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Análise: The Collider 2 (PC) é bonito, empolgante e meio chato

Este arcade shooter é visualmente atraente, mas seu ciclo de gameplay não se sustenta.



Lembra da última fase de Star Fox 64 (ou Star Fox Zero), na qual o jogador deve pilotar sua Arwing por túneis com obstáculos para desviar e power-ups para coletar? Agora imagine um jogo inteiro baseado nessa ideia. Isso é The Collider 2, da Shortbreak Studios.

Admito que o jogo inicialmente me atraiu pelos visuais, que são realmente legais para um jogo indie. Além disso, o fato de ser um “jogo de navezinha” com gameplay “arcadey” também me chamou a atenção. Geralmente são jogos divertidos para jogar em sessões curtas e testar meus reflexos como jogador.



O ciclo de gameplay é simples: cada fase tem um de três objetivos (limite de tempo, artefatos a serem colecionados e objetos a serem destruídos). Quanto mais próximo o jogador chegar de completar esses objetivos, mais experiência e moedas ele ganha. Conseguir experiência para subir de nível aumenta o multiplicador de pontos, enquanto as moedas podem ser usadas para comprar novas naves, melhorar as que já foram compradas, ou aumentar os efeitos de power-ups.

Até aí, tudo dentro do esperado, pois esse ciclo é o padrão para este tipo de jogo. Contudo, após jogar por algumas horas, percebi que o balanceamento dos pontos adquiridos estava um tanto estranho. Mesmo tendo completado várias fases das três primeiras partes do jogo (nem todas com a pontuação máxima), ainda faltavam moedas para comprar naves e aprimoramentos que permitiriam progredir melhor nas fases seguintes. Isso melhorou após eu descobrir que o modo Survival, cujo objetivo é conseguir a maior pontuação possível antes de morrer, recompensava melhor meu esforço. Contudo, as moedas adicionais desse modo não mudaram o fato que os próprios upgrades não são muito interessantes. Recuperar o escudo mais rápido ou poder usar o boost por mais tempo são úteis, mas não fazem tanta diferença na jogabilidade. Além disso, ao se comprar uma nave nova, é necessário fazer esses upgrades novamente nela.



Não levou muito tempo para a experiência se tornar repetitiva. A estrutura de objetivos é previsível e as fases simplesmente não variam muito entre si. Decidir entre rejogar uma fase para conseguir uma pontuação melhor ou seguir adiante me lembrou do que eu havia dito na análise de Slow Down, Bull (PC), que tem uma estrutura de fases muito parecida com a de The Collider 2. Entretanto, enquanto o game da Insomniac adicionava twists à jogabilidade, o da Shortbreak aumenta o nível do desafio sem torná-lo mais interessante.

No fim das contas, The Collider 2 é um exemplo de jogo que acerta as partes fundamentais — é visualmente agradável, os controles são gostosos — e sucede em exigir dos reflexos do jogador para que cada fase pareça uma montanha-russa de adrenalina, mas acaba fracassando na hora de fazer essa base se tornar uma experiência completa. Montanhas-russas são legais, mas mesmo a mais emocionante delas começa a perder a graça após um tempo.

Prós

  • Visuais bacanas;
  • Controles simples e precisos;
  • Sensação de adrenalina.

Contras

  • Progressão de upgrades estranha;
  • Repetitividade das fases.

The Collider 2 — PC — Nota: 5.5

Revisão: Robson Júnior

Renan Greca Quando não está ocupado sendo diretor, redator, newsposter, podcaster e RP do GameBlast, Renan Greca gosta de jogar videogames. Às vezes, lembra de focar em seu mestrado também.

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