Blast Test

Heavy Metal Machines (PC) promete uma incrível experiência de ação

Com clara influência dos MOBAs, Heavy Metal Machines traz inovações próprias e é um promissor jogo para o populoso hall dos competitivos online.


Com o sucesso de MOBAs e de diversos jogos competitivos online, bem como de elementos de sua jogabilidade, é natural que acabem surgindo diversos jogos do gênero, inclusive inúmeros clones que aparecem por aí, lotando o mercado de títulos que parecem ter a única função de monetizar a popularidade. Apesar das claras diferenças em relação aos MOBAs, Heavy Metal Machines poderia ser apenas mais um desses títulos genéricos, mas já em seu beta mostra ser muito mais que isso, trazendo carros para o campo de batalha, não apenas como uma alegoria, mas afetando crucialmente como se joga.

Fazendo a diferença

A primeira surpresa que tive com o jogo foi a possibilidade de se utilizar o joystick; o que não é muito comum em jogos do gênero. Os controles tinham uma responsividade estranha e passei, então, a jogar com mouse e teclado, já esperando o pior. Felizmente, os problemas se restringem ao uso do Joystick. Poucos jogos, principalmente utilizando de teclado e mouse, me forneceram um controle tão agradável do meu personagem quanto Heavy Metal Machines, principalmente tratando-se de carros, e esse foi o primeiro momento que senti que os veículos no jogo não estavam lá à toa e que eles seriam um verdadeiro diferencial.
Nove diferentes personagens garantem diversidade de funções e estratégias
Apesar de continuar falando em “jogos do gênero”, é importante notar que tecnicamente falando, o jogo não se enquadra como um MOBA, pelo menos nas convenções tradicionais. Não há “minions”, nem rotas ou torres. No entanto, o título demonstra uma clara influência do gênero em sua estrutura (compra de itens durante a partida, divisão dos times e, até mesmo, a disposição dos botões de ataque), ao ponto que é quase impossível dissociar ele totalmente da experiência de um League of Legends ou DOTA. Mas mais interessante que perceber as semelhanças, é perceber quanta diferença os pequenos “twists” de Heavy Metal Machines trazem.

Pisando Fundo

O objetivo do jogo consiste em pegar uma bomba no meio do mapa e levá-la até o lado inimigo. O primeiro time que realizar a tarefa três vezes vence a partida. A mudança de objetivo é um ponto de partida interessante para perceber as primeiras diferenças do jogo. Controlando carros e tendo diferentes objetivos, a principal função não é mais de ataque, e sim deslocamento, e isso muda tudo.
Escolher os lugares certos na largada pode fazer toda a diferença.
Os mapas não podem ser mais compostos de retas, mas sim de curvas sinuosas que prolonguem a partida. Os veículos que carregam a bomba devem seguir um caminho pré-determinado, enquanto os demais podem pegar atalhos, ajudando a manter um equilíbrio entre ataque e defesa. Como todo o ritmo do jogo é, obviamente, mais acelerado, tempos de recarga são curtos e toda a ação é muito rápida, o que é uma diferença empolgante quando pensamos nos outros jogos que tem uma ação lenta, principalmente no começo de partida.

Essa diferença tem um custo, no entanto, que torna mais difícil a aprendizagem durante a partida, ao contrário dos MOBAs tradicionais nos quais não é difícil conseguir ler toda a descrição de uma habilidade enquanto se joga. Entretanto, alguns aspectos do jogo foram bem pensados neste ponto, como os upgrades dos carros, que seguem alguns caminhos pré-determinados no lugar de itens em comum para todos. Issofacilita e agiliza muito a tomada de decisões na partida, algo também encontrado em Heroes of The Storm, não coincidentemente um jogo também mais acelerado que os outros do gênero, por exemplo.
Diversos upgrades únicos para cada carro estão disponíveis para o jogador durante a partida
 Vale ressaltar, mais uma vez, que nada disso no jogo funcionaria caso os controles não fossem precisos. E não apenas precisos, como também agradáveis, tornando extremamente divertido jogar em qualquer uma das funções que o título apresenta. Além disso, a trilha sonora combina bem com a temática do jogo, sendo um dos pontos altos.

Outro ponto surpreendente é a qualidade gráfica, não apenas em efeitos e texturas, mas quanto ao trabalho de concepção nos carros, tornando-os únicos e característicos, o que é essencial não apenas para a qualidade artística do jogo, mas para evitar confusões por parte dos jogadores. Evitar essas confusões são, inclusive, outro trunfo, que conta com sinalizações e interface claras, aspectos ainda mais necessários em um jogo acelerado como Heavy Metal Machines.
Nem todos os caminhos estão disponíveis para o jogador que carrega a bomba, e o jogo é claro quanto a isso.

Resumo da corrida

Heavy Metal Machines é um jogo fantástico que é surpreendentemente bem polido para o estágio de desenvolvimento em que está. Não apenas em gráficos e som, o jogo aparenta uma maturidade em design rara e difícil de ser alcançada em títulos em início de desenvolvimento. Se você é fã de MOBAs, vale muito a pena conferir o jogo pelo sopro de ar fresco que ele pode trazer com suas mudanças e ritmo acelerado. E se você não é fã de MOBAs, também vale conferir por ser tão diferente de tudo aquilo que se vê no gênero, fazendo com que mal dê para classificar ele como um. Heavy Metal Machines aposta em um mercado crescente, mas diferenciando-se e dando um passo à frente. E na direção certa.

Revisão: Pedro Vicente

Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

Comentários

Google+
Facebook


Podcast

Ver mais

No Facebook

Ver mais