D foi coerente e também adicionou uma maior profundidade (piada não intencional) ao sistema de batalhas. Além disso, a trilha sonora continuou excepcional e a história, apesar do foco menor nas tramas das personagens, é um ponto forte do jogo. Ela consegue ser tanto coesa para jogadores de primeira viagem quanto extremamente surpreendente para os que jogaram o título antecessor.

Ogre Battle: The March of the Black Queen

Um dos meus RPGs e jogos preferidos de SNES foi um dos precursores dos RPGs táticos, além de ser um excelente começo para a série Ogre, apesar de não contar com o melhor dos enredos –, que é uma das características mais exploradas em RPGs.

O grande diferencial de Ogre Battle, para mim, está na variedade, sendo possível escolher dentre diversas unidades para que o jogo possa se adequar melhor ao seu estilo, algo não tão comum para a época. Além disso, o título conta com excelentes gráficos e uma jogabilidade sólida em torno dessa diversidade. O resultado é um dos RPGs mais desafiadores do console.

Lufia & the Fortress of Doom

Mais um título de SNES esquecido e ofuscado por tantos Final Fantasies e Dragon Quests. Lufia, no entanto, não perde para esses demais títulos em diversos aspectos, contando com protagonistas carismáticos, uma boa trilha sonora e um ótimo trabalho visual no aspecto geral do jogo.

Apesar de ser um JRPG tradicional em muitos sentidos, Lufia possui pequenas peculiaridades que o difere dos demais jogos, como a possibilidade de um jogador atacar um monstro já morto e errar o ataque. Isso é algo inesperado para quem está acostumado com o gênero e adiciona um fator de estratégia e dificuldade ao jogo.

Stella Deus: The Gate of Eternity

Mais um RPG tático, e mais um para o Playstation 2. Apesar de ser bastante similar aos seus rivais mais populares, como Disgaea e La Pucelle, Stella Deus acabou não alcançando o mesmo sucesso. O jogo possui aspectos já conhecidos pela qualidade da Atlus, como um excelente design de personagens e suas temáticas interessantes, sendo conflitos religiosos o seu maior foco.

Stella Deus é um pouco menos “hardcore” que os seus concorrentes, o que acaba sendo um de seus pontos fortes, na minha opinião. Com um sistema mais simples e que acaba consumindo menos tempo do jogador, Stella Deus pode ser uma ótima pedida. em especial para novatos no gênero.

Xenogears

O primeiro jogo da série Xeno e também o mais esquecido dentre todos. Xenogears continua sendo o meu preferido dentre todos da série que já joguei e é também um dos meus RPGs favoritos do Playstation, outro console que não decepciona em qualidade e quantidade de títulos do gênero.

Certamente, ele foi um dos jogos com maior profundidade em seus temas, que vai desde Nietzsche a Freud e Jung, além de conceitos diversos sobre Teologia. Xenogears se destaca principalmente por sua riqueza filosófica e pela história mais densa que de outros jogos, seja do mesmo gênero ou não. Apesar da boa recepção da crítica, o título deixou de ser lançado inicialmente em diversas regiões, o que comprometeu a sua popularidade. Xenogears, no entanto, continua sendo um dos melhores RPGs de todos os tempos.

Star Ocean 3: Till The End of Time


Talvez o meu favorito pessoal dessa lista, não é à toa que ele está no topo. Desde o SNES, Star Ocean já se apresentava como uma série um pouco ignorada, principalmente no ocidente. No lançamento para PS2 a situação não foi diferente e é difícil ver pessoas “por essas bandas” que o tenha jogado.

No entanto, o título é, para mim, um dos mais interessantes do console. Apesar de sofrer com uma história não tão profunda, ela é rica em detalhes e conta ainda com uma ou outra surpresa. Mas, seu grande ponto forte é a jogabilidade. Contamos com um sistema extremamente conciso de Action RPG, além de um sistema de crafting que é incrivelmente diversificado, tal como quase tudo no jogo. De cenários a histórias secundárias, o jogo cria um universo bastante convincente e que não está lá apenas por estar, mas sim para fornecer as ferramentas necessárias para você seguir com o jogo. Além de tudo isso, Star Ocean 3 ainda apresenta uma das trilhas sonoras mais diversificadas que podemos encontrar, sendo, inclusive, o único RPG que eu me lembro de ter lutado ao som de Jazz.

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Concorda com a lista? Acha que faltou algo? O grande objetivo de textos como esse é apresentar às pessoas alguns dos grandes jogos que podem ter passado despercebidos. Então, ajude os nossos colegas deixando aí aquele seu RPG preferido que ninguém jogou nos comentários.


Revisão: Erika Honda
Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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