Hands-on

BGS 2016: For Honor (Multi) promete batalhas intensas

Novo jogo da Ubisoft empolga ao trazer lutas de guerreiros antigos no meio de campos de batalha movimentados.

Ontem, no primeiro dia da BGS 2016, finalmente tive a oportunidade de jogar For Honor, novo jogo da Ubisoft que está programando para ser lançado em fevereiro de 2017 para PC, PS4 e XBO. Apesar de ser uma demonstração pequena, fiquei muito feliz em ver que minhas expectativas em relação ao jogo parecem estar sendo atendidas e vou poder sair fatiando cavaleiros medievais com um samurai digno das histórias épicas do Japão.

Pela Honra!

A demo é dividida em duas partes. Após escolher uma classe — viking, cavaleiro ou samurai — comecei um pequeno tutorial, onde o jogo te passa as mecânicas básicas de batalha. E é bem importante prestar atenção aqui pois, embora simples, os comando não são tão óbvios em um primeiro momento. Falando nisso, é bom ressaltar que joguei em um PC, usando teclado e mouse.

A primeira coisa que o jogo te ensina é a bloquear, porque é basicamente isso que vai salvar sua vida. Os golpes podem vir por três direções, direita, esquerda e por cima. A ação de defesa consiste em uma combinação em segurar a tecla Ctrl mais o movimento do mouse na direção correta. Isso pode parecer meio confuso, mas momentos antes do ataque, a HUD te mostra por onde virá o ataque, te dando um tempo de reação. Falando assim, pode soar meio estranho, mas na prática funciona bem, em uma luta um contra um.

Depois que aprendi a me defender, vem a hora de atacar. Existem dois tipos de movimento: normal e forte, que podem ser aplicados em três direções diferentes, tal qual o movimento de defesa. Como é de se imaginar, o golpe forte dá mais dano, mas deixa você exposto para um eventual contra-ataque. No combate contra um NPC, isso não foi problema, já que uma sequencia de golpes bem encaixada já era suficiente para derrotá-lo. No ultimo desafio do tutorial, contudo, abrir essa brecha não foi uma boa ideia, pois era eu sozinho contra dois guerreiros. Parte dessa dificuldade, admito, foi gerada pela minha atuação com os controles no teclado, os quais demorei um pouco para pegar o jeito. Não que eles sejam ruins, mas particularmente acho que com um controle mesmo o jogo deva ficar bem mais confortável de ser jogado, pelo menos para mim.

Samurais, Vikings ou Cavaleiros: qual escolher?
Terminada essa primeira etapa, vamos para a ação de verdade, o multiplayer. A partida foi dividida com quatro jogadores para cada lado, em um mapa de castelo. Eu fiquei no time que atacava o castelo, enquanto os oponentes eram a defesa. Trocando em miúdos, o mapa possuía três pontos, A, B e C, e o objetivo era manter o domínio desses pontos o maior tempo possível. A primeira equipe a atingir 1500 pontos venceria a batalha.

Enquanto os pontos A e C ficavam em partes mais elevadas, onde só havia presença dos heróis, o ponto B era onde a maior parte da ação acontecia. Além dos personagens dos jogadores, existem os soldados NPCs que avançam/recuam conforme a progressão do time. Pelo que senti, é bem difícil morrer para eles, mas sair limpando o exército inimigo é bem divertido. Lembra um pouco jogos do estilo Musou, como Dinasty Warriors, embora com uma quantidade bem menor de oponentes.

Esses soldadinhos, embora não sejam problemas por si só, podem te atrapalhar no meio de uma luta contra outro jogador, pois com alguns golpes, eles podem quebrar sua guarda e dar espaço para seu inimigo te executar. Alias o clima “zona de campo de batalha” é bem divertido. Lutar até a morte com seu rival enquanto outros soldados se matam no meio do caminho é empolgante. Você pode até mesmo acertar seu aliados. Mas confesso que ali, no calor do momento, não reparei se o “fogo-amigo” dá dano ou só atrapalha mesmo.


A batalha se aproxima

As primeiras impressões que tive jogando For Honor foram muito positivas. O combate simula bem uma luta de espadas e outras armas brancas, com as possibilidades de ataque e defesa variando em força e posição. Não parece que será somente uma “apertação” de botões, eu realmente senti um "peso" ao controlar meu personagem, o que é esperado para um jogo que se propõe a trazer esse tipo de combate. Ainda faltam cinco meses para o lançamento e muito pode mudar, mas fico feliz que esse novo jogo da Ubisoft parece estar seguindo por um bom caminho.



Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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