Top 10

Melhores temas cantados de jogos

Confira uma seleção de vozes e letras inesquecíveis dentro dos jogos



Há uma imensa quantidade de temas marcantes de jogos por aí, do tipo que você se pega assobiando durante dias, meses ou anos. Mario, Zelda, Megaman e diversos outros estão cheios desses temas que ficam na nossa cabeça. Mas de tempos pra cá ficou impossível negar a importância dos temas cantados, que não têm deixado nada a desejar em frente aos clássicos instrumentais dos jogos. Que tal então verificar dez dos melhores temas cantados em jogos? Para este top, foram selecionadas apenas músicas originais dos jogos e apenas um tema por franquia.

Final Fantasy VIII - Eyes On Me


Uma das coisas mais marcantes sobre Final Fantasy VIII foi ver pela primeira vez a famosa série da Square ganhar uma trilha cantada. Embora a primeira a aparecer seja Liberi Fatali, logo na introdução do jogo, É Eyes On Me que ganha destaque durante todo o título, em diversas formas, desde algumas variações instrumentais até sua tradicional forma cantada.

A música transforma o romance até meio morno de Squall em Rinoa em uma história definitivamente mais bonita. Não só isso mas acaba embalando diversos outros momentos marcantes do jogo, com Laguna principalmente, e inclusive seu final. Eyes On Me, junto com o resto de sua trilha, é sem dúvida um dos pontos altos de Final Fantasy VIII

Silent Hill 4 - Room of Angel


Silent Hill 4 é um jogo complicado. Muitos acreditam que seja o último grande Silent Hill, enquanto outros chegam até a negar o mesmo como parte da série, por sequer se passar de fato na famosa cidade. Algo que todos concordam, no entanto, é a beleza de sua trilha sonora, principalmente de seu principal tema cantado: Room of Angel.

A música reforça os temas já trazidos pelo jogo, principalmente por Cynthia e pelo grande antagonista, Walter Sullivan. Room of Angel trás perfeitamente o clima sombrio e triste que envolvem as histórias de Silent Hill, na incrível voz de Mary Elizabeth McGlynn, já conhecida dos fãs da série, assim como a primorosa composição de Akira Yamaoka.

Portal - Still Alive


Still Alive cumpre o incrível papel de fazer você gostar ainda mais do jogo por causa dos seus créditos. Após derrotar GLaDOS e se ver livre das dependências dos laboratórios da Aperture Science, nada mais chocante que uma pequena música sobre como GLaDOS ainda está viva.

A música, além de nos apresentar GLaDOS sendo bem enfática sobre o fato de que ela continuará viva; nos reforça a ideia de que tudo que ocorreu ali foi parte de um plano. Fora isso, também mata um pouquinho a saudade instantânea que temos dessa, que é uma das mais carismáticas vilãs que os jogos já viram, com seu humor sarcástico incluído em cada uma das estrofes.

Soul Edge/Soul Blade - The Edge of Soul


A franquia Soul é certamente minha franquia preferida de jogos de luta, e tudo começou de cara na introdução do primeiro jogo da série. Naquela época, e de certo modo até hoje, não era comum ver um jogo de luta com uma introdução tão bem trabalhada em mostrar as personagens e com um ritmo e música tão empolgante que a mais próxima lembrança que tínhamos era de aberturas de RPGs até então

A parte mais incrível de tudo isso talvez seja a sincronização da música com a abertura. Elas não são simplesmente combinadas, mas tem uma sinergia incrível, que te faz ansiar pelo jogo enquanto ainda assim mal consegue pular a abertura. The Edge of Soul é um dos melhores exemplos de como motivar o jogador logo de cara.

Persona 4 - Heaven


Persona é uma série que aposta vastamente nos seus temas cantados, e um dos destaques dessa aposta é, além do tom pop que se alia aos temas visuais e narrativos da série, é a relevância que essas músicas tem para a construção do jogo, reforçando os temas não só com seu ritmo, mas com suas letras, e Heaven é o ápice disso.

A letra de Heaven nos conta a história e nos leva a conhecer um pouco mais de Nanako, uma das personagens de Persona 4. Orfã por parte de Mãe, Heaven nos fala da falta que Nanako sente dela e da ausência de seu pai graças ao trabalho, nos mostrando mais uma vez um lado triste e esquecido por trás de toda a aparente felicidade do jogo.

Bastion - Build That Wall


Bastion foi uma das maiores surpresas que os jogos indies nos proprocionaram. Jogabilidade e narrativa excepcionais e tudo isso em sinergia com o que talvez seja seu grande ponto forte, a trilha sonora. Desde a incrível narração até as músicas, o som é uma parte essencial em firmar o jogo no imaginário do jogador, e Build That Wall é parte integrante disso.

A música que também é o tema de Zia, reforça o tema que a própria personagem já trás ao jogo: A necessidade de reconstrução após perdas; servindo não apenas como tema para a catástrofe ocorrida no mundo de Bastion como para todas dificuldades que qualquer um de nós enfrentamos. Build That Wall é uma música para se levar para a vida.

Xenosaga II - Bitter


Talvez chegue o dia que Yuki Kajiura se canse de ser uma compositora tão brilhante, mas esse dia definitivamente não chegou. Famosa por suas trilhas incríveis de animes, como em Puella Magi Madoka Magica, Madlax e Noir, suas aventuras pelo mundo dos jogos são extremamente bem vindas para todos os apreciadores de uma boa trilha sonora.

Bitter é uma música típica de Kajiura, que contrasta com todo o ambiente sci-fi do jogo, apresentando um lado mais dramático que não depende de toda a tecnologia do ambiente. Ainda assim, a música consegue se combinar ao tema de batalha em “A Field of Battle ~ Bitter #2”, explorando o contraste entre os dois temas em uma harmonia inacreditável para quem escuta pela primeira vez.

Metal Gear Solid V - Quiet's Theme


Foi bastante difícil escolher só um tema cantado da série Metal Gear, que conta com músicas tão marcantes quanto Snake Eater ou Calling to the Night, ou até mesmo a trilha de Metal Gear Rising, que é tão essencial para o jogo, mas a escolha teve de ficar com o tema da Quiet, do último jogo da franquia, por reunir tudo que faz os temas cantados de Metal Gear tão marcantes.

Quiet’s Theme junta o lado emocional das trilhas dos jogos passados como o aspecto de apresentar um ponto de vista não tão óbvio da história, como fez a trilha de Metal Gear Rising, nos dando mais profundidade à história de Quiet, nos apresentando suas intenções e principalmente seus sentimentos, que permaneciam ocultos até o final de sua história. O fim abrupto da música, sem refrões marcantes, nos retorna ao tema da busca que nem sempre encontra seu fim, recorrente em todo o jogo.

Transistor - Paper Boats


Depois de Bastion, o time da Supergiant tinha um grande desafio em mãos, de seguir o nível alcançado em seu jogo anterior, e como eles conseguiram isso com Transistor é impressionante. E parte disso se deve, novamente, a incrível trilha sonora, principalmente os temas cantados, que, em minha opinião, inclusive superam os de Bastion em todos os aspectos.

Paper Boats é o ápice de tudo isso, o tema final do jogo culminando toda a emocionalidade do jogo em um momento. A músical contrasta com o choque que o jogo nos dá neste momento e nos faz ver toda a jornada de Red com outros olhos, embalando um dos finais mais emocionalmente carregados da história dos jogos.

ICO - You were there


Ico é uma obra prima e não há o que discutir nisso. Poucos jogos revolucionaram a indústria e levaram os jogos a um patamar tão novo quanto este título fez, apesar de seu não tão grande sucesso comercial. Todos os aspectos do jogo são no mínimo excepcionais, e sua trilha sonora não deixa de ser um deles.

You were there é tal como o jogo: Tranquila e emocional. You were there explora toda a ligação entre Ico e Yorda, enquanto seu ritmo combina perfeitamente com aquele ambiente fantástico apresentado. Considerando a época, quando complexos jogos de ação estavam em toda alta, a tranquilidade e simplicidade de Ico e consequentemente sua trilha sonora foram ousados e ajudaram a levar os jogos a lugares onde eles nunca haviam estado.

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Gostou da lista? Concorda com os temas ou sentiu falta de algum? Deixe sua resposta aí nos comentários, pois afinal, quem não gosta de mostrar um pouco das músicas que ama e que embalaram nossos momentos tão importantes para os outros!?

Capa: Peterson Barros
Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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