Jogamos

Análise: BOID (PC) é um RTS simples que vale a pena pelo seu multiplayer

Controle pequenos seres alienígenas nesse viciante jogo de estratégia em tempo real.



O gênero RTS (Real Time Strategy) é um dos mais populares nos PCs. Tendo como principais franquias Warcraft e Age of Empires, consiste em jogos de estratégia em tempo real em que os jogadores atuam simultaneamente, não em turnos. Normalmente, contam com sistema de gerenciamento de recursos e outras funcionalidades avançadas. Porém, nem todos os representantes dessa categoria de game precisam de opções mais elaboradas para se tornar interessantes, como é o caso de BOID. Projeto do estúdio Mokus e distribuído pela tinyBuild, o título apresenta conceitos bastante simples, entretanto não deixa de ser viciante.


Assumindo o controle de pequenas formas de vida primitivas em um planeta alienígena, o objetivo de cada partida é acabar com todos os inimigos no cenário. Os campos de batalha são sempre subaquáticos e temos à disposição diferentes classes de criaturas com variadas habilidades e fraquezas. É imprescindível conhecer as características de cada um deles e escolher bem o local que se posicionarão. Apesar de curtos, os duelos costumam ser intensos e exigem atenção total com tudo o que está acontecendo na tela.

Enredo? Para que?                     

BOID começa contando a história da exploração humana no espaço, especificamente do planeta Kepler 42-C. No pouso, o drone terrestre é atacado pelos minúsculos seres alienígenas e precisa ser defendido. Todo esse enredo funciona como um pano de fundo para as batalhas, mas acabamos esquecendo dele conforme a jogatina vai avançando. A narrativa é pouco explorada e, na realidade, poderia nem existir, já que tem praticamente zero de influência sobre o jogo. Essa é uma das diferenças que o título apresenta se comparado com outros RTS, que costumam ter uma trama mais trabalhada.

Conhecendo as possibilidades

O jogador começa cada partida com um pequeno exército neutro e pode gerenciá-lo da maneira que achar melhor. Por exemplo, é possível escolher parte dos guerreiros para transformá-los em criaturas mais fortes, porém que ficam muito lentas. Outra alternativa é fazer seus subordinados contarem com a habilidade de ataques à distância, que têm menor poder de fogo. O interessante é que um ser que seja classificado como forte e lento não precisa ficar assim o combate inteiro, ele pode ter suas características mudadas a qualquer momento. Isso torna os duelos muito mais dinâmicos.
Verdes x vermelhos


O leque de possibilidades é gigantesco e aprender utilizá-lo da melhor maneira é totalmente viciante. Passei bastante tempo no modo single player para conhecer bem as habilidades de cada classe. É importante dedicar esse tempo de treinamento para não virar presa fácil dos competidores mais experientes no multiplayer.

Fácil de controlar

Em BOID, não precisamos gerenciar recursos ou investir na criação de exércitos numerosos. Usando somente o mouse, movemos os minúsculos guerreiros pelo cenário e o colocamos onde achamos ser a melhor posição. As mecânicas são extremamente fáceis, o que melhora consideravelmente a jogatina. A simplicidade dos controles contrasta com os gráficos bem elaborados. O visual é bonito, apesar de repetitivo. Já a movimentação e a aproximação da câmera é bem complicada e atrapalha bastante em alguns momentos, acabando por se tornar outro inimigo a ser vencido.

Destaques negativos também são a trilha e efeitos sonoros. Existe uma espécie de assistente que dá dicas ao jogador e emite alguns ruídos metálicos muito irritantes. Não demorou muito para que eu desligasse o som do jogo nas opções.
Batalhas acontecem ao mesmo tempo e em vários pontos

Dois melhor do que um

Jogar BOID sozinho é algo meio entediante com o passar do tempo. Os inimigos começam a apresentar movimentos previsíveis e a vitória vem fácil sabendo o que o rival pretende fazer. A diversão acontece mesmo no multiplayer online, que está dividido entre partidas simples e ranqueadas.

Os duelos contra oponentes reais costumam ser competitivos, ainda mais quando enfrentamos pessoas que estão no nosso nível. Alguns poucos duelos que fiz no online foram com jogadores muito mais experientes, que me venceram usando estratégias muito bem elaboradas. Mas, na maioria das vezes, o sistema te coloca para jogar contra quem está no teu patamar.

O modo online de BOID funciona bem por ser leve e simples, além do fato de que as partidas duram poucos minutos e não são cansativas. Outra possibilidade interessante do jogo é a criação de mapas, o que faz com que a quantidade de arenas disponíveis seja praticamente infinita.

Simplicidade na medida certa

O título tem potencial de agradar a quem é fã do gênero RTS e procura algo novo nesse estilo ou àqueles que têm vontade de conhecer esse tipo de jogo. Com jogatina leve, fluída e divertida, sem nenhuma dúvida, o grande destaque é o modo multiplayer que costuma proporcionar duelos intensos e emocionantes. BOID é a prova de que estratégia em tempo real pode sim ser simples e divertido ao mesmo tempo.
Posicionar seu  exército em passagens estreitas é uma boa estratégia

Prós

  • Controles simples;
  • Modo multiplayer viciante;
  • Um RTS bem básico, porém divertido.

Contras

  • Trilha e efeitos sonoros irritantes;
  • Modo para um jogador é enjoativo;
  • Enredo pouco explorado.
BOID — PC — Nota: 6.0
Revisão: Luigi Santana
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

Comentários

Google+
Facebook


Podcast

Ver mais

No Facebook

Ver mais